
Roberta Santana diz que regionalização da saúde é realidade na Bahia
A secretária da Saúde da Bahia, Roberta Santana, fez um panorama da situação de regionalização do setor. A titular da pasta discursou em defesa do planejamento integrado das regiões Norte e Nordeste para avanços nos serviços prestados à população, durante participação em congresso nesta terça-feira, 5. Ela ainda destacou a necessidade de construir soluções coletivas e o trabalho desenvolvido pela Bahia no processo, ainda em pronunciamento para o 9º Congresso Norte/Nordeste de Secretarias Municipais de Saúde, que acontece no Centro de Convenções de Salvador. “A regionalização da saúde é uma realidade no nosso estado, implementada através de estratégias como as Policlínicas Regionais de Saúde, que ofertam serviços em diversas especialidades a 413 municípios consorciados. Somente no semestre de 2023, já são mais 513 mil atendimentos nas Policlínicas. Regionalizar é mais que uma divisão territorial com serviços de saúde inseridos nas regiões. Regionalizar é integrar, respeitando os espaços de governança e as especificidades de cada Região”, analisou a secretária. Diretora do Departamento de Gestão Interfederativa e Participativa do Ministério da Saúde, Conceição Aparecida Pereira ressaltou que o processo de regionalização do Sistema Único de Saúde (SUS) vem buscando diminuir a fragmentação das ações e serviços de saúde, viabilizando o alcance da Integralidade da atenção à saúde da população. “Aliado o isso, o processo também tem o intuito de organizar a Rede de Atenção à Saúde, melhorando os fluxos de acesso aos pontos de atenção, tomando-os mais compatíveis com as necessidades e resolutivos para assegurar a eficiência do gasto público, além de garantir a integralidade da atenção no espaço regional e macrorregional”, afirmou. Sobre o congresso O 9º Congresso Norte/Nordeste de Secretarias Municipais de Saúde segue até quarta-feira, 6, com ampla programação de debates e palestras. Confira a programação do último dia: Quarta-feira – Manhã 9h00 – Monitoramento pós-comercialização: produtos de saúde e interesse para saúde – Eliana Fiais 9h50 – Mudanças Climáticas e as ações de vigilância em saúde ambiental – Orlando Farias de Souza 10h40 – Implantação do Kit calamidade para as emergências em saúde pública: pioneirismo do Nordeste. 11h30 – Saúde do Trabalhador na Atenção Básica – desafios para a construção das linhas de cuidado. Quarta-feira – Tarde 14h – Atuação da vigilância à Saúde do Trabalhador nos ambientes e processos de trabalho no Estado da Bahia. 14h50 – Fortalecimento da Renast/BA. 15h40 – Consórcios municipais/ intermunicipais de vigilância sanitária – Raoni Rodrigues; Hugo Roxo

Grupo de urologia celebra 35 anos de fundação e mil cirurgias robóticas na Bahia
O grupo Uroclínica da Bahia, em parceria com o Instituto Baiano de Cirurgia Robótica (IBCR), comemorou os seus 35 anos de fundação, e a marca 1.000 cirurgias robóticas realizadas por um dos sócios, Nilo Jorge Leão e equipe. O grupo teve um momento de confraternização neste domingo (20), no espaço Cloc, com a presença de destacados nomes do cenário da saúde na Bahia, tais como o presidente e a vice-presidente do Grupo Mater Dei, Henrique Salvador e Márcia Salvador, o Provedor da Santa Casa de Misericórdia da Bahia, José Antônio Rodrigues Alves, e a chefe do serviço de oncologia da Oncoclínicas Bahia, Clarissa Mathias. Os anfitriões, os urologistas Nilo Jorge Leão e o pai, Nilo Leão, ainda receberam amigos e profissionais de saúde que atuam em serviços diversos de Salvador, como os Hospitais São Rafael, Mater Dei, Aliança e Santa Izabel. “Trata-se de um momento de celebração e demonstração de gratidão do nosso grupo a todos os profissionais de saúde do nosso estado, principalmente aos nossos pacientes. Esse marco ressalta a força de um trabalho sério, pautado na ética, construído por meu pai nos últimos 35 anos”, comemora Nilo Jorge Leão, chefe do Serviço de Urologia do Hospital Mater Dei e do Hospital Municipal e coordenador do IBCR E da Uro-oncologia das Obras Sociais Irmã Dulce.

