
Ano de Urna: Deputados voltam à Alba com foco nas eleições
Após período de recesso, a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) vai retomar suas atividades na próxima terça-feira (3). No entanto, este ano na Casa deve ser diferente, já que é ano de eleição a deputado estadual e os parlamentares devem dedicar boa parte do tempo às suas bases eleitorais na capital e no interior, visando serem reconduzidos a seus postos. Nessa retomada, o primeiro dia será marcado por uma solenidade conduzida pela presidente da Casa, deputada Ivana Bastos (PSD) — o evento terá a presença do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que fará a leitura da Mensagem do Executivo. Garantias Apesar da “concorrência” com as eleições de outubro, Ivana Bastos garantiu que os trabalhos na Alba vão ocorrer normalmente, seja dentro das comissões, seja nas votações e debates dentro do plenário da Casa. “Estamos em ano eleitoral, mas a Bahia não para e nós também não vamos parar. A prioridade desta gestão é cuidar das pessoas e do crescimento do nosso estado. Não vamos deixar isso de lado. Temos esse planejamento e sabemos que nossos pares também têm esta visão”, afirmou. Governistas a postos Para o líder governista, Rosemberg Pinto (PT), o grupo comandado por ele tem consciência de que é preciso estar a postos para os trabalhos na Alba, mesmo com a campanha eleitoral ocorrendo em paralelo, ao longo de 2026. “Para continuar avançando temos que estar a postos para o trabalho em plenário, comissões e na Casa. Estamos unidos para continuar apresentando soluções para os principais problemas do povo baiano”, disse ele. Oposição atenta Tiago Correia (PSDB), líder da oposição, afirmou que mesmo sendo um ano eleitoral, espera conseguir manter o bom ritmo dos trabalhos. O tucano garantiu que o grupo estará atento para fiscalizar o Estado. “Vamos fazer as críticas que precisam ser feitas, mas sobretudo vamos apontar novos caminhos para o futuro da Bahia, afinal de contas existe um desejo cada vez mais evidente da população por mudança”, apontou. Fonte: A Tarde.

Alex da Piatã reafirma liderança de Otto Alencar e unidade do PSD na Bahia
O deputado estadual Alex da Piatã utilizou as redes sociais para reafirmar a liderança do senador Otto Alencar à frente do PSD e destacar a coesão da legenda no estado. “O senador Otto Alencar segue como nosso líder e timoneiro do PSD”, afirmou o parlamentar. Segundo Alex, as bancadas do partido permanecem unidas em torno de projetos que têm impacto direto na vida da população. “Nossas bancadas vão permanecer unidas pelos projetos que têm mudado para melhor a vida dos baianos e dos brasileiros”, declarou. O deputado também projetou um cenário positivo para o partido nas eleições de 2026. “O PSD, nas eleições de 2026, pela sábia liderança de Otto, sairá mais forte do que agora”, escreveu. Ao comentar a posição adotada pelo senador Angelo Coronel, Alex da Piatã ressaltou o caráter individual da decisão. “A posição tomada pelo senador Angelo Coronel, um amigo e fundador do partido, foi de caráter estritamente pessoal”, afirmou. Por fim, reforçou a defesa da unidade partidária. “Não queria esse movimento, torcia pelo consenso, mas faz parte da política. O nosso PSD seguirá grande e unido para ajudar a melhorar a vida dos baianos e brasileiros”, concluiu. Fonte: Política Livre.

