
PT pede mandado contra Kássio por decisões contra ‘Exército de Lula’
A campanha do presidente Lula (PT) vai reforçar um pedido de mandado de segurança apresentado ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra decisões do presidente da corte, Kassio Nunes Marques, sobre o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). A iniciativa foi apresentada inicialmente no domingo (18), antes de o ministro determinar, nesta quinta-feira (22), que a Meta entregue em 24 horas um relatório técnico sobre o funcionamento do canal. A medida foi solicitada pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que acusa o grupo de promover ações coordenadas para ampliar o alcance de conteúdos favoráveis a Lula. No mandado de segurança, a campanha petista argumenta que os pedidos sobre o canal devem ser analisados pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, responsável por uma ação apresentada por Flávio Bolsonaro contra o grupo. Para a defesa de Lula, Kassio tomou decisões sobre um caso que já estava sob análise de outro ministro, o que pode gerar ordens conflitantes. A ação de Flávio foi apresentada em 7 de outubro. A campanha do senador pediu a suspensão do canal até 26 de outubro, a retirada de publicações e o fim de impulsionamentos. Também solicitou que os registros digitais fossem preservados para a investigação. No julgamento do caso, pede ainda a cassação do registro de candidatura e a declaração de inelegibilidade dos envolvidos. Em seguida, a campanha de Flávio fez um pedido separado à Presidência do TSE para suspender o canal com urgência. Kassio tomou decisões sobre o caso nos dias seguintes. Parte delas foi suspensa temporariamente pelo corregedor, que determinou a reativação do grupo. A defesa de Lula afirma que a Presidência do TSE não deveria decidir sobre a suspensão de um canal político nem conduzir uma apuração paralela à ação que já está em andamento. O pedido busca suspender os efeitos das decisões administrativas de Kassio e concentrar a análise dos questionamentos sobre o canal nas mãos do corregedor. A campanha também questiona a exigência de vincular formalmente o canal à candidatura de Lula. Segundo a defesa, essa associação não significa que a campanha administre o grupo ou seja responsável por seu conteúdo, já que o canal é administrado por Janones. O relatório pedido à Meta nesta quinta deverá trazer informações sobre o funcionamento do canal, incluindo possíveis ações coordenadas, ampliação artificial do alcance das publicações, anúncios pagos e conteúdos excluídos ou alterados. Fonte: Política Livre.

Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados no segundo turno, diz pesquisa Vox
Pesquisa Vox Brasil divulgada nesta sexta-feira (23) mostra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 45,4% das intenções de voto, contra 44,3% do senador Flávio Bolsonaro (PL), na disputa de segundo turno pela Presidência da República. Na rodada anterior, o incumbente registrava 46,4% e o postulante, 44,6%. Os dois candidatos estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 2,15 pontos percentuais para mais ou para menos. Entre os entrevistados, 6% afirmam que pretendem votar em branco ou anular o voto, enquanto 4,3% estão indecisos ou não sabem em quem votar. Votos válidos Nos votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, Lula tem 50,6% das intenções de voto, ante 49,4% de Flávio Bolsonaro. Na comparação com a rodada anterior, o percentual do petista recuou de 51%, enquanto o senador do PL oscilou de 49%. Rejeição De acordo com a pesquisa, 94,7% dos entrevistados afirmam que já definiram seu voto. No indicador de rejeição, Flávio Bolsonaro aparece com 47,1% dos entrevistados que dizem não votar nele de jeito nenhum e Lula, com 44,8%. Outros 3,9% dizem rejeitar ambos os candidatos, enquanto 2,2% dizem não rejeitar nenhum dos dois. O levantamento da Vox Brasil ouviu 2.100 pessoas entre os dias 20 e 22 de outubro, com índice de confiança de 95%. A pesquisa está cadastrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-03259/2026. Fonte: Money Time

