
João Campos é nome certo para virar ministro no 4º mandato de Lula
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva consideram o ex-prefeito de Recife João Campos um nome certo para compor a equipe ministerial no quarto mandato do petista. O político preside o PSB, principal partido aliado do PT nas disputas eleitorais deste ano e de 2022, legenda que abriga o vice-presidente Geraldo Alckmin. Campos está sem mandato após a derrota para Raquel Lyra, do PSD, na eleição para o governo de Pernambuco. Um auxiliar do presidente reeleito relatou que a indicação do ex-prefeito deve ocorrer logo no primeiro diálogo formal entre a direção do PSB e Lula para definir os cargos da administração federal. Nenhuma pasta foi definida até o momento. O entorno do presidente avalia como provável que a sigla solicite o Ministério da Ciência e Tecnologia, pasta hoje chefiada por Luciana Santos, filiada ao PCdoB. Relação histórica e campanha eleitoral O Ministério da Ciência e Tecnologia teve como titular Eduardo Campos, pai de João, entre 2004 e 2005, no primeiro mandato de Lula. A convivência naquele período gerou uma forte amizade entre os dois. Eduardo Campos morreu em acidente aéreo em agosto de 2014, quando concorria à presidência da República. Na campanha deste ano, João Campos recorreu à proximidade com Lula para enfrentar Raquel Lyra, que disputava a reeleição. O presidente gravou imagens ao lado do aliado para o horário eleitoral, mas evitou agendas presenciais em Pernambuco na maior parte da disputa. A intenção inicial de Lula foi evitar atritos com a governadora, que não declarou apoio a candidatos na disputa nacional. O presidente compareceu a um ato com Campos em Recife na reta final. Petistas avaliaram que a visita impediu que o ex-prefeito atribuísse o revés eleitoral à ausência de empenho da liderança nacional. Fonte: Estado de Minas

Lula rejeita fazer gesto ao mercado e antecipar nome para Fazenda
O presidente Lula tem descartado, em conversas com aliados, antecipar a nomeação do ministro da Fazenda de seu quarto mandato para acalmar o mercado financeiro. A tendência é que ele indique o chefe da equipe econômica apenas na volta de uma viagem internacional que iniciará daqui a uma semana. O presidente deve ir à Turquia, para a COP31, e cogita emendar uma participação em encontro de países do Sudeste Asiático, nas Filipinas, retornando apenas no final de novembro. Lula tem dito que antecipar o nome da Fazenda seria uma concessão indevida ao mercado, segmento que sempre lhe foi hostil. Os nomes mais cotados são os do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e do governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), mas não está descartada a permanência de Dario Durigan. Os integrantes do ministério devem começar a ser anunciados em três a quatro semanas. A fase atual é de consultas a dirigentes de partidos que poderão compor o governo, que vem sendo conduzida pelo presidente do PT, Edinho Silva, e outros membros da cúpula da legenda. Fonte: Política Livre.

Janones se reúne com opositor de Milei na Argentina para discutir ajuda na campanha de 2027
O deputado federal André Janones (PT-MG), que criou o “Exército de Lula” e foi aclamado pelo petista como um dos responsáveis por sua reeleição, está na Argentina para um encontro com o ex-ministro da Fazenda Sergio Massa. Derrotado por Javier Milei nas eleições presidenciais de 2023, Massa quer novamente se apresentar à disputa pela frente peronista que tentará derrotar o atual mandatário argentino. Ele disputa internamente com Axel Kicillof, atual governador da província de Buenos Aires que também quer ser o candidato da oposição à Presidência. As eleições estão marcadas para outubro de 2027. Da reunião com Massa vão participar também os publicitários Rafael Marroquim e Chico Kertesz, que fizeram a campanha de Lula no Brasil _Rafael se incorporou à equipe no segundo turno das eleições. Ambos já foram sócios do ministro Sidônio Palmeira. Janones vai discutir com Massa e os marqueteiros uma maneira de replicar, na Argentina, a ação nas redes sociais que mobilizaram milhões de brasileiros e que é tida como fundamental para a reeleição de Lula. O protagonismo de Janones na mobilização digital durante a campanha do petista o transformou em referência para lideranças políticas e em ídolo da esquerda internacional nas redes sociais. O engajamento de pessoas de verdade explica a repercussão do “método de Janones” mundo afora, diz Issaaf Karhawi, professora da ECA-USP (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo). “É preciso lembrar que a presença da direita nas redes por bastante tempo foi financiada com muito dinheiro e até bots”, diz. Em 2017, por exemplo, estudo do instituto de internet da Universidade de Oxford já indicava que extrema direita alemã liderava uso de bots no X. Em 2018, a campanha do então candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PL) também se valeu de ações coordenadas com perfis falsos e robôs. A estratégia continuou após Bolsonaro conquistar a Presidência. Em 15 de março de 2020, a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) identificou que cerca de 55% das postagens no X em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro tinham sido feitas por robôs. Issaaf explica que a reunião de mais de 10,5 milhões de integrantes em um único canal de WhatsApp possibilitou à campanha petista entregar mensagens de forma instantânea aos apoiadores, driblando a entrega pulverizada comum às mídias sociais. Fonte: Política Livre.

