
Ao lado do governador, Geraldo Alckmin participa da abertura da Bahia Farm Show
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), desembarcou na manhã desta segunda-feira (08) no município de Luis Eduardo Magalhães, no extremo oeste da Bahia, para participar da abertura da Bahia Farm Show. Ele foi recebido pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT). Havia a expectativa da participação do presidente Lula (PT), que não veio para a abertura do evento. A Bahia Farm Show, que chega à 20ª edição, marca o início de uma das maiores feiras de agronegócio do Brasil com um parque de exposições 35% maior e expectativa de movimentar mais de R$ 180 milhões em negócios. Além da exposição de tecnologias, a programação conta com demonstrações de campo, vitrines tecnológicas, palestras sobre o futuro do agro e espaços voltados à agricultura familiar. Esta semana, outras autoridades políticas devem passar pelo evento, a exemplo do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no dia 9, e do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), no dia 12. Fonte: Política Livre.

PDT amplia espaço no governo Jerônimo com nomeação de publicitário
O publicitário Édson Vieira Porto foi nomeado ontem como novo secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia (Secti), em uma mudança que amplia o espaço do PDT na estrutura administrativa do governo Jerônimo Rodrigues. A nomeação foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) e veio acompanhada da exoneração, a pedido, de Marcius de Almeida Gomes, que comandava a pasta. Conhecido nos bastidores políticos por atuar em campanhas eleitorais no interior da Bahia, Édson Porto ocupava até a semana passada a chefia de Gabinete do deputado estadual Marcinho Oliveira (PDT), recém-filiado à legenda. A escolha do novo secretário foi construída em consenso entre o deputado federal Félix Mendonça Júnior, presidente estadual do PDT, o ex-prefeito de Euclides da Cunha Luciano Pinheiro e o próprio Marcinho. A articulação política em torno da mudança foi confirmada pelo secretário estadual de Relações Institucionais, Adolpho Loyola. Segundo ele, a entrada de Édson Porto na equipe de governo faz parte do processo de ampliação da participação pedetista na administração estadual. “Edson é um companheiro do PDT que vai assumir a secretaria. É uma movimentação técnica que o governador fez com o PDT, que agora faz parte também da administração. Já fazia parte da base política, mas agora também da administração”, declarou Loyola. A chegada de Édson à Secti também encerra uma negociação que vinha sendo discutida nos bastidores desde a migração de integrantes do PRD para o PDT. Antes disso, o publicitário chegou a ser cotado para assumir a presidência da Bahia Pesca, indicação que era tratada no âmbito do PRD. Com a mudança partidária e o avanço das conversas entre o PDT e o Palácio de Ondina, o cenário foi redesenhado e a Secti passou a integrar o acordo político. A nomeação fortalece ainda mais a relação entre o governo estadual e o PDT, partido que atualmente possui dois deputados estaduais na Assembleia Legislativa da Bahia, Marcinho Oliveira e Pancadinha, além do deputado federal Félix Mendonça Júnior. A legenda já integrava a base de apoio de Jerônimo Rodrigues no Legislativo, mas agora passa a ocupar também espaço estratégico dentro da gestão estadual. Fonte: Tribuna da Bahia.