Eduardo Hagge se reúne com Jerônimo Rodrigues em Itabuna e promete ampliar a votação de Lula em Itapetinga
Após o resultado do primeiro turno das eleições, o prefeito de Itapetinga, Eduardo Hagge (MDB), participou de um encontro com o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, na manhã desta úlitma terça-feira (20), na cidade de Itabuna. O encontro aconteceu em meio às articulações políticas para o segundo turno das eleições presidenciais. Eduardo Hagge reafirmou o compromisso de intensificar a mobilização política em Itapetinga, com a meta de ampliar a votação do presidente Lula no município no próximo dia 25 de outubro. A expectativa é de que as lideranças políticas e os apoiadores intensifiquem as articulações nos próximos dias, visando ao segundo turno.

Amigo de Flávio, Willer Tomaz movimentou R$ 5 bi em bets e foi maior apostador do Brasil, diz Fazenda
Uma nota técnica do Ministério da Fazenda mostra que o advogado Willer Tomaz, amigo do candidato Flávio Bolsonaro (PL), foi o maior apostador em bets de todo o Brasil no ano de 2025 e aponta que a empresa Blaze não cumpriu com suas obrigações de fiscalização e controle que a autorizavam a funcionar no país. O documento da Secretaria de Prêmios e Apostas, revelado pelo UOL e ao qual a Folha também teve acesso, afirma que Tomaz movimentou um total de R$ 5 bilhões em apostas no período e sacou mais de R$ 200 milhões —a maior parte desse montante foi transacionado dentro da própria plataforma, ou seja, valores ganhos, reapostados ou perdidos. “[Ele], é por larga margem, a pessoa com maior volume somado de depósitos e saques em plataformas autorizadas no Brasil em 2025, totalizando cerca de R$ 350 milhões nessas operações —mais de 60% a mais que a pessoa que figura na segunda posição dessa lista”, diz a nota, de outubro deste ano. A PF (Polícia Federal) investiga essas movimentações e suspeita que possam ser uma forma de ocultar a origem de recursos ilícitos. Procurado, o advogado disse que o tema é “objeto de ação judicial em curso”, que “os recursos têm origem lícita, são compatíveis com seus rendimentos e constam de sua declaração à Receita Federal”, mas que as cifras apresentadas pela Fazenda “não correspondem à realidade”. “Causa estranheza que um documento técnico de órgão federal, contendo dados protegidos por sigilo, chegue à imprensa justamente em período eleitoral”, completou. Willer Tomaz é amigo de Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL. Tanto Tomaz quanto o senador são investigados no mesmo inquérito por possível envolvimento com fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Procurada, a campanha de Flávio disse à reportagem que o senador não é investigado no Supremo e que os autos que chegaram ao STF ainda não foram convertidos em inquérito, já que ainda não houve manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República) ou qualquer decisão judicial a respeito. Como a Folha mostrou, uma holding do ramo de apostas online de propriedade de Tomaz pagou voos entre Portugal e França em 2025 para Flávio. Na época, o candidato disse que sua relação com Willer é exclusivamente de amizade. “Associar essa afinidade pessoal a suposições de irregularidades é mera ilação, sem qualquer fundamento nos fatos”, afirmou. O Ministério da Fazenda abriu um processo administrativo contra a Blaze para investigar violações relatadas por Tomaz, em ação pedindo reparação pelo dinheiro perdido em rodadas de blackjack e roleta online. A empresa está sujeita a multa de até R$ 2 bilhões. Segundo os autos do processo, Tomaz fez 2.145 depósitos na plataforma, que somaram R$ 325,3 milhões, e recebeu de volta R$ 180,3 milhões em 2.733 saques, o que deixa um saldo negativo de R$ 145 milhões. A Foggo Entertainment, detentora dos direitos da marca Blaze no Brasil, afirmou na época que não comenta processos judiciais em andamento. “A companhia reitera seu compromisso com a transparência, a ética e a estrita observância do arcabouço legal vigente no país.”

