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Política

Flávio Bolsonaro decide só ir a debates no 1º turno com Lula para evitar ser alvo da própria direita

A campanha do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) afirma que ele só participará dos debates do primeiro turno se o presidente Lula (PT) também estiver, evitando assim embates com os demais adversários. O petista, por sua vez, deve ir a apenas um confronto do tipo nessa primeira fase da corrida eleitoral. Integrantes do comando de campanha de Lula dizem que o presidente não pretende participar de nenhum debate, à exceção do organizado pela TV Globo, em 1º de outubro —o último antes do primeiro turno. Os dois candidatos também devem comparecer às sabatinas da emissora, previstas para começar semana que vem. Aliados de Flávio Bolsonaro temem que, sem Lula, ele se torne alvo dos demais presidenciáveis, afugentando inclusive possíveis apoiadores em um eventual segundo turno contra o petista, daí a decisão de condicionar a participação. “Vamos fazer todos os debates que o Lula participar. Ele só irá com o Lula. Com todo respeito aos outros candidatos”, disse o coordenador político da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), nesta terça-feira (18). Auxiliares de Flávio argumentam que o objetivo dele é rivalizar com Lula e prometem confirmar presença em um eventual segundo turno para tentar forçar a participação do presidente —uma vez que, sem um dos candidatos, o programa pode se transformar em palanque para o outro. Já do lado do presidente da República, um dos argumentos usados para justificar a ausência é justamente o alinhamento dos adversários à direita. Na avaliação dos conselheiros de Lula, ele será alvejado não só por se posicionar, politicamente, à esquerda dos rivais, mas também por estar na Presidência. No caso específico do debate organizado pela TV Bandeirantes, no próximo domingo (23), pesa ainda a inclusão de candidatos segundo o critério de relevância política, sem que a participação seja exigida pela legislação eleitoral, como mostrou o Painel. Esses são os casos dos candidatos do Novo, Romeu Zema, e do Missão, Renan Santos. Pela legislação, as emissoras são obrigadas a convidar todos os candidatos cujos partidos elegeram ao menos cinco parlamentares para o Congresso Nacional em 2022. Houve, entre especialistas, uma controvérsia sobre qual seria essa data de corte. Segundo a regra, “considera-se a representação de cada partido político no Congresso Nacional a resultante da última eleição geral, com eventuais alterações decorrentes de novas totalizações operadas até o dia 20 de julho”. Ou seja: o número saído das urnas com eventuais recontagens ocorridas até o mês passado. Enquanto uma ala entendeu que a participação dependeria do tamanho da bancada eleita, outra avaliou que a data era 20 de julho, quando se iniciaram as convenções partidárias para definição de candidaturas. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) dirimiu a dúvida e fez uma tabela dos partidos com direito a participar, excluindo o Novo e o Missão. Partido de Zema, o Novo elegeu três deputados federais, mas hoje tem cinco deputados e um senador. Já o Missão, cujo pedido de criação foi aprovado em novembro passado, tem apenas um deputado. Procurada para explicar qual fórmula adotou, a Bandeirantes informou, por intermédio de sua assessoria, que se baseou no critério da relevância política. Mas essa ampliação de candidatos não agrada aos dois postulantes que lideram as pesquisas. Tanto Flávio quanto Zema, Renan e Ronaldo Caiado (PSD) são do campo antipetista e, se tiverem oportunidade, tentarão desgastar Lula. Sem outro candidato à esquerda nos debates, o presidente precisaria enfrentar sozinho todos os adversários. Pessoas próximas a Flávio afirmam que, apesar do esperado desfalque ao debate da Band, ele tem se preparado para os confrontos e para a entrevista aos apresentadores do Jornal Nacional, da TV Globo, na semana que vem. Flávio e Lula devem confirmar presença na sabatina da emissora que, neste ano, será feita em um programa à parte, colado no Jornal Nacional. A ordem dos candidatos também foi definida por sorteio. Pesquisa Quaest divulgada na sexta-feira (14) coloca Lula à frente de Flávio no primeiro turno com 38% contra 31% das intenções de voto. Em segundo turno, os dois aparecem em empate técnico, com respectivamente 43% e 40% das intenções de voto. Fonte: Política Livre.