Jerônimo após saída de Coronel do PSD: ‘Nenhum comunicado oficial’
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), disse que ainda não há o que comentar sobre a saída de Ângelo Coronel do PSD. À imprensa, disse que vai ouvir o senador Otto Alencar, presidente da sigla, antes de tomar qualquer iniciativa. “Ainda não teve nenhum comunicado oficial. Vou conversar com o presidente do partido, que é Otto, sobre isso”, falou, durante Baile da Inclusão da ABADEF, no Passeio Público, em Salvador, neste sábado (31). Jerônimo também foi questionado a respeito de reportagem da revista Veja sobre a possibilidade de Rui Costa, hoje ministro da Casa Civil, ser candidato ao governo estadual. Ele respondeu: “Ficar plantando essas coisas não interessa a gente. O que nos interessa é o grupo consolidado”. Saída de Coronel do PSD O senador Angelo Coronel anunciou que está deixando o PSD e que será candidato à reeleição ao Senado integrando a oposição ao presidente Lula e ao governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, ambos do PT. A decisão encerra uma crise no grupo governista baiano, onde três pré-candidatos disputavam duas vagas ao Senado na base de apoio a Lula. Em entrevista ao Broadcast Político, Coronel afirmou que foi “defenestrado” do partido e relatou pressão para deixar a legenda. Segundo ele, o presidente estadual do PSD, senador Otto Alencar (PSD-BA), avaliava sua permanência como “insustentável”. Ao comentar a saída do bloco governista e a decisão de disputar a eleição pela oposição, Coronel disse que a mudança decorre da forma como foi tratado durante o impasse interno. “Se o próprio governo não me quis, por que vou querer votos?”, afirmou. Sobre o futuro partidário, o senador disse que a maior probabilidade é de filiação ao União Brasil, legenda que faz oposição ao governo Lula na Bahia e tem como pré-candidato ao governo do Estado o ex-prefeito de Salvador ACM Neto. Coronel afirmou que aguarda uma conversa com Neto até amanhã e que também pretende consultar aliados antes de definir o destino. Além do União Brasil, o senador declarou estar em tratativas com o PSDB, o Democracia Cristã (DC) e o PRD. Em 2018, Angelo Coronel foi eleito senador ao lado de Jaques Wagner, a partir da aliança entre PT e PSD construída na Bahia em torno do então governador Rui Costa. Com a saída do PSD da chapa ao Senado, integrantes do PT buscam alternativas para manter a aliança no Estado. Fonte: Aratu On

Com PSD em campo e Tarcísio fora, Republicanos flerta com Flávio sem se soltar de Lula
Com Tarcísio de Freitas fora da disputa presidencial e o PSD, de Gilberto Kassab, articulando um candidato próprio, o Republicanos entra no ano eleitoral dividido entre se alinhar à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) ou preservar a relação com o governo Lula, defendida por parte da cúpula da sigla. Essa divisão passa por fatores regionais, como as alianças construídas neste mandato entre dirigentes da sigla com bolsonaristas e petistas, e pela incerteza interna sobre a conveniência de apoiar uma candidatura do PSD no plano nacional. Em São Paulo, o partido vive um momento de expectativa de crescimento com Tarcísio. Deputados e vereadores da legenda o avaliam como favorito à reeleição e, assim, veem como mais seguro seguir o posicionamento já externado pelo governador de apoio a Flávio. Na semana passada, Tarcísio fez um gesto importante ao Republicanos e aos demais partidos de centro-direita, ao nomear o presidente estadual da legenda, Roberto Carneiro, como secretário da Casa Civil. Sob reserva, uma liderança do partido no estado afirmou à Folha que a perspectiva é que Carneiro alinhe toda a centro-direita paulista em torno do governador. O caminho natural, desse modo, é que os partidos sigam os planos traçados por Tarcísio para o plano nacional, ainda na visão desse aliado. Sob reserva, há integrantes do partido que dizem considerar o cenário em aberto. Parlamentares da sigla em São Paulo afirmam que a candidatura de Flávio ainda é vista como incerta e mantêm o desejo de ver Tarcísio na disputa presidencial. Contudo, o cálculo da sigla passa pelas articulações feitas em outros estados que atrelam o Republicanos ao governo Lula. O exemplo mais evidente é Pernambuco. O estado é reduto eleitoral do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, que deve deixar o cargo nos próximos dias para disputar uma vaga no Senado. Lula mantém uma relação histórica com o grupo político do ministro. “Vou trabalhar para que os partidos do centro possam ajudar no projeto de reeleição do presidente Lula”, disse o ministro, no fim de dezembro, em entrevista à CNN. Na ocasião, Costa Filho afirmou que procurou dirigentes de outras legendas para articular apoios ao petista. O PSD e o Republicanos são siglas de perfis parecidos. Representam, respectivamente, a quarta e a quinta maiores bancadas da Câmara dos Deputados, com 47 e 44 assentos. Ambos indicaram ministros para o governo Lula e, ao mesmo tempo, controlam o governo paulista (com Kassab e Tarcísio). A legenda nasceu em 2005 como Partido