Retorno das máscaras? Propagação de variantes do coronavírus pelo mundo acende alerta
Limpar embalagens de batata palha com álcool, sair correndo quando alguém tosse ou não conseguir reconhecer pessoas na rua por conta das máscaras podem parecer situações obsoletas, mas será que estamos mesmo livres disso para sempre? A pandemia acabou, mas variantes e subvariantes do poderoso coronavírus continuam a circular por aí. Nesta semana, alertas de especialistas quanto à presença em massa da EG.5 e da BA.6 pelo mundo deram o que falar, fazendo muita gente sentir um frio da espinha só de pensar em ter que usar máscara novamente. As letras e os números não dizem nada aos leigos, mas os infectologistas explicam. A EG.5, também chamada de Éris, é uma variante da ômicron, enquanto a BA.6 é uma subvariante também da ômicron. Os vírus dependem dessas adaptações para sobreviver; quanto mais barreiras de proteção (pessoas que já foram infectadas ou que estão vacinadas) eles encontram, mais estratégias vão criar para encontrar um jeitinho de causar infecções. A EG.5 já foi detectada em 51 países, incluindo o Brasil, com um caso no estado de São Paulo, em uma idosa de 71 anos que já está curada e tinha o esquema vacinal completo. A BA.6, por sua vez, foi encontrada até o momento apenas na Dinamarca e Israel. A falta de evidências em outros países, no entanto, não é uma garantia. “Deixamos de fazer um controle efetivo, com testes. Isso dificulta muito a compreensão real do cenário epidemiológico para identificar em quais países as subvariantes já chegaram e ter uma previsão de quando poderiam chegar em outros”, pondera o infectologista Carlos Roberto Brites, professor titular de infectologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia. O que se sabe sobre a EG.5 e a BA.6? Segundo a infectologista Raquel Stucchi, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, a EG.5 e a BA.6 acendem um alerta no momento por conta da grande facilidade de propagação. A OMS informou, no último dia 11, que os casos de Covid-19 detectados em todo o mundo aumentaram 80% em julho, embora a mortalidade tenha reduzido 57%. A boa notícia, portanto, é que a alta taxa de transmissão não está diretamente ligada ao aumento de casos graves. Segundo Stucchi, não há indícios de aumento de internações, síndromes respiratórias agudas graves ou mortes. Além disso, “os dados indicam que, principalmente a combinação das doses das vacinas monovalente e bivalente confere proteção contra as formas graves da Covid causadas pelas variantes e subvariantes”, pontua a infectologista. As máscaras vão voltar? Durante a semana, cientistas de países onde a EG.5 e a BA.6 já se espalharam recomendaram o retorno do uso das máscaras, o que levantou a discussão também aqui no Brasil. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) emitiu uma nota técnica recomendando o uso de máscaras em ambientes fechados e aglomerações devido “ao aumento de casos de Covid-19 diagnosticados na instituição e à preocupação com nova onda da doença”. Para o Ministério da Saúde (MS) e para a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), no entanto, não há indicação para a volta dos equipamentos de proteção. Mas há ressalvas. Fernanda Grassi e Raquel Stucchi reforçam o alerta do MS de que as máscaras permanecem sendo recomendadas para imunossuprimidos, gestantes, pessoas com comorbidades e idosos, assim como para aqueles que ainda não completaram seus esquemas vacinais ou estão apresentando sintomas gripais. A principal indicação é para uso em ambientes fechados e aglomerações. Claro que qualquer máscara é melhor do que nenhuma, mas a indicação