
Primeira-dama de Jequié é exonerada da Saúde após postagem polêmica contra eleitores de Lula
A primeira-dama de Jequié, Mariana Vaz Oliva, foi exonerada do cargo de secretária municipal de Saúde após a repercussão negativa de uma publicação compartilhada por ela nas redes sociais com ataques a eleitores do presidente Lula, logo após o resultado da disputa presidencial no domingo (25) à noite. A exoneração, “a pedido”, foi assinada pelo próprio marido, o prefeito Flavinho Santana, e publicada no Diário Oficial do município desta terça-feira (27), mas com efeito prático apenas a partir de 1º de novembro. Mariana compartilhou uma publicação originalmente feita pelo perfil de João Menna que dizia que a vitória do presidente era comemorada por quem “não produz, não trabalha e não quer trabalhar” e citava “maconheiros”, “artistas cheiradores” e “estudantes revolucionários”. Após a repercussão ela apagou a postagem e divulgou uma nota pública pedindo desculpas pelo compartilhamento. “Jamais tive a intenção de magoar, constranger ou desrespeitar quem quer que seja”, escreveu. Na manifestação, a então secretária também afirmou que o episódio deveria ser transformado em aprendizado, com mais atenção, empatia e respeito ao próximo. No dia da votação do segundo turno, ela e o marido compartilharam nas redes a preferência pelo presidenciável do PL, senador Flávio Bolsonaro. Flavinho assumiu a prefeitura de Jequié em abril deste ano, após a renúncia do então prefeito Zé Cocá (PP) para disputar o cargo de vice-governador na chapa encabeçada por ACM Neto (União Brasil). A dupla foi derrotada no primeiro turno da eleição estadual. Fonte: Política Livre.

Deputados do PT pedem prisão de Flávio e alerta da Interpol
Os deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG), com apoio de Ana Elisa (PT-MG) pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão preventiva de Flávio Bolsonaro e a inclusão do senador em alerta vermelho da Interpol. O pedido foi feito logo após o do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro deixar o país nesta terça-feira (27/10). “Ele está fugindo por vários motivos. Um deles é o Banco Master, que ele recebeu R$ 72 milhões. Está fugindo porque roubou uma ilha do Brasil através do governo do pai dele, lá em Angra dos Reis”, afirmou Rogério Correia nas redes sociais. “Estava foragido também porque, junto com Willer Tomaz, estava fazendo lavagem de dinheiro. E estava foragido porque ele estava articulando uma nova tentativa de caso ganhasse as eleições”. O argumento do pedido é que Flávio descumpriu a determinação de entrega dos passaportes à Polícia Federal. Os três deputados também pedem que a Procuradoria Geral da República (PGR) se manifeste com urgência, que a defesa informe o paradeiro do senador e que a Argentina forneça informações sobre a fuga. Em alternativa à prisão, caso Flávio seja encontrado no Brasil, o documento solicita o uso de tornozeleira econômica, recolhimento domiciliar e comparecimento periódico à Justiça. Descumprindo pronunciamento após o segundo turno, em que nega que deixaria o país e afirma que entregaria os passaportes, Flávio Bolsonaro fugiu do país na madrugada junto da esposa e das duas filhas. O irmão Eduardo, que já vive nos EUA desde 2025, defendeu a fuga dias antes do segundo turno. Alerta vermelho O alerta vermelho da Interpol não funciona como um mandado de prisão. A legislação dos EUA impede que uma pessoa seja presa apenas por estar no alerta vermelho da Interpol feito por outro país-membro. Caso o suspeito seja encontrado em território norte-americano, as autoridades locais devem analisar se há um pedido de extradição válido e exigir um pedido diplomático de prisão provisória. Só após esse pedido, o Ministério Público dos EUA pode emitir um mandado de prisão para que o suspeito foragido seja extraditado. Fonte: Correio Braziliense.

