
Malafaia chama Damares de ‘linguaruda’ após senadora associar igrejas a escândalo do INSS
O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Silas Malafaia, afirmou nesta quarta-feira (14) que a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) cometeu uma “afronta” ao associar igrejas evangélicas ao escândalo de descontos indevidos no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O religioso desafiou a parlamentar, a quem classificou como “linguaruda” se não apresentar provas e nomes. “Isso é uma afronta, uma mulher que se diz evangélica faz uma denúncia dessa gravidade sem dar nomes e ainda diz que teve gente que pediu para ela não falar nada. Eu vou desafiar ela a dar o nome das grandes igrejas e dos líderes que estão envolvidos nessa pouca vergonha. ‘Se não, a senhora é uma linguaruda’”, disse Malafaia à Folha, antecipando o conteúdo de um vídeo que divulgará nas redes. O pastor reclama de uma entrevista concedida por Damares ao SBT News. A senadora faz parte da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), envolvendo descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas. Ela afirmou que identificou entidades religiosas no esquema. “Nós estamos identificando igrejas no esquema de fraude com aposentados. Há pastores que pedem para não investigar, não decepcionar os fiéis. (…) E quando se fala de um grande pastor, vem a comunidade: ‘não falem, não digam, não investiguem, porque os fiéis vão ficar muito tristes’”, afirmou a senadora nessa terça-feira (13). Malafaia e Damares são apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O líder religioso é uma espécie de conselheiro político da família Bolsonaro, enquanto a parlamentar, também evangélica, foi ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos do governo passado. Em 2022, eles protagonizaram uma disputa sobre a eleição. Na ocasião, Malafaia classificou Damares como “abusada” após a então ex-ministra manter uma candidatura ao Senado pelo Distrito Federal. O então presidente Bolsonaro apoiava Flávia Arruda (PL) para o cargo. Fonte: Política Livre.

Recusa de ACM Neto a pedido de Angelo Coronel reduz margem de negociação do senador e empurra conversas com o PT
O senador Ângelo Coronel (PSD) vê seu espaço de negociação encolher na disputa pela chapa majoritária de 2026. Em poucos dias, acumulou dois reveses considerados decisivos: a declaração pública do também senador Otto Alencar (PSD) de que o partido permanecerá no grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT), mesmo sem Coronel na chapa, e a informação de que o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, não dará respaldo a uma eventual candidatura avulsa ao Senado. Além disso, Coronel também não obteve sinal verde do ex-prefeito ACM Neto (União) para ser candidato único ao Senado na chapa oposicionista caso rompesse com os petistas. A proposta, revelada mais cedo pela coluna Radar do Poder, previa que o pessedista mudasse de lado em troca da exclusividade na vaga, ampliando as chances de conquistar ao menos a segunda cadeira. O principal obstáculo a essa costura é a posição de presidente do PL baiano, João Roma, virtual candidato a senador. Rifá-lo da chapa significaria perder o apoio do partido bolsonarista, considerado estratégico para ACM Neto, que seria prejudicado com uma nova candidatura de Roma ao Palácio de Ondina. Pesam ainda conversas avançadas do ex-prefeito com o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, além do tempo de TV e fundo eleitoral do PL. Diante do impasse, restou a Coronel reforçar os canais com o PT. Para isso, delegou ao filho, o deputado federal Diego Coronel (PSD), a missão de atuar como interlocutor. Com bom trânsito no governo, Diego mantém boas relações com Jerônimo, com o senador Jaques Wagner (PT) e com o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT) Nesta quarta-feira (14), Diego foi recebido por Jerônimo na Governadoria. O encontro foi registrado em vídeo divulgado pelo próprio governador, que classificou o deputado como “mediador” das tratativas para “distensionar” o impasse da chapa majoritária. “Pacificar para que o grupo continue unido e forte”, afirmou o chefe do Executivo estadual, admitindo o clima de tensão pública provocado pela ambição petista de uma chapa puro-sangue. Já houve uma proposta formal apresentada por Wagner: Coronel recuaria da candidatura e aceitaria a suplência, com a divisão do mandato, cenário em que o petista deixaria o Senado para assumir um ministério em eventual reeleição do presidente Lula. A ideia, inicialmente, desagradou ao pessedista, mas segue sobre a mesa. Outra alternativa ventilada é a possibilidade de Diego Coronel compor a chapa como vice, hipótese que ainda não foi discutida com o MDB, partido que trabalha para manter o posto com Geraldo Júnior. A relação entre Otto Alencar e Angelo Coronel também se deteriorou nos últimos dias, como revelou o site. Na mesma entrevista da semana passada, o cacique do PSD disse, inclusive, que não disputará qualquer outra posição na chapa, mesmo que Coronel fique fora. Apesar disso, interlocutores avaliam que, no tabuleiro de 2026, nenhuma porta está totalmente fechada. Hoje, Angelo Coronel seguiu a estratégia de receber prefeitos do interior na residência. Ele aposta nessa estratégia para se fortalecer. O senador também deve manter a agenda de viagens. Fonte: Política Livre.