é de que as de tecido precisam ser deixadas de lado. A mais indicada é a PFF2 ou N95, que oferecem uma barreira de proteção melhor. Elas podem ser utilizadas por até 24 horas. Caso não seja possível, a segunda indicação é a máscara cirúrgica. Essa precisa ser trocada a cada seis horas, no máximo, ou em caso de presença de sujidade ou umidade. Lembrando que elas devem cobrir o nariz e a boca, estando bem ajustadas e indo até embaixo do queixo” A estudante Letícia Teixeira, de 20 anos, nunca deixou de usar máscara. Ela mora com os avós, que ainda se sentem inseguros por questões de saúde. “Uso em ambientes fechados ou com muita gente. No trabalho, na faculdade, no transporte público. Se eu vou na praia ou em lugares mais tranquilos, aí fico sem”, conta. A doutoranda em saúde coletiva Beatriz Klimeck, responsável pelo projeto “Qual máscara?”, também nunca deixou de usar a PFF2, mesmo relatando já ter sido alvo de piadas e até agressões na rua. Ela argumenta que o SARS-CoV-2 é um vírus que provoca uma resposta inflamatória no corpo cujos impactos ainda estão sendo descobertos pela ciência. “Como os cientistas que acompanho internacionalmente continuam fazendo uso de máscaras em ambientes internos, esta ainda é minha escolha. Usar máscaras em espaços fechados é um custo baixo para a proteção da minha saúde”, diz. A importância da vacina Para a imunologista Fernanda Grassi, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e professora da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, “não há motivo para pânico” e a explicação está na existência das vacinas que, inclusive, protegem contra variantes. “É preciso fazer uma vigilância para ver como essas variantes vão se comportar. Não estamos mais em uma pandemia, mas entramos agora numa fase epidêmica nos locais onde essas novas variantes provocam aumento de casos, mas não significa que entraremos em pandemia com lockdown ou nada disso porque já temos vacina e conhecimento; a situação é diferente de 2020 e 2021” Através das redes sociais, a ministra da saúde, Nísia Trindade, e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), fizeram um apelo para que quem ainda não completou todas as doses da vacina monovalente e não tomou a dose da bivalente se vacine. De acordo com a Sesab, apenas 30% da população a partir de 12 anos tomou a vacina bivalente, que protege contra variantes. A secretária de saúde da Bahia, Roberta Santana, recomendou que pessoas com sintomas gripais procurem o serviço de saúde para

Governo da Bahia se pronuncia sobre nova variante da Covid-19 após alerta de cientistas
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informou que está acompanhando e monitorando o cenário da Covid-19 no exterior e no Brasil. Conforme já informado, cientistas estão recomendando a volta do uso da máscara diante da descoberta de uma nova variante da Ômicron, com poder ainda maior de contaminação. A pasta informa que “realiza regularmente sequenciamento genético de amostras a fim de avaliar as variantes que circulam em nosso estado”. “Até o momento, não foi detectada a variante de interesse, no alerta emitido pela OMS”, ressaltou, respondendo ao questionamento da reportagem. A Sesab reitera ainda “a necessidade de manter uma cobertura vacinal elevada em todas as faixas etárias, bem como lavar as mãos e, em caso de sintomas gripais, usar máscara”. “Essas são as formas mais eficazes de combater o vírus”, finaliza a pasta. Até agora, essa nova subvariante não foi formalmente nomeada, mas é chamada de ‘BA.6’, e está levando alguns a temer um quadro preocupante do novo coronavírus possa surgir nas próximas semanas. Fonte: BNews.