PDT abre caminho para federação com PSB após revés nas urnas
O PDT abriu caminho nesta terça-feira (27/10) para uma federação, fusão ou incorporação com outras legendas, após não conseguir superar a cláusula de barreira nas eleições deste ano. A preferência é por uma federação com o PSB. O diretório nacional da legenda aprovou uma resolução que dá à executiva nacional poder para avançar nas negociações. A decisão mantém as três possibilidades em discussão, sem definir ainda o formato da união. O PDT está entre os 16 partidos que ficaram abaixo dos requisitos para manter acesso ao fundo partidário e à propaganda gratuita no rádio e na televisão, segundo levantamento com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O PSB conseguiu superar o corte. O desempenho insuficiente não impede o PDT de continuar existindo nem de disputar eleições, mas ameaça recursos usados para sustentar sua estrutura. A relação oficial dos partidos e federações que cumpriram os requisitos deve ser divulgada pelo TSE em janeiro de 2027. Até lá, mudanças na contagem dos votos, fusões e incorporações podem alterar o quadro. No caso de uma federação, o cenário só poderá ser alterado se a aliança for aprovada pelo TSE antes do início dos trabalhos do novo Congresso, em fevereiro de 2027. As alternativas discutidas pelos pedetistas têm efeitos diferentes sobre o futuro do partido. Na federação, as siglas preservam sua identidade, mas precisam atuar juntas em todo o país por pelo menos quatro anos. Na fusão, dão origem a um novo partido; na incorporação, uma legenda é absorvida por outra. Para os partidos que ficaram abaixo da barreira, a fusão e a incorporação permitem somar os votos recebidos na última eleição para a Câmara dos Deputados e passar por uma nova avaliação dos requisitos. O presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, defendeu a preservação da identidade pedetista nas conversas com possíveis aliados. “Estamos buscando o avanço do partido a partir da proteção da nossa história e da nossa marca. Com as negociações avançando, vamos definir um caminho seguro e coerente para o PDT”, afirmou, segundo nota divulgada pelo partido. Lupi classificou a federação com o PSB como “o caminho natural”, mas disse que mantém diálogo com outras legendas. Segundo ele, a definição política ocorrerá após um encontro previsto para janeiro de 2027, em Niterói (RJ). Ainda não há manifestação oficial do presidente do PSB, João Campos, a respeito do tema. Fonte: Metrópoles.

Motta define com centrão proposta de reforma eleitoral e quer regular propaganda digital para conter PL
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), reuniu nesta quarta-feira (28) líderes e presidentes de partidos do centrão e definiu que a Casa vai votar ainda este ano uma reforma eleitoral. A ideia é estabelecer o voto distrital misto, numa reação ao crescimento do PL no Congresso Nacional. Além disso, o grupo vai construir regras de isonomia para propaganda eleitoral nas redes. “Vamos encontrar uma janela para ainda este ano fazermos a possível construção desta mudança. Chegou a hora de o Brasil enfrentar este tema”, afirmou Hugo Motta após a reunião com representantes de partidos como União Brasil, PP, PSD e Podemos, que integram o chamado centrão. A mudança não atingirá eleições majoritárias, para Presidência, governos estaduais, Senado e prefeituras. Ou seja, o modelo desenhado pelo centrão valeria, a princípio, para a Câmara dos Deputados, assembleias legislativas e câmaras municipais. O presidente da Câmara deve encontrar ainda nesta quarta o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), para discutir o calendário de votação. Ficou definido que a reforma vai tramitar através de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição). Há um senso de urgência porque é mais fácil aprová-la com o atual quadro do Congresso que com o próximo. O PL abocanhou cadeiras do centrão e conquistou as maiores bancadas da Câmara, com 121 deputados, e do Senado, garantindo 29 cadeiras a partir de 2027. Ou seja, aprovar uma reforma para conter o partido, principalmente através de uma PEC, que requer quórum qualificado para aprovação. No modelo distrital misto, metade das vagas da Câmara para um estado ou em uma cidade são divididas em vários distritos eleitorais. O eleitor vota no candidato em seu distrito, e esse voto conta também para o partido, que tem uma lista pré-ordenada de candidatos. Ou seja: metade dos deputados são definidos por disputas locais e a outra metade é definida proporcionalmente entre as legendas. O modelo reduziria o poder de parlamentares puxadores de votos ideológicos, como Nikolas Ferreira (PL-MG), Lucas Pavanato (PL-SP) e Erika Hilton (PSOL-SP). Os dois primeiros receberam mais de 3 milhões de votos e ajudaram seu partido a garantir mais cadeiras na Câmara. A psolista, que recebeu 1,5 milhão de votos, não ajudou a eleger colegas porque eles não atingiram votação mínima. Além da reforma eleitoral, Motta definiu como objetivo para este ano a votação de um projeto de alteração do código eleitoral, para estabelecer regras de propaganda nas plataformas digitais. A medida ocorre após denúncias de favorecimento das redes a Nikolas Ferreira, campeão de engajamento durante a campanha. “Há regras sobre material físico, TVs e Rádios, e entendemos que precisamos também nas redes e plataformas regras que garantam paridade de armas, um sistema isonômico. (…) Trazer uma clareza de como serão os critérios de propaganda eleitoral nas redes sociais. Queremos avançar nessa proposta ainda este ano”, disse Motta. O PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e demais partidos que contam majoritariamente com o voto de opinião ainda resistem ao voto distrital. O modelo misto é mais palatável a esse grupo, por permitir que o voto ideológico permaneça através da lista das legendas. Fonte: Política Livre.