Fuga e carta com teor golpista irritam aliados de Flávio; isolamento cresce
Nas últimas 48 horas, aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) colocaram em xeque sua capacidade de liderar a oposição no Brasil, levantaram dúvidas sobre a força do bolsonarismo nos próximos anos e criticaram suas decisões de fugir para os Estados Unidos e de divulgar uma carta com teor golpista. Nos bastidores, integrantes do PL demonstram preocupação com os reflexos que as atitudes do senador possam ter sobre o partido. A avaliação é que a legenda precisa se afastar da ideia de que é golpista ou tome medidas inconstitucionais — ainda que, em público, políticos da legenda relativizem a situação e digam que Flávio deixou o país para se proteger do que classificam como “perseguição” por parte do STF (Supremo Tribunal Federal). As decisões recentes de Flávio desmobilizaram a união da direita em torno do seu nome. E abriram espaço para outro líder, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fazer manifestações alinhadas com o que tem sido dito pela classe política: que a eleição é página virada e agora é preciso discutir os rumos do país. Tarcísio e o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), foram cabos eleitorais essenciais para Flávio Bolsonaro ter votação expressiva em São Paulo. O União Brasil declarou apoio no segundo turno. Ontem, todos, assim como o MDB e o PSDB, se manifestaram contra a posição de Flávio na carta golpista. Sem vácuo de poder Aliados de Flávio demonstram perplexidade com os acontecimentos dos últimos dias, desde sua fuga do Brasil. O discurso oficial segue a linha de que foi uma decisão legítima para proteger a si e à sua família contra o que chamam de abusos do ministro Alexandre de Moraes (STF). Nos bastidores, porém, a avaliação é outra: Flávio abandonou os aliados, ignorou seus projetos e descartou seu capital político mesmo tendo recebido 60 milhões de votos no domingo. Os aliados acrescentam que, para além de construir um nome com peso nacional para a próxima eleição, é preciso ter alguém que canalize a voz da oposição. É neste contexto que os posicionamentos de Tarcísio ganham força. Na terça-feira, em meio às notícias sobre a fuga de Flávio, o governador publicou um vídeo dizendo que “a eleição passou”; na quarta-feira, ao responder sobre a carta golpista, disse entender o “sentimento, indignação e revolta” de Flávio, “mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”. Fonte: UOL Notícias.

Pedido de impeachment do prefeito Bruno Reis é “uma piada”, diz Tiago Correia
Em entrevista à TV Band nesta quarta-feira (28), o deputado estadual reeleito Tiago Correia (PSDB) classificou como “uma piada” as investidas da oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS) em relação a criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar a frota de ônibus no dia do segundo turno eleições. Para o tucano, o anúncio de abertura do procedimento não passa de “informação falsa e jogo para a imprensa”. De acordo com o parlamentar, que já cumpriu dois mandatos como vereador em Salvador, o regimento interno da Casa Legislativa soteropolitana exige no mínimo 14 assinaturas para que o pedido de CEI possa ser protocolado e analisado e ressaltou que a bancada de oposição obteve apenas 10 adesões até o momento. “Acho até uma piada, até engraçado. Eles não podem entregar o pedido antes de alcançar as assinaturas necessárias, e essas assinaturas não existem. Tem que estudar melhor o regimento interno da Casa. O que estão fazendo é jogar para a imprensa e tentar confundir a cabeça do eleitor com informações nebulosas”, declarou. Correia também rechaçou os argumentos de que a circulação de ônibus no dia do pleito teria prejudicado o comparecimento da população. Para defender sua tese, ele disse que os dados oficiais da Justiça Eleitoral apontam um movimento oposto na capital baiana. “No final do dia, quando analisamos a votação de Salvador, vemos que não houve prejuízo. Houve aumento no número de votantes e diminuição da abstenção. O relatório no final do dia mostra que os eleitores chegaram às urnas. É mais uma espuma da oposição”, acrescentou Ainda durante a entrevista, o deputado questionou a postura dos adversários em relação ao transporte na Região Metropolitana, de responsabilidade do governo estadual. “Vimos ônibus parados na Região Metropolitana, que é administrada pelo governo do Estado, e a oposição não falou nada. Querem criar narrativa onde não há respaldo factual nem regimental”, finalizou. Fonte: Política Livre.