Lucas Reis diz que aliança de ACM Neto com Flávio Bolsonaro é uma “tentativa de vingança contra a Bahia”
Em entrevista à rádio Baiana FM nesta terça-feira (20), o deputado federal eleito Lucas Reis (PT) falou sobre o apoio do ex-prefeito de Salvador e candidato derrotado ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), ao senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). Segundo ele, a adesão do ex-chefe do Palácio Thomé de Souza e do prefeito Bruno Reis (União Brasil) à campanha do candidato do PL no segundo turno representa um ato de revanchismo político após a derrota eleitoral de ACM Neto na disputa estadual. Lucas Reis também afirmou que o eleitorado baiano rejeitou o projeto da oposição ao reeleger o governador Jerônimo Rodrigues (PT) com mais de 1 milhão de votos de vantagem. Na avaliação do petista, a aliança com Flávio Bolsonaro não reflete as demandas históricas do estado. O deputado federal eleito ainda acusou ACM Neto de ter dissimulado sua preferência presidencial durante o primeiro turno das eleições. “Ele fingiu que apoiava Ronaldo Caiado. Alguém viu um adesivo, uma bandeira ou um santinho de Caiado na Bahia inteira? Zero! Caiado teve menos voto em Salvador do que vereador eleito. Agora, porque perdeu a eleição pela segunda vez, se junta a Flávio Bolsonaro em uma tentativa de vingança contra o povo da Bahia, que escolheu não elegê-lo”, declarou. O futuro parlamentar também aproveitou a ocasião para desafiar ACM Neto e Bruno Reis a apresentarem um balanço das obras e dos investimentos do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro na Bahia. “Eu desafio o ex-prefeito e o prefeito Bruno a dizerem uma única obra, um real que o pai do candidato deles trouxe para Salvador ou para a Bahia em quatro anos. Zero ambulâncias do Samu enviadas para as prefeituras deles, zero unidades do Minha Casa Minha Vida contratadas. Obras como o VLT, a Ponte Salvador-Itaparica e a expansão do metrô só andam porque têm a mão do presidente Lula e do governador Jerônimo. A Bahia sabe quem trabalha de verdade e vai dar a resposta nas urnas passando dos 70% de votos para Lula”, concluiu.

Bruno Reis aposta em candidatura única para presidência da Câmara de Salvador
Durante a entrega de obras de contenção de encostas e pavimentação no bairro de Daniel Lisboa, nesta terça-feira (20), o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou que é favorável a uma candidatura única à presidência da Câmara Municipal de Salvador (CMS). Em entrevista à imprensa, o chefe do Palácio Thomé de Souza comentou a tentativa do atual presidente da Casa, Carlos Muniz (PSDB), de disputar novamente o comando do Legislativo, possibilidade barrada por decisão provisória do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o gestor, a responsabilidade pela definição da candidatura é dos vereadores, embora ele admita trabalhar pela construção de um consenso entre os parlamentares. “Veja, essa é uma decisão dos vereadores. O que eu vou trabalhar é para que não haja disputa, seja uma candidatura única. O presidente Carlos Muniz tinha essa expectativa. Ainda é uma decisão provisória, vamos ver se será definitiva, para a partir daí, ouvindo eles, a gente poder escolher o melhor nome, um nome que reúna a maioria e que possa aí manter essa relação de respeito, mas de independência e de autonomia do Poder Legislativo”, declarou. O chefe do Executivo soteropolitano também ressaltou a importância de manter uma relação de parceria com a Câmara Municipal, mas afirmou não ter preferência por nenhum nome para a presidência da Casa. “Mas uma relação de parceria que é importante para a cidade. Nós vamos trabalhar para isso, eu não tenho preferência por nenhum nome, aquele que for da vontade e da maioria do desejo dos vereadores será o meu candidato”, concluiu. Fonte: Política Livre.