Governo Lula diz que nova ameaça de tarifa dos EUA é protecionista e fala em reciprocidade
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou como protecionista e unilateral a nova ameaça de tarifa contra produtos brasileiros feita pelos Estados Unidos, liderados por Donald Trump. Em nota divulgada nesta quarta-feira (3), o governo brasileiro também mencionou a possibilidade de recorrer à reciprocidade, e disse ter a expectativa de que a proposta de novas tarifas não seja efetivada. A gestão Trump divulgou na madrugada desta quarta a possibilidade diversos países, incluindo o Brasil, terem uma tarifa de 12,5%. A proposta veio depois de investigação comercial sobre o suposto uso de trabalho forçado por 59 países e a União Europeia. Foi a segunda ameaça de tarifas americanas na mesma semana. Antes, o governo do país já havia proposto uma nova taxa de 25% sobre produtos brasileiros como forma punir supostas práticas comerciais injustas do Brasil. A adoção ou não das novas tarifas depende de decisão de Trump. “É lamentável que tema tão relevante como o da proteção de condições dignas para milhões de trabalhadores e trabalhadoras seja desvirtuado para servir de justificativa a medidas protecionistas unilaterais”, afirma a nota do governo brasileiro. “O Brasil se reserva o direito de recorrer aos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, para fazer face a situações de injustiça contra o Estado brasileiro, sem amparo nas regras do comércio internacional”, afirma o texto. O governo brasileiro também diz ser “um absurdo” associar a competitividade da economia do país a violações da dignidade humana. “A Organização Internacional do Trabalho reconhece há décadas o Brasil como referência internacional no combate ao trabalho forçado”, diz a nota da gestão Lula. Na terça-feira (2), quando respondia à primeira ameaça de tarifas da semana, o governo brasileiro também mencionou que pode recorrer a medidas de reciprocidade. Desde que tomou posse em seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos, Donald Trump fez diversos movimentos para aumentar tarifas de importação de produtos de diferentes países. No Brasil, essas medidas se tornaram também um assunto de política interna por causa do alinhamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de sua família a Trump. No primeiro tarifaço, em 2025, as autoridades americanas mencionaram como motivo “ataques insidiosos do Brasil às eleições livres e aos direitos fundamentais de liberdade de expressão dos americanos” e citou o processo que, meses depois, condenaria Bolsonaro a prisão. As novas ameaças de tarifa vêm poucos dias depois de o filho mais velho de Bolsonaro, o senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ter reuniões com Trump e outras autoridades americanas. Além disso, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos, onde tenta jogar o governo americano contra a gestão Lula. O petista tem buscado usar o alinhamento da família Bolsonaro com Trump como forma de desgastar seus adversários políticos. Em reunião nesta quarta, Lula instruiu seus principais auxiliares a reproduzir a interpretação de que Flávio e seu grupo traem o país. Flávio Bolsonaro deverá ser o principal adversário de Lula na eleição de outubro deste ano, quando ele tentará obter mais um mandato como presidente da República. As críticas aos Bolsonaros fazem parte também da manifestação oficial divulgada pelo governo na terça-feira. “Essa investigação [que culminou na proposta de novas tarifas] teve início em 15 de julho de 2025 por provocação da família Bolsonaro e está associada à tentativa de ingerência em temas internos do nosso país, como feito na recente viagem do senador Flávio Bolsonaro a Washington”, afirma a nota. A mais recente pesquisa Datafolha mostrou Lula numericamente à frente nas intenções de voto para segundo turno, mas empatado no limite da margem de erro com Flávio Bolsonaro. O petista tem 47% contra 43% do filho de Jair Bolsonaro. Fonte: Política Livre.

Romário contraria PL e anuncia voto a favor de PEC pelo fim da escala 6×1
O senador Romário (PL-RJ) anunciou em um post nesta quarta-feira (03) que votará a favor da PEC pelo fim da escala 6×1. A decisão contraria a postura de outros integrantes do PL, que têm demonstrado apoio a uma proposta alternativa apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), que flexibiliza a jornada de trabalho, permitindo a escolha entre um regime comum previsto pela Consolidação das Leis de Trabalho (CLT) ou um modelo baseado no total de horas trabalhadas. Inicialmente, Romário havia sido signatário do projeto de Marinho, mas pediu a retirada de sua assinatura do texto em um ofício encaminhado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). “Diante das dúvidas e interpretações geradas em relação à PEC nº 12/2026, entendo ser necessário retirar minha assinatura da proposta, a fim de reafirmar a coerência do posicionamento que venho sustentando perante a população brasileira e de preservar o amplo debate sobre medidas que efetivamente contribuam para a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores”, afirmou Romário. Já pelas redes sociais, o senador anunciou que apoiaria a PEC defendida pelo governo e disse que, em função disso, pediu a retirada do seu nome do texto alternativo. “Depois de analisar melhor a proposta, entendi que muita gente viu o texto como algo prejudicial ao trabalhador brasileiro, e, se o povo entende assim, não faz sentido eu continuar nela”. A reação de Romário veio também após apoiadores da pauta sobre o fim da 6×1, como o vereador do Rio de Janeiro Rick Azevedo, cobrarem ao longo do dia o parlamentar sobre sua postura. Fonte: O Globo.