Vigilância Epidemiológica do Estado emite alerta sobre casos de Varicela
Com o aumento da notificação de surtos da varicela (catapora) em unidades escolares em alguns municípios, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica, emitiu, nesta terça-feira (15) um alerta para os municípios baianos para serem tomadas medidas de prevenção e controle da doença. De acordo com a Sesab, o documento aponta ainda que toda a rede de saúde deve fazer notificação imediata de casos suspeitos de varicela às autoridades sanitárias municipais e estadual (vigilância epidemiológica). Dentre as medidas que devem ser adotadas estão a permanência no domicílio até que as lesões evoluam para crosta; bloqueio vacinal (vacinação seletiva de pessoas sem histórico de vacinação anterior) que deve abranger os contatos de casos suspeitos ou confirmados de varicela em creches, escolas, ambientes hospitalares e comunidades indígenas; intensificação da vacinação de rotina, com busca ativa de crianças não vacinadas; monitorar o aparecimento de casos novos. De acordo com o alerta, não há indicação de suspensão de atividades escolares, devendo ser adotadas medidas específicas para as crianças que tenham tido contato com casos suspeitos e confirmados. O alerta também descreve que as baixas coberturas vacinais representam risco iminente para ocorrência de surtos e casos graves de varicela no estado e consequente aumento dos internamentos. Este cenário justifica a necessidade de intensificação das ações de assistência e vigilância em saúde, para prevenção de casos graves e óbitos, sendo recomendada aos municípios a notificação de casos e surtos, bem como a avaliação da cobertura vacinal de rotina para busca ativa de susceptíveis nas faixas etárias elegíveis. Em 2023, até a Semana Epidemiológica 32 (até 12/08), foram notificados 443 casos de varicela, com coeficiente de incidência de 3,0 casos/100.000 habitantes no estado da Bahia. O maior coeficiente de incidência foi entre crianças menores de 1 ano de idade (16,19 casos/100.000 hab), seguido da faixa de 1 a 4 anos (8,69 casos/100.000 hab.) Até maio de 2023, o estado alcançou cobertura de 49,88% da varicela monovalente, abaixo da meta preconizada para controle da doença (maior ou igual a 95%), conforme o Tabnet/Datasus.

Políticos baianos reagem contra problemas no Planserv
Os problemas no atendimento do Planserv estão gerando as primeiras reações na classe política. O plano de saúde dos servidores estaduais está sendo preterido pelos grandes hospitais. Na última semana, relatos apontam que o Hospital da Bahia, que até então realizava atendimentos conveniados, deixou de receber pacientes do Planserv, alegando alta demanda no atendimento. Em Salvador, o Hospital Santa Izabel e o Hospital Português também deixaram de atender pelo plano de saúde. No interior, postos autorizados também pararam de prestar atendimento médico pelo Planserv. O deputado estadual Penalva (PDT) afirmou que cobrará responsabilização pela oferta de serviços de saúde precários aos servidores estaduais através do Planserv. “Tenho recebido relatos de servidores públicos, sobretudo de professores da rede estadual, categoria da qual o governador é um representante, que dizem não conseguir atendimento para casos básicos, como clínica geral. Não é justo com o servidor, que paga pelo serviço. Alguém precisa assumir essa responsabilidade”, defendeu Penalva. “Vemos um plano de saúde que sequer garante atendimento de emergência aos seus beneficiários. Nesta semana, vimos notícias de que pacientes do plano não conseguiram atendimento no Hospital da Bahia, no Santa Izabel e no Hospital Português. Precisavam de atendimento de emergência e não conseguiram”, reclamou Leandro de Jesus (PL). Servidores estaduais e sindicalistas que integram o coletivo SOS Planserv anunciaram a realização de uma audiência pública conjunta com o Ministério Público do Estado da Bahia para debater a atual gestão do Planserv. Os sindicalistas irão propor a realização de uma auditoria no plano a fim de esclarecer as causas enfrentadas pelos beneficiários para conseguir realizar consultas, exames e atendimentos de emergência. O diretor da APLB, Rui Oliveira, relatou que, há uma semana, houve reunião com a promotora de Justiça, Rita Tourinho, que pediu documentos e informações aos servidores sobre a má gestão do plano e a dificuldade de conseguir atendimentos pelo serviço de saúde. “No início de agosto, teremos uma audiência pública com o Ministério Público para discutir essa situação do Planserv, que precisa ser revitalizado. Na oportunidade, pediremos uma auditoria”, disse Rui Oliveira. Além da APLB, outros sindicados como Aduneb, Sindsefaz, SindSaúde e Simpojud também integram o coletiva SOS Planserv. O coordenador geral da Fetrab, Fