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Política

Fuga e carta com teor golpista irritam aliados de Flávio; isolamento cresce

Nas últimas 48 horas, aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) colocaram em xeque sua capacidade de liderar a oposição no Brasil, levantaram dúvidas sobre a força do bolsonarismo nos próximos anos e criticaram suas decisões de fugir para os Estados Unidos e de divulgar uma carta com teor golpista. Nos bastidores, integrantes do PL demonstram preocupação com os reflexos que as atitudes do senador possam ter sobre o partido. A avaliação é que a legenda precisa se afastar da ideia de que é golpista ou tome medidas inconstitucionais — ainda que, em público, políticos da legenda relativizem a situação e digam que Flávio deixou o país para se proteger do que classificam como “perseguição” por parte do STF (Supremo Tribunal Federal). As decisões recentes de Flávio desmobilizaram a união da direita em torno do seu nome. E abriram espaço para outro líder, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fazer manifestações alinhadas com o que tem sido dito pela classe política: que a eleição é página virada e agora é preciso discutir os rumos do país. Tarcísio e o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), foram cabos eleitorais essenciais para Flávio Bolsonaro ter votação expressiva em São Paulo. O União Brasil declarou apoio no segundo turno. Ontem, todos, assim como o MDB e o PSDB, se manifestaram contra a posição de Flávio na carta golpista. Sem vácuo de poder Aliados de Flávio demonstram perplexidade com os acontecimentos dos últimos dias, desde sua fuga do Brasil. O discurso oficial segue a linha de que foi uma decisão legítima para proteger a si e à sua família contra o que chamam de abusos do ministro Alexandre de Moraes (STF). Nos bastidores, porém, a avaliação é outra: Flávio abandonou os aliados, ignorou seus projetos e descartou seu capital político mesmo tendo recebido 60 milhões de votos no domingo. Os aliados acrescentam que, para além de construir um nome com peso nacional para a próxima eleição, é preciso ter alguém que canalize a voz da oposição. É neste contexto que os posicionamentos de Tarcísio ganham força. Na terça-feira, em meio às notícias sobre a fuga de Flávio, o governador publicou um vídeo dizendo que “a eleição passou”; na quarta-feira, ao responder sobre a carta golpista, disse entender o “sentimento, indignação e revolta” de Flávio, “mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”. Fonte: UOL Notícias.

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Pedido de impeachment do prefeito Bruno Reis é “uma piada”, diz Tiago Correia

Em entrevista à TV Band nesta quarta-feira (28), o deputado estadual reeleito Tiago Correia (PSDB) classificou como “uma piada” as investidas da oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS) em relação a criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar a frota de ônibus no dia do segundo turno eleições. Para o tucano, o anúncio de abertura do procedimento não passa de “informação falsa e jogo para a imprensa”. De acordo com o parlamentar, que já cumpriu dois mandatos como vereador em Salvador, o regimento interno da Casa Legislativa soteropolitana exige no mínimo 14 assinaturas para que o pedido de CEI possa ser protocolado e analisado e ressaltou que a bancada de oposição obteve apenas 10 adesões até o momento. “Acho até uma piada, até engraçado. Eles não podem entregar o pedido antes de alcançar as assinaturas necessárias, e essas assinaturas não existem. Tem que estudar melhor o regimento interno da Casa. O que estão fazendo é jogar para a imprensa e tentar confundir a cabeça do eleitor com informações nebulosas”, declarou. Correia também rechaçou os argumentos de que a circulação de ônibus no dia do pleito teria prejudicado o comparecimento da população. Para defender sua tese, ele disse que os dados oficiais da Justiça Eleitoral apontam um movimento oposto na capital baiana. “No final do dia, quando analisamos a votação de Salvador, vemos que não houve prejuízo. Houve aumento no número de votantes e diminuição da abstenção. O relatório no final do dia mostra que os eleitores chegaram às urnas. É mais uma espuma da oposição”, acrescentou Ainda durante a entrevista, o deputado questionou a postura dos adversários em relação ao transporte na Região Metropolitana, de responsabilidade do governo estadual. “Vimos ônibus parados na Região Metropolitana, que é administrada pelo governo do Estado, e a oposição não falou nada. Querem criar narrativa onde não há respaldo factual nem regimental”, finalizou. Fonte: Política Livre.

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Auxílio de Milei para fuga de Flávio Bolsonaro agrava deterioração da relação do Brasil com a Argentina

As revelações de que o governo de Javier Milei prestou auxílio ao plano de fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) devem agravar ainda mais a deterioração da relação entre Brasil e Argentina —que já se encontra em um dos piores momentos nas últimas décadas. Segundo reportagens da imprensa argentina, a Casa Rosada atuou para facilitar a operação que resultou no embarque de Flávio e familiares em Porto Iguaçu, na Argentina, com destino a Miami, nos Estados Unidos. O senador fugiu do Brasil após perder a eleição para o presidente Lula (PT) e ser alvo de uma ordem judicial que determinou a entrega de seus passaportes. Meios de comunicação do país vizinho relataram que Santiago Caputo, assessor especial de Milei, estava em Iguaçu no momento da decolagem e, além disso, que teria sido colocado à disposição do senador o veículo que o levou à aeronave. No discurso divulgado nesta quarta-feira (28), Flávio agradeceu a Milei “pela coragem, senso de justiça e legalidade”. Para integrantes do governo Lula ouvidos pela Folha, a sucessão de acontecimentos corrói ainda mais a pouca confiança que existia entre autoridades dos dois países. Havia a expectativa de que a eleição no Brasil pudesse representar uma oportunidade para restabelecer condições mínimas para um relacionamento político, mas, segundo auxiliares de Lula, as recentes ações do governo Milei apontam para o congelamento do status quo, que deve se prolongar até, pelo menos, o pleito argentino de outubro de 2027. De acordo com esses auxiliares, o retorno dos embaixadores às respectivas capitais torna-se, no atual contexto, hipótese extremamente improvável. Em agosto, o governo Lula orientou o embaixador argentino em Brasília, Daniel Raimondi, a voltar a Buenos Aires. Ao mesmo tempo, o Palácio do Planalto decidiu que o embaixador na Argentina, Julio Bitelli, permaneceria no Brasil. As medidas, inéditas na relação moderna entre os países vizinhos, ocorreram em resposta a ataques de Milei contra o petista. Presente no lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro, Milei se referiu a Lula como ladrão e presidiário e chamou de “lixo careca” o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. Do lado brasileiro, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, chamou o portenho de “palhaço”, e o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), classificou o argentino como “caricatura patética” e puxa-saco de Donald Trump. Nas semanas seguintes, Milei proferiu diversas ofensas a Lula nas redes sociais. Na madrugada desta quarta-feira (28), a Direção Nacional de Migrações da Argentina informou, no X (ex-Twitter), que Flávio, a esposa dele e as duas filhas cruzaram a fronteira terrestre pela Ponte Internacional Tancredo Neves às 22h50 de terça-feira (27). “Às 23h30, a comitiva que chegava embarcou em um voo privado operado pela companhia Baires Fly S.A., com destino à cidade de Guayaquil, no Equador, conforme informado no plano de voo”, disse o comunicado. Ao longo de terça, segundo integrantes do governo Lula ouvidos pela Folha, houve intensa comunicação com autoridades argentinas, que reiteravam que, até aquele momento, não havia qualquer registro da entrada de Flávio Bolsonaro no país vizinho. Para o lado brasileiro, a dificuldade de comunicação com autoridades argentinas no caso Flávio é vista como um reflexo do péssimo momento que a relação bilateral atravessa. O auxílio ao senador não foi o único episódio que contribuiu para azedar o relacionamento entre Brasil e Argentina. Também na terça, o porta-voz de Milei, Adrian Ravier, afirmou a jornalistas que o governo argentino não faria nenhum tipo de comunicado sobre a vitória eleitoral de Lula. Ele disse que, em 2023, Lula também teria ignorado a eleição de Milei. A justificativa de Ravier, porém, é falsa, uma vez que o petista parabenizou as instituições e o povo argentino pela condução do processo eleitoral. Fonte: Política Livre.