Ameaças ao Pix e de novo tarifaço expõem Flávio e podem dar vitória a Lula em eleição apertada, dizem analistas
Flávio Bolsonaro (PL) é o grande perdedor com as novas ameaças comerciais do presidente americano Donald Trump ao Brasil, avaliam cientistas políticos. Segundo analistas, as ameaças ao Pix e de novas tarifas retaliatórias de 25% contra produtos brasileiros devolvem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o discurso de soberania nacional que fez subir sua aprovação em meados de 2025. Esse efeito eleitoral positivo deve superar eventuais impactos econômicos negativos das medidas dos EUA, avaliam estes observadores políticos. E pode ser o diferencial que dará a Lula a vitória numa corrida eleitoral que deverá ser disputada “cabeça a cabeça”. As novas ameaças de Trump também podem fortalecer candidatos alternativos no campo da direita, com Ronaldo Caiado (PSD) mais bem posicionado no momento atual para colher os benefícios de um enfraquecimento de Flávio, dizem os analistas. O governo dos Estados Unidos concluiu nesta segunda-feira (1/6) uma investigação comercial iniciada contra o Brasil em julho do ano passado, avaliando que certas práticas do governo brasileiro são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem o comércio dos EUA”. O documento propõe um novo tarifaço de 25% contra produtos brasileiros e traz o Pix entre as práticas consideradas abusivas pelo governo americano. Mas eventuais medidas a serem tomadas a partir do resultado da investigação deverão ser discutidas entre os países nas próximas semanas. Para a cientista política Denilde Holzhacker, professora de Relações Internacionais da ESPM, a conclusão da investigação comercial americana tem um lado negativo para o governo Lula, que vinha negociando com o governo americano na tentativa de manter um diálogo. “Do ponto de vista do governo, é uma medida ruim porque tem um impacto econômico num momento eleitoral”, diz Holzhacker. “Por outro lado, do ponto de vista de campanha, o governo ganha novamente a força da narrativa da soberania, de um governo que enfrenta uma potência como os Estados Unidos, e que está buscando diálogo, mas o outro lado não busca.” “Então, Lula ganha força, inclusive do ponto de vista da opinião pública”, acredita. Já para Flávio Bolsonaro, o efeito é o oposto, depois de uma semana em que ele buscou mostrar ter influência sobre a Casa Branca, ao se reunir com Trump pouco antes do anúncio da decisão dos EUA de classificar as facções criminosas PCC e Comando Vermelho como terroristas. A movimentação buscou criar uma agenda positiva para Flávio, após as notícias de que ele negociou R$ 134 milhões com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro (PL). PUBLICIDADE Ameaças ao Pix e de novo tarifaço expõem Flávio e podem dar vitória a Lula em eleição apertada, dizem analistas Flávio Bolsonaro é o grande perdedor com novas ameaças de Trump ao Brasil, que devolvem discurso de soberania a Lula e fortalecem Caiado como alternativa à direita, avaliam cientistas políticos Por: Thais Carrança – Da BBC News Brasil em São Paulo 2 jun 2026 – 15h37 (atualizado às 15h51) Compartilhar 8 comentários Lula seria beneficiado eleitoralmente por ameaças de Trump, enquanto Flávio seria prejudicado, segundo analistas ouvidos pela BBC Foto: Getty Images / BBC News Brasil Flávio Bolsonaro (PL) é o grande perdedor com as novas ameaças comerciais do presidente americano Donald Trump ao Brasil, avaliam cientistas políticos. Segundo analistas, as ameaças ao Pix e de novas tarifas retaliatórias de 25% contra produtos brasileiros devolvem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o discurso de soberania nacional que fez subir sua aprovação em meados de 2025. Esse efeito eleitoral positivo deve superar eventuais impactos econômicos negativos das medidas dos EUA, avaliam estes observadores políticos. E pode ser o diferencial que dará a Lula a vitória numa corrida eleitoral que deverá ser disputada “cabeça a cabeça”. As novas