Auxílio de Milei para fuga de Flávio Bolsonaro agrava deterioração da relação do Brasil com a Argentina
As revelações de que o governo de Javier Milei prestou auxílio ao plano de fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) devem agravar ainda mais a deterioração da relação entre Brasil e Argentina —que já se encontra em um dos piores momentos nas últimas décadas. Segundo reportagens da imprensa argentina, a Casa Rosada atuou para facilitar a operação que resultou no embarque de Flávio e familiares em Porto Iguaçu, na Argentina, com destino a Miami, nos Estados Unidos. O senador fugiu do Brasil após perder a eleição para o presidente Lula (PT) e ser alvo de uma ordem judicial que determinou a entrega de seus passaportes. Meios de comunicação do país vizinho relataram que Santiago Caputo, assessor especial de Milei, estava em Iguaçu no momento da decolagem e, além disso, que teria sido colocado à disposição do senador o veículo que o levou à aeronave. No discurso divulgado nesta quarta-feira (28), Flávio agradeceu a Milei “pela coragem, senso de justiça e legalidade”. Para integrantes do governo Lula ouvidos pela Folha, a sucessão de acontecimentos corrói ainda mais a pouca confiança que existia entre autoridades dos dois países. Havia a expectativa de que a eleição no Brasil pudesse representar uma oportunidade para restabelecer condições mínimas para um relacionamento político, mas, segundo auxiliares de Lula, as recentes ações do governo Milei apontam para o congelamento do status quo, que deve se prolongar até, pelo menos, o pleito argentino de outubro de 2027. De acordo com esses auxiliares, o retorno dos embaixadores às respectivas capitais torna-se, no atual contexto, hipótese extremamente improvável. Em agosto, o governo Lula orientou o embaixador argentino em Brasília, Daniel Raimondi, a voltar a Buenos Aires. Ao mesmo tempo, o Palácio do Planalto decidiu que o embaixador na Argentina, Julio Bitelli, permaneceria no Brasil. As medidas, inéditas na relação moderna entre os países vizinhos, ocorreram em resposta a ataques de Milei contra o petista. Presente no lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro, Milei se referiu a Lula como ladrão e presidiário e chamou de “lixo careca” o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. Do lado brasileiro, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, chamou o portenho de “palhaço”, e o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), classificou o argentino como “caricatura patética” e puxa-saco de Donald Trump. Nas semanas seguintes, Milei proferiu diversas ofensas a Lula nas redes sociais. Na madrugada desta quarta-feira (28), a Direção Nacional de Migrações da Argentina informou, no X (ex-Twitter), que Flávio, a esposa dele e as duas filhas cruzaram a fronteira terrestre pela Ponte Internacional Tancredo Neves às 22h50 de terça-feira (27). “Às 23h30, a comitiva que chegava embarcou em um voo privado operado pela companhia Baires Fly S.A., com destino à cidade de Guayaquil, no Equador, conforme informado no plano de voo”, disse o comunicado. Ao longo de terça, segundo integrantes do governo Lula ouvidos pela Folha, houve intensa comunicação com autoridades argentinas, que reiteravam que, até aquele momento, não havia qualquer registro da entrada de Flávio Bolsonaro no país vizinho. Para o lado brasileiro, a dificuldade de comunicação com autoridades argentinas no caso Flávio é vista como um reflexo do péssimo momento que a relação bilateral atravessa. O auxílio ao senador não foi o único episódio que contribuiu para azedar o relacionamento entre Brasil e Argentina. Também na terça, o porta-voz de Milei, Adrian Ravier, afirmou a jornalistas que o governo argentino não faria nenhum tipo de comunicado sobre a vitória eleitoral de Lula. Ele disse que, em 2023, Lula também teria ignorado a eleição de Milei. A justificativa de Ravier, porém, é falsa, uma vez que o petista parabenizou as instituições e o povo argentino pela condução do processo eleitoral. Fonte: Política Livre.