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‘Nem eu nem PL podemos dizer que houve fraude nas eleições’, diz chefe de campanha de Flávio

O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Rogério Marinho (PL-RN), afirmou nesta quarta-feira (28) que nem ele nem o PL podem afirmar que houve fraudes nas eleições deste ano, como disse o candidato derrotado à Presidência em uma carta com teor golpista, porque “não há provas nesse sentido”. Em entrevista a jornalistas no Senado, Marinho disse que Flávio “está fazendo um desabafo” diante de um resultado “inesperado” no segundo turno. “É evidente que, se você faz alguma afirmação, precisa trazer provas. Eu não posso fazer essa afirmação, não tenho provas e eu acabei de dizer que [a carta] é um desabafo de alguém. Suponho que seja desabafo de alguém que está se sentindo injustiçado”, declarou. Flávio Bolsonaro trocou a expressão “verdadeiro presidente” por “líder do Brasil” na abertura de um texto golpista divulgado nesta quarta. Ele fugiu para os Estados Unidos após perder o segundo turno das eleições para Lula (PT) no domingo (27), com 48,21% dos votos válidos, contra 51,79% do petista. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e o próprio PL reconheceram o resultado das urnas. Ao menos quatro versões do documento de Flávio circularam, mas apenas as duas últimas foram publicadas pelo próprio senador. “Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil”, afirmava a abertura das versões divulgadas pelos aliados. Líder da oposição no Senado, Rogério Marinho negou ter tido conhecimento prévio sobre o documento e, perguntado sobre a mudança das expressões, limitou-se a dizer que “deve ter havido algum problema na confecção da carta” e que a versão publicada por último, em que Flávio recua, é a oficial. A senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura, enviou uma nota em que prega respeito ao resultado das urnas, afirma que a eleição acabou e que é hora de a direita unir esforços. “O atual momento exige serenidade e respeito ao resultado das urnas. A eleição acabou, e agora é hora de olhar para a frente e cuidar do Brasil que queremos construir. Seguiremos trabalhando e fiscalizando as ações do governo. É hora de a direita unir esforços, defender os interesses de milhões de brasileiros e manter o compromisso com o futuro do nosso país”, disse a senadora. Um congressista de direita disse, com a condição de não ser identificado, que não vê apoio à carta de Flávio na ala mais moderada do PL e que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deve ter cada vez mais espaço como líder do grupo, mesmo filiado a outro partido. Segundo ele, a dúvida ainda paira sobre aqueles que estão na ala mais radical do PL —e que, em muitos casos, também fizeram coro ao ataque golpista de 8 de Janeiro. O governador de São Paulo reagiu à carta golpista de Flávio afirmando que entende “o sentimento de Flávio, entendo a indignação e a revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”. Nas redes sociais, a carta de Flávio foi ignorada por diversos aliados que costumam compartilhar as publicações do senador. Um dos poucos que divulgou o texto foi o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que está foragido, e o deputado federal e senador eleito Gustavo Gayer (PL-GO). O ex-ministro de Jair Bolsonaro Adolfo Sachsida, coordenador econômico da campanha de Flávio e era cotado para o Ministério da Fazenda em caso de vitória, foi questionado pela reportagem sobre a carta, mas não respondeu. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que é general do Exército da reserva e foi vice-presidente no governo de Jair Bolsonaro (PL), disse que o texto de Flávio é “pura ação política”, e não há apoio ao tom de golpe empregado no documento. Partidos de centro também se manifestaram poucas horas após a divulgação da carta, sem citá-la diretamente. Dois deles, o União Brasil e o MDB, apoiaram o candidato do PL, mas deixaram clara a posição de respeito ao resultado de domingo. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), foi questionado por jornalistas a respeito do texto, mas não deu declarações. Na entrevista, Rogério Marinho também relatou ter tido um contato com Flávio no início da noite desta quarta por meio de um advogado, o qual não citou o nome, e que deve voltar a conversar com ele com mais regularidade a partir desta quinta-feira (29). Disse, porém, que não discutiu com o senador sobre como ele irá fazer oposição dos Estados Unidos ou sobre quais seriam as condições para retornar ao país. O líder da oposição no Senado ainda voltou a negar ter tido conhecimento da fuga do candidato derrotado. Aliados de Flávio Bolsonaro afirmaram reiteradamente desconhecer onde estava o candidato, enquanto outra parte confirmava que ele já estava nos Estados Unidos na terça-feira (27). Ele chegou ao país nesta manhã, depois de cruzar a fronteira pela Argentina e fazer escala no Equador até Miami, na Flórida. “Tentei contactá-lo no começo da manhã de ontem, porque estive com ele pela última vez às 16h, 16h e pouco da tarde da segunda-feira [26] até ele gravar um vídeo. Estava lá com um grupo de pessoas. E, como não consegui contato com ele, tentei através das pessoas que estavam em seu entorno. Ele me mandou uma breve mensagem de texto, 8h20, 8h30, e depois não tive mais contato com ele”, declarou Marinho. Na carta, o bolsonarista agradece os presidentes da Argentina, Javier Milei, e dos EUA, Donald Trump. O republicano, no entanto, disse que não vai se envolver na situação política do Brasil, mas confirmou que autorizou a entrada de Flávio no país –onde ingressou com registro humanitário de até um ano de vigência. Marinho minimizou a declaração de Trump: “[O presidente dos EUA] Tem direito de opinar sobre eleições, mas eu espero, de fato, que não haja nenhuma intervenção no processo interno do Brasil”. O senador também afirmou que a equipe da campanha vai insistir nas ações apresentadas ao TSE que acusa a chapa de Lula e Geraldo Alckmin (PSB)