PT reage a Flávio Bolsonaro e acusa senador de usar TSE para não abrir sigilos
O secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL) de recuar do desafio apresentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que ambos tornassem públicos seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. A reação ocorre após o primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolar, pouco depois da meia-noite desta sexta-feira (23/10), um documento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condicionando a divulgação das informações a uma determinação da Corte. Na avaliação de Valadares, o movimento representa uma tentativa de transferir à Justiça Eleitoral uma responsabilidade que cabe exclusivamente aos candidatos. O dirigente petista sustenta que, embora o TSE tenha esclarecido que a renúncia ao sigilo depende da iniciativa de cada interessado, Flávio optou por não apresentar documentos que permitissem o acesso às próprias informações. “Ele não apresentou NENHUM EXTRATO de nada e bota sua tropa para histericamente acusar Lula e Lulinha, de modo que o barulho seja tão alto que as pessoas não ouçam o óbvio: Flávio manteve todos os seus dados sob sigilo, em segredo, não apresentou nada ao Brasil. Correu do desafio. Arregou!”, disparou. O secretário também criticou as exigências adicionais apresentadas pelo candidato do PL, entre elas a divulgação de despesas do cartão corporativo da Presidência da República e de registros de visitas ao gabinete presidencial. Segundo Valadares, as informações cobradas pelo senador já foram disponibilizadas, o que, na avaliação do PT, reforça o caráter político da resposta apresentada à Justiça Eleitoral. “O resto da peça é um show de frases feitas para gerar corte”, afirmou. Fonte: Correio Braziliense.

Janones anuncia live de 24 h do ‘Exército do Lula’ após debate na Globo
O deputado federal André Janones (Rede-MG) convocou membros do canal de WhatsApp “Exército do Lula” para uma transmissão ao vivo de 24 horas de duração nesta sexta-feira (23), após o debate entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na TV Globo. Janones fez o anúncio nesta quinta-feira (22) em vídeo publicado nas redes sociais. Desde então, ele envia mensagens no grupo com mais de 8,6 milhões de pessoas pedindo a divulgação da transmissão. Segundo o congressista, serão distribuídas missões aos apoiadores, sem dar detalhes sobre elas. “Acabou o debate, eu entro ao vivo e fico ao vivo até a noite do outro dia. Nessas 24 horas eu vou distribuir missões que vocês vão executando, o presidente Lula ganha, e eu vou dizer mais: ganha com larga vantagem”, disse Janones em um vídeo publicado nas redes sociais anunciando a transmissão. O deputado federal também disse pretender fazer da transmissão a maior do mundo, sem mais detalhes sobre como alcançar a marca e a qual plataforma se referia. O “Exército do Lula” é um dos principais eixos da campanha digital petista neste segundo turno, após o presidente terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, com 45% ante 47% do senador. Janones é o único administrador e responsável pelo disparo de mensagens no canal. Após o debate da Band entre os dois presidenciáveis, no domingo (18), Janones foi internado com sintomas de arritmia cardíaca. O deputado publicou atualizações no grupo mesmo no hospital. O grupo está no centro de uma das principais controvérsias no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deste pleito. Kassio chegou a censurá-lo em decisões divergentes que levaram a uma guerra de liminares entre ele e o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. Lula esteve em live com Janones no YouTube nesta quinta. Por volta das 22h, a transmissão marcou 5 milhões de visualizações no YouTube. No vídeo, o petista celebrou o resultado da pesquisa Datafolha que o colocou em empate com Flávio em votos válidos —ambos registraram 50%. No levantamento anterior, o senador estava numericamente à frente, com 51% ante 49% do petista. “Falaram, presidente, que ninguém nunca virou uma eleição perdendo no primeiro turno. Que bom que ninguém nunca virou, porque para fazer algo que ninguém nunca fez, só alguém do tamanho do senhor, da envergadura do senhor, um líder mundial”, disse Janones. Fonte: Política Livre.