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Adolpho Loyola deixa governo para se dedicar à campanha de Jerônimo

O governador da Bahia e postulante à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), anunciou nesta sexta-feira (14), em uma reunião com os partidos da base aliada, que o secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola (PT), irá deixar o governo na próxima semana para se dedicar exclusivamente à campanha eleitoral. Com a saída, a pasta deve passar a ser comandada pelo atual chefe de gabinete, Jonival Lucas. Na reunião, o governador também fez uma avaliação do cenário político, tratou da agenda e de gravações para a propaganda de rádio e TV. A reunião contou com a presença dos demais integrantes da chapa: Geraldo Júnior (MDB), candidato a vice, Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT), que disputam o Senado, além do senador Otto Alencar (PSD) e do coordenador de comunicação da campanha, Bruno Monteiro. Também participaram dirigentes partidários, entre eles Tássio Brito (PT), Lídice da Mata (PSB), Ronaldo Carletto (Avante), Geddel Vieira Lima (MDB), Ivanilson Gomes (PV), Geraldo Galindo (PCdoB) e Luciano Pinheiro, vice-presidente do PDT. Neste domingo (16), primeiro dia oficial da campanha, Jerônimo Rodrigues estará, às 7h, na Basílica Santuário do Senhor do Bonfim. Em seguida, às 8h, uma caminhada terá início no Largo do Bonfim, reunindo apoiadores, lideranças políticas e militantes. Depois, segue para Irecê. Fonte: Política Livre.

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Renan Santos inicia campanha com ato em São Paulo e discursa sobre segurança

O candidato do partido Missão à Presidência da República, Renan Santos, realizou o ato de lançamento de sua campanha no largo São Francisco, no centro de São Paulo, na tarde deste domingo (16). Em seu discurso com cerca de uma hora de duração, o candidato concentrou ataques ao presidente Lula (PT) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL), os líderes na disputa pelo Planalto segundo as pesquisas eleitorais. Ele escolheu o local, em frente à Faculdade de Direito da USP, porque foi estudante da instituição —não concluiu o curso. Para um público em maioria de jovens, Renan prometeu dar prioridade ao combate ao crime organizado e ao desenvolvimento, para que o país seja protagonista no cenário mundial. “Já imaginaram o primeiro voo no avião presidencial, em que nós iremos às primeiras cidades tomadas pelo crime organizado, e com as forças policiais, já no dia 6 de janeiro nós vamos devastar os primeiros inimigos, nós vamos tingir o chão de vermelho com o sangue desses vagabundos”, disse Renan. O candidato encerrou o ato mimetizando o cantor americano Bob Dylan, ao interpretar o seu jingle de campanha usando óculos escuros e tocando violão e gaita com a ajuda de um suporte bucal. Também discursaram no ato outras lideranças do Missão, como o deputado federal Kim Kataguiri, que busca a reeleição, o vice na chapa presidencial, Aroldo Medina, a vereadora da capital paulista Amanda Vettorazzo e o ex-deputado estadual Arthur do Val. Na semana passada, estudantes da USP protestaram contra a realização do ato de Renan Santos em frente à faculdade. Um ato na quinta (13) reuniu lideranças de movimentos sociais como UJS (União da Juventude Socialista), UEE (União Estadual dos Estudantes) e representantes do sindicato dos petroleiros e dos jornalistas. Fonte: Política Livre.

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Centrão se aproxima de Lula e mantém distância de Flávio Bolsonaro

O Centrão vem se reaproximando de Lula às vésperas das eleições de 2026, enquanto partidos como União Brasil, PP e Republicanos optaram pela neutralidade e evitaram apoiar formalmente Flávio Bolsonaro. A movimentação envolve interesses políticos e eleitorais, já que lideranças do Congresso avaliam que Lula, atualmente à frente das pesquisas, tem boas chances de vencer e poderia ajudar na manutenção do comando das Casas legislativas em 2027. No Senado, Davi Alcolumbre retomou o diálogo com Lula e passou a destravar projetos de interesse do governo, embora não tenha declarado apoio explícito ao presidente. Na Câmara, Hugo Motta declarou publicamente seu apoio a Lula e trabalhou para que o Republicanos adotasse posição neutra. Já lideranças do PP, como Ciro Nogueira e Arthur Lira, também evitaram uma aproximação mais clara com Flávio, inclusive dificultando a formação de uma chapa presidencial do PL com nomes do Centrão. O movimento representa um revés para Flávio Bolsonaro, que iniciou a campanha sem o apoio formal de importantes lideranças nacionais. A situação também foi agravada por declarações de Gilberto Kassab, presidente do PSD, de que Flávio teria poucas chances de vencer e de que o Centrão estaria com Lula. Apesar disso, aliados do candidato do PL minimizam o afastamento e avaliam que essas mesmas lideranças poderão se aproximar de Flávio caso ele vença a eleição. Fonte: Política Livre.