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Otto Alencar defende anistia aos condenados pelo 8/1: “Hora de buscar pacificação”

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, senador Otto Alencar (PSD-BA), defendeu na última quarta-feira (28) uma proposta de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e confirmou que já conversou sobre o tema com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). “Não é uma anistia à figura de Jair Bolsonaro, e sim a todos aqueles que estão respondendo a processos desde o dia 8 de janeiro (de 2023). São pessoas que tiveram penas que, segundo os seus defensores, estão bem acima do que se esperava. Não é só o Jair Bolsonaro”, disse. O presidente da CCJ defende um entendimento para reduzir a tensão política no país. “O grande esforço é que se possa agora ter um entendimento para a pacificação nacional. Está na hora daqueles que têm responsabilidade buscarem reduzir a beligerância. E a maioria dos senadores pensa como eu penso”, declarou. A aprovação de um projeto de anistia depende de sanção presidencial. Outra possibilidade é um indulto concedido pelo presidente da República ou uma eventual revisão das penas pelo Judiciário. As articulações envolvem a eleição da presidência do Senado, que terá uma composição mais alinhada à direita a partir de 2027 com 28 senadores do PL. Alcolumbre quer permanecer no comando da Casa. O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, também articula uma candidatura ao cargo. Fonte: BNews.

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Prefeitos de oposição reconhecem vitória de Lula e Jerônimo; ACM Neto cala