Municipalista Renovador (PMR), criada por lideranças da Igreja Universal do Reino de Deus, e foi se tornando mais pragmática à medida que cresceu. O presidente nacional da sigla, Marcos Pereira, prefere evitar sinalizar para algum dos cenários antes da construção de consensos. “Nada certo ainda. Teremos que conversar com o partido e ver o sentimento da maioria”, disse o deputado federal à Folha. Pelo calendário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o registro de candidaturas ocorre até 15 de agosto, o que permite ao partido postergar decisões até a reta final da pré-campanha. Na última quarta-feira (28), em São Paulo, durante sua primeira entrevista como membro do PSD, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado –um dos presidenciáveis da sigla, ao lado do gaúcho Eduardo Leite e do paranaense Ratinho Jr.–, disse que buscaria o apoio do Republicanos para construir uma opção ao eleitor de centro-direita que não fosse Flávio. Na quinta-feira (29), ao sair da visita que fez a Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, Tarcísio afirmou que o ex-presidente apoiou o movimento de Caiado e disse que todos estariam contra Lula em um eventual segundo turno. Entretanto, entre integrantes do partido, a opção de apoiar o PSD é considerada a mais remota. Além das dúvidas quanto à possibilidade de uma candidatura da legenda chegar ao segundo turno, a relação entre Kassab e Marcos Pereira passou por atritos recentes. Pereira esteve cotado, em 2024, para assumir a presidência da Câmara, concorrendo pela indicação do então presidente Arthur Lira (PP-AL), com apoio do presidente Lula e do PT. Kassab, por sua vez, defendia a indicação de Antonio Brito (PSD-BA) e não cedeu aos pedidos do republicano. Sem consenso, Lira terminou indicando Hugo Motta (Republicanos-PB), que venceu. Após a derrota, Pereira deu uma entrevista à Folha culpando Kassab pelo desfecho. “Disse a ele [Kassab]: ‘se você me apoiar, vou ser eternamente grato e devedor a você. Se você não me apoiar, eu também vou lembrar, todas as vezes que olhar para você, que não fui presidente da Câmara por sua causa’”, afirmou. Fonte Política Livre.

Otto Alencar confirma ao Política Livre movimento de Angelo Coronel em São Paulo para levar PSD à oposição
Presidente do PSD na Bahia, o senador Otto Alencar (PSD) confirmou, em entrevista exclusiva, que o correligionário e senador Angelo Coronel fez um movimento nacional para tentar tirar o partido da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e levar a sigla para o grupo do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União). A informação foi revelada ontem (30) pelo site. “A matéria retrata o que aconteceu. O presidente nacional (do PSD), Gilberto Kassab, me telefonou dizendo que houve uma tentativa, um pedido de mudança no grupo do PSD que apoia o governador, aqui na Bahia, para a oposição”, contou Otto. Coronel se reuniu com Kassab na quarta (28) para tentar fazer a articulação visando assegurar uma disputa mais confortável pela reeleição ao Senado no PSD, pois considera que uma candidatura avulsa dentro da base governista, com a legenda coligada ao PT, é um cenário inviável. O senador ressaltou que a cúpula petista no Estado já definiu pela chapa “puro-sangue”. Quem também participou do encontro foi o deputado federal Diego Coronel (PSD), filho do senador. Os parlamentares baianos argumentaram que o candidato à Presidência do partido, que pode ser o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, muito próximo de ACM Neto, só terá palanque na Bahia se estiver na oposição ao PT no Estado. “Kassab me ligou e disse o que falou (a Coronel). Disse que nunca vai deixar que Otto deixe de conduzir o partido na Bahia, que fui fundador do partido e que é muito correto comigo, e que daria um conselho (a Coronel): converse com Otto para encontrarem uma saída”, afirmou o presidente do PSD baiano. Questionado se sabia ou ficou aborrecido com o movimento de Coronel, Otto negou. “De alguma forma fique surpreso, porque eu tenho feito tudo de forma transparente, essa situação que é complicada para mim, envolvendo amigos e correligionários políticos. Sigo trabalhando pela pacificação do nosso grupo”, frisou. Otto reafirmou que Kassab deu total liberada para o PSD apoiar a reeleição de Lula na Bahia. “Temos três ministérios no governo: Agricultura (Carlos Fávaro), Minas e Energia (Alexandre Silveira) e Pesca (André de Paula). Ano passado, numa reunião em Brasília da qual participei, Kassab disse a Lula que o partido tinha total liberdade para apoiar a reeleição do presidente, assim como em outros estados. É isso que vai ocorrer”, pontuou. “Não há a menor condição, a mínima condição, de levar o partido para o lado de ACM Neto. Eu já ouvi nossos deputados estaduais, federais e quase todos os prefeitos. Dos deputados, apenas os filhos de Coronel ainda não se posicionaram, mas os demais todos querem manter a aliança com o PT. Dos prefeitos, digamos que eles levem aí uns cinco. Portanto, essa não é uma decisão só minha, é partidária”, acrescentou. Fonte: Política Livre.