Paulo Azi afirma que conversas sobre montagem da chapa de ACM Neto vão se intensificar em fevereiro
O deputado federal Paulo Azi (União Brasil) afirmou que as articulações para a formação da chapa majoritária encabeçada por ACM Neto (União Brasil) ao governo da Bahia devem avançar nos próximos meses e destacou que o grupo da oposição trabalha para apresentar uma composição forte e competitiva para as eleições de 2026. Segundo o presidente estadual do União Brasil, o partido está totalmente empenhado na pré-candidatura de ACM Neto, a quem atribui preparo político e experiência administrativa para liderar um novo projeto para o Estado. “Estamos muito empenhados na candidatura de ACM Neto. Ele tem preparo político, experiência administrativa e vai representar um sentimento de mudança que já está no coração dos baianos”, afirmou em entrevista à imprensa, esta semana, durante a posse do novo presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Gildásio Penedo. Paulo Azi criticou a longa permanência do PT no comando do governo estadual e defendeu um novo modelo de gestão para a Bahia. “São quase 20 anos de PT. Há gerações que não conhecem outro modelo de gestão. Defendemos um governo que foque na modernidade, na transparência e na aplicação dos recursos públicos onde as pessoas realmente vivem”, disse. De acordo com o deputado, as conversas para definição da chapa majoritária — que inclui governador, vice-governador e candidatos ao Senado — devem se intensificar a partir de fevereiro, com diálogo entre partidos aliados e lideranças políticas que ainda não integram formalmente o grupo. “A partir de fevereiro, as conversas vão avançar efetivamente para que possamos apresentar à população baiana uma chapa definida e competitiva, com ACM Neto ao governo, dois nomes ao Senado e o vice-governador ou vice-governadora”, explicou. Ao comentar o cenário nacional, Paulo Azi avaliou que a eleição presidencial ainda está em aberto e que a definição de alianças dependerá do desfecho das articulações entre partidos do campo do centro e da direita. Perguntado se a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) ajudaria ou atrapalharia a candidatura de ACM Neto na Bahia, o deputado adotou um tom cauteloso. “Ainda estamos com um cenário muito aberto em relação à eleição presidencial. Existem inúmeros candidatos. O próprio União Brasil tem um pré-candidato, que é o governador Ronaldo Caiado. Há outros nomes no campo do centro e da direita”, afirmou. Segundo ele, o ideal seria a construção de uma candidatura que consiga unificar esses setores. “Eu torço muito para que possamos sentar à mesa e buscar um nome que agregue a todos. Se isso não for possível, cada partido deve lançar o seu candidato, mas com o compromisso de que todos estejam juntos com aquele que for ao segundo turno”, concluiu. Fonte: Política Livre.

Alckmin homenageia Lewandowski após saída do governo: ‘admirável espírito público’
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, publicou neste domingo, 11, nota de agradecimento ao ex-ministro Ricardo Lewandowski, que decidiu sair do governo na última semana. No X, antigo Twitter, o vice-presidente afirmou que o agora ex-ministro da Justiça possui “admirável espírito público” e “lealdade aos valores supremos do estado democrático de direito”. Aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Lewandowski foi nomeado ministro de governo em janeiro de 2024. Dois anos depois, na quinta-feira, 8, anunciou o pedido de demissão, ao que atribuiu a questões pessoais e familiares. “Ao lhe dirigir este sincero testemunho, enalteço o alcance e a importância dos seus excepcionais serviços prestados ao nosso país, exaltando-os como dignos do respeito e da admiração de todos os brasileiros”, escreveu Alckmin. A exoneração de Ricardo Lewandowski foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) na sexta-feira, 9. Em seu lugar, assumiu interinamente Manoel Carlos de Almeida Neto, secretário-executivo do Ministério da Justiça, o cargo mais elevado abaixo dos ministros de Estado. Fonte: Política Livre.

União entre as famílias Alencar e Carleto redefine articulações políticas na Bahia
A união entre a Família Alencar e a Família Carleto consolida um marco relevante no cenário institucional e político da Bahia. O vínculo familiar recentemente estabelecido fortalece relações históricas e sinaliza uma nova etapa de cooperação política, pautada pelo diálogo, pela convergência de propósitos e pelo compromisso com a estabilidade institucional e o desenvolvimento do estado. A aproximação ganha ainda mais relevância ao reunir duas importantes forças partidárias da política baiana: o PSD, liderado pelo senador Otto Alencar, e o Avante, comandado no estado por Ronaldo Carleto. Juntas, as legendas passam a atuar de forma alinhada, ampliando a capacidade de articulação política e fortalecendo uma base sólida no cenário estadual. No contexto eleitoral, a união entre Alencar e Carleto reforça o apoio político à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Fora do governo, Lewandowski coordenará parceria da USP com o BNDES
Fora do Ministério da Justiça, Ricardo Lewandowski vai coordenar por meio do Centro Observatório das Instituições, da USP, um convênio entre a universidade e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para propor caminhos à redução dos litígios legais no poder público. A informação foi confirmada pelo presidente do banco, Aloizio Mercadante. “A parceria do BNDES com a USP para propor a modernização da gestão do Estado e reafirmar os valores da democracia vai realizar estudos, formação acadêmica e seminários, além de analisar as experiências internacionais no tema. O profundo conhecimento e a incontestável competência do ex-ministro do STF e da Justiça Ricardo Lewandowski serão fundamentais para que o país avance e afaste uma prática que gera insegurança jurídica e que compromete o investimento e o crescimento da economia no Brasil”, diz. A saída de Lewandowski ainda não foi formalizada em Diário Oficial, como estava previsto para hoje. Segundo aliados, Lula quer já indicar o substituto do ministro junto ao ato de exoneração a pedido. Fonte: Uol Notícias.