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Menos candidatos, disputa mais enxuta: Bahia terá 40% menos concorrentes à Câmara e à Alba

A disputa por uma das 39 vagas da Bahia na Câmara dos Deputados e pelas 63 cadeiras da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) terá uma concorrência significativamente menor nas eleições de 2026. Ao todo, 1.015 candidaturas foram registradas para os dois cargos, número 40% inferior ao registrado em 2022, quando 1.689 candidatos participaram da disputa. O número de candidaturas deste ano é o menor desde 2010, quando 972 nomes concorreram às vagas de deputado federal e deputado estadual no estado. Para a Câmara dos Deputados, a quantidade de candidatos caiu de 776, em 2022, para 494 em 2026. Com isso, a relação passou de aproximadamente 19 candidatos por vaga para cerca de 12 postulantes por cadeira. Na disputa pela Assembleia Legislativa, a redução também foi expressiva. O número de candidaturas passou de 913, em 2022, para 521 em 2026. A concorrência, que era de aproximadamente 14 candidatos por vaga, agora é de cerca de oito candidatos para cada uma das 63 cadeiras. Republicanos lidera número de candidaturas Entre os partidos, o Republicanos aparece com o maior número de candidatos na Bahia, com 104 nomes. Na sequência estão o Partido Liberal (PL), com 98 postulantes; o MDB, com 90; o PSDB, com 88; e o PDT, com 86 candidatos. A redução no número de candidaturas torna o cenário numericamente menos concorrido, mas não significa necessariamente uma eleição mais fácil. A força das chapas, a distribuição dos votos, o desempenho dos partidos e o cálculo proporcional continuam sendo fatores decisivos para definir quem conquistará uma cadeira no Legislativo. Fonte: Bahia Expresso.

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Alcolumbre destrava PEC do fim da 6×1 após conversas com Lula

A proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 foi despachada, nesta sexta-feira (14), pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), após conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Na última quarta-feira (12), tive uma importante conversa institucional com o presidente Lula. Foi um diálogo maduro, franco e republicano, fundamental para compreender as prioridades do governo e tratar da agenda legislativa de interesse do nosso país”, informou, em nota, Alcolumbre. A PEC estava na mesa do senador desde o final de maio, depois de aprovada na Câmara dos Deputados. O presidente do Senado informou ainda que, a partir das conversas com o presidente Lula, encaminhou também para as comissões competentes a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025) e o projeto de lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PL 2780/2024), todos prioritários para o Executivo. “Cabe ao Executivo apresentar suas prioridades e ao Congresso Nacional analisá-las com independência e a responsabilidade de construir os melhores caminhos para o país”, disse Alcolumbte na nota. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), disse que a decisão de Alcolumbre foi fruto do diálogo institucional. “É uma demonstração importante de que o diálogo produz resultados e abre caminhos para fazer avançar uma agenda fundamental para o desenvolvimento do Brasil”, comentou Teresa Leitão. Pressão Esta semana foi a primeira de trabalhos deliberativos no Congresso Nacional desde a volta do recesso de julho. O MDB e o PT voltaram a pressionar Alcolumbre para que liberasse a PEC da escala 6×1 para análise. Em nota, a bancada do MDB no Senado pediu a liberação para as comissões da PEC do fim da 6×1, do PL dos minerais críticos e a PEC da Segurança Pública. O líder do partido no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), pediu a votação das matérias em sessão plenária na quarta-feira (12). “Não há razão, portanto, regimental ou política, que justifique o adiamento. O que falta é a decisão de pautar, e isso é o que a bancada requer a V. Exa. Se há setores com especificidades – e entendemos que há -, vamos discutir e apontar soluções para estes setores”, cobrou Braga do presidente do Senado. A PEC 221 de 2019 acaba com a escala 6×1 instituindo a obrigatoriedade de dois dias de descanso por semana, além de reduzir a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial. A proposta permite compensar o sábado ou domingo trabalhados no caso de categorias com jornadas especiais, mas mantendo o número de folgas remuneradas em duas por semana, em média, gozadas obrigatoriamente no mesmo mês. A proposta também estipula uma regra de transição de até 14 meses. A exceção são os trabalhadores terceirizados da Administração Pública, que terão uma regra de transição diferenciada. Para todos os demais trabalhadores, em 60 dias após a promulgação da emenda constitucional as empresas terão que garantir a escala de 5×2, assim como a redução da jornada para 42 horas semanais. Doze meses após essa primeira redução, a jornada cai para 40 horas. Fonte: Agência Brasil.

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