Após fala de Kassab, Tarcísio diz que gratidão a Bolsonaro não é submissão
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse hoje que sua gratidão a Jair Bolsonaro (PL) “não tem absolutamente nada a ver com submissão”. O que aconteceu Em entrevista ao UOL News ontem, o presidente do PSD e secretário de Tarcísio, Gilberto Kassab, disse que Tarcísio não pode ser submisso. O secretário de Governo afirmou que é importante o governador ter sua “personalidade”. “Uma coisa é gratidão, reconhecimento, lealdade. Outra coisa é submissão”, afirmou. Kassab é um dos entusiastas de uma possível candidatura do governador à Presidência. O governador disse que é “fácil estar ao lado quando a pessoa está bem”. Ex-ministro de Bolsonaro, Tarcísio falou que sempre será grato “a quem estendeu a mão e abriu portas”. “Você às vezes não vê muito isso na política, que é estender a mão quando a pessoa está na pior, quando precisa da sua ajuda, perdeu o poder, quando está privada da sua liberdade”, disse em referência ao ex-presidente, que está cumprindo pena na Papudinha por tentativa de golpe de Estado. Tarcísio afirmou ainda que a decisão de “ficar em São Paulo” não significa submissão. O governador tem dito que é pré-candidato à reeleição, mas fez movimentos de quem busca concorrer ao Planalto — o nome dele é defendido por integrantes do centrão e do mercado financeiro. “Não é nenhuma novidade, porque desde 2023, quando cheguei em São Paulo, disse que meu projeto era de longo prazo”, disse, quando foi questionado pela reportagem sobre a declaração Kassab. O governador participou hoje da entrega da reforma da estação de trem Júlio Prestes, no centro da capital. Foram 14 meses de obra e um investimento de R$ 42 milhões, segundo a Via Mobilidade, responsável pela Linha 8-Diamante. É neste momento difícil que os amigos aparecem para dizer ‘estou contigo, conta comigo’. Isso não tem absolutamente nada a ver com submissão. Absolutamente nada a ver. Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo ‘Nunca houve desarmonia’ Segundo Tarcísio, “nunca houve desarmonia” entre ele e os filhos de Bolsonaro. O governador classificou atritos como “questões de interpretação”, “ruídos que acontecem”. Um dos filhos do ex-presidente, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, é um dos mais críticos a Tarcísio. Na semana passada, o núcleo conhecido como “bolsonarismo raiz” criticou o governador por ele ter cancelado a visita que faria a Bolsonaro ao saber que, no encontro, Bolsonaro o comunicaria que o escolhido para disputar a Presidência é Flávio. Governador diz que relação com ex-presidente sempre foi de “muita amizade”. “A gente vai trabalhar junto, vai trabalhar unido, porque todo mundo quer a mesma coisa, que é um país melhor, e o melhor país passa por tirar o PT”, afirmou. Tarcísio citou que vai trabalhar no “convencimento” da candidatura de Flávio. “Nós temos uma alternativa [ao PT], que é um projeto muito mais conectado com a modernidade, com a esperança, com a prosperidade”, disse. Fonte: Uol Notícias.