ameaças de Trump também podem fortalecer candidatos alternativos no campo da direita, com Ronaldo Caiado (PSD) mais bem posicionado no momento atual para colher os benefícios de um enfraquecimento de Flávio, dizem os analistas. O governo dos Estados Unidos concluiu nesta segunda-feira (1/6) uma investigação comercial iniciada contra o Brasil em julho do ano passado, avaliando que certas práticas do governo brasileiro são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem o comércio dos EUA”. O documento propõe um novo tarifaço de 25% contra produtos brasileiros e traz o Pix entre as práticas consideradas abusivas pelo governo americano. Mas eventuais medidas a serem tomadas a partir do resultado da investigação deverão ser discutidas entre os países nas próximas semanas. Para a cientista política Denilde Holzhacker, professora de Relações Internacionais da ESPM, a conclusão da investigação comercial americana tem um lado negativo para o governo Lula, que vinha negociando com o governo americano na tentativa de manter um diálogo. “Do ponto de vista do governo, é uma medida ruim porque tem um impacto econômico num momento eleitoral”, diz Holzhacker. “Por outro lado, do ponto de vista de campanha, o governo ganha novamente a força da narrativa da soberania, de um governo que enfrenta uma potência como os Estados Unidos, e que está buscando diálogo, mas o outro lado não busca.” “Então, Lula ganha força, inclusive do ponto de vista da opinião pública”, acredita. Já para Flávio Bolsonaro, o efeito é o oposto, depois de uma semana em que ele buscou mostrar ter influência sobre a Casa Branca, ao se reunir com Trump pouco antes do anúncio da decisão dos EUA de classificar as facções criminosas PCC e Comando Vermelho como terroristas. A movimentação buscou criar uma agenda positiva para Flávio, após as notícias de que ele negociou R$ 134 milhões com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro (PL). Nesta terça-feira, pouco depois do anúncio da nova ameaça de tarifaço, Flávio buscou se distanciar da medida do governo americano, publicando nas redes sociais um vídeo em que diz que pediu a Trump, ao vice-presidente J.D. Vance e ao secretário de Estado americano Marco Rubio que não taxassem produtos brasileiros. “Sempre defendi as empresas brasileiras e, em qualquer oportunidade que tiver, vou continuar a defender nosso setor produtivo. Pedi

Bancada do PSD na Assembleia apoia Edvaldo Brito para suplência de Jaques Wagner
A bancada do PSD na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) declarou apoio à indicação do professor Edvaldo Brito para ocupar a 1ª suplência da candidatura do senador Jaques Wagner (PT) nas eleições de outubro deste ano. A manifestação foi feita por meio de nota assinada pelo líder do partido na Casa, o deputado estadual Alex da Piatã. No documento, os parlamentares destacam a trajetória política e acadêmica de Edvaldo Brito, apontado como um dos quadros mais experientes da política baiana. A nota relembra os mais de 60 anos de atuação no serviço público, período em que exerceu funções como prefeito e vice-prefeito de Salvador, secretário estadual em quatro governos, secretário municipal em São Paulo e vereador da capital baiana. A bancada também ressalta a formação acadêmica do jurista, doutor pela Universidade de São Paulo (USP), professor emérito da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e integrante da Academia de Letras da Bahia. Segundo o texto, o apoio à indicação de Edvaldo Brito representa o alinhamento do PSD da AL-BA com a base governista liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues. Os deputados afirmam que a eventual composição na chapa de Jaques Wagner reforçaria a aliança política construída entre o partido e o grupo governista no estado. Apesar da defesa pública do nome, os parlamentares destacam que a definição final caberá ao senador Otto Alencar, presidente estadual do PSD e responsável pela articulação política da legenda. Fonte: Política Livre.