Enquanto o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) permanece em silêncio desde a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, prefeitos e outras lideranças da oposição na Bahia decidiram se manifestar publicamente sobre o resultado das urnas. Alguns chegaram a parabenizar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela reeleição e o governador Jerônimo Rodrigues (PT), também reconduzido ao cargo. Outros preferiram apenas reconhecer a vontade da maioria dos eleitores e defender o respeito ao processo democrático. ACM Neto declarou apoio a Flávio Bolsonaro logo após o primeiro turno e participou de atos de campanha ao lado do candidato do PL, inclusive em Salvador. O apoio, entretanto, não impediu que Lula ampliasse sua vantagem na Bahia. A diferença entre os dois candidatos, que havia sido de 3,22 milhões de votos na primeira etapa, chegou a 3,87 milhões no segundo turno, um crescimento de mais de 654 mil sufrágios favoráveis ao petista. Outro que também não comentou o resultado do segundo turno das eleições foi o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), que também participou da campanha de Flávio Bolsonaro, inclusive do ato realizado no Farol da Barra, na capital baiana. A postura contrasta com a de outros integrantes da oposição, que optaram por reconhecer o resultado, mesmo depois de terem trabalhado pela eleição de ACM Neto ao governo estadual e de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Em Conceição do Coité, o prefeito Marcelo Araújo (União) não parabenizou Lula nem Jerônimo, mas divulgou uma declaração reconhecendo a derrota de seus candidatos e defendendo o respeito à decisão dos eleitores. “Democracia é assim. A gente pode ter nossas preferências, defender quem acredita, mas, acima de tudo, precisa respeitar a decisão das urnas. Lutei e acreditei que ACM Neto seria melhor para a Bahia e que Flávio Bolsonaro seria melhor para o Brasil. Não foi esse o resultado. Vamos respeitar a decisão da maioria dos baianos e brasileiros”, afirmou. Marcelo lembrou ainda que, desde o início de sua gestão, convive com governos estadual e federal comandados por adversários políticos. Segundo ele, a situação não será diferente nos próximos quatro anos. Em Vitória da Conquista, o presidente da Câmara Municipal, Ivan Cordeiro (PL), também reconheceu publicamente o resultado. Apesar de integrar o partido de Flávio Bolsonaro e ter apoiado sua candidatura, o vereador defendeu a necessidade de respeitar a decisão popular. “A democracia se fortalece quando sabemos respeitar as urnas, conviver com as diferenças e compreender que o país é maior do que qualquer disputa eleitoral. Fizemos nossa escolha, defendemos nossas ideias e trabalhamos por um projeto para o Brasil. O resultado faz parte do processo democrático, e é com serenidade, responsabilidade e confiança no futuro que devemos avançar”, declarou. Cumprimentos aos vencedores – O prefeito de Ilhéus, Valderico Júnior (União), que apoiou ACM Neto e Flávio Bolsonaro, foi além do reconhecimento do resultado e cumprimentou nominalmente os vencedores. Em publicação nas redes sociais, parabenizou Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), Jerônimo Rodrigues e o vice-governador Geraldo Júnior (MDB), desejando êxito aos quatro no novo mandato. Também fez referência aos senadores eleitos pela Bahia e aos deputados federais. “A democracia se fortalece com o respeito à vontade popular e com o diálogo. Espero que seja um ciclo marcado por união, boas parcerias e ações que tragam desenvolvimento e mais qualidade de vida para os baianos, especialmente para a população de Ilhéus”, frisou. A prefeita de Lauro de Freitas, Débora Régis (União), outra aliada de ACM Neto, também adotou um discurso de reconhecimento da vitória de Lula e de defesa da união após a disputa eleitoral. “A democracia se fortalece com diálogo, respeito e união. Desejo ao presidente Lula um mandato de diálogo, equilíbrio e compromisso com todos os brasileiros. Após as eleições, é hora de superar divergências e unir esforços pelo desenvolvimento do Brasil”, ressaltou. Débora encerrou a mensagem afirmando que “o que nos une deve ser maior do que nossas diferenças”, ressaltando a importância de trabalhar pelo crescimento de Lauro de Freitas, independentemente das divergências partidárias. Em Cruz das Almas, o prefeito Ednaldo Ribeiro (Republicanos) adotou um tom diferente. Sem mencionar Lula ou Jerônimo, agradeceu aos eleitores e apoiadores que estiveram ao lado de seu grupo político durante a campanha e reafirmou a convicção de que a vitória de Flávio Bolsonaro seria melhor para o município. “Quero agradecer de coração a cada cidadão e a cada apoiador que estiveram ao nosso lado. Fizemos nossa escolha com convicção, respeito e pensando no melhor para o Brasil, para a Bahia e para Cruz das Almas”, disse. Ednaldo também deixou claro que considerava a eleição do candidato do PL uma oportunidade de ampliar o acesso da cidade a investimentos federais, mas assegurou que a derrota não comprometerá a atuação de sua administração. “Sem dúvida, a vitória de Flávio Bolsonaro tornaria mais fácil a chegada de novos investimentos e conquistas para nossa cidade. Mas o resultado das urnas não fará o nosso trabalho parar”, acrescentou. Fonte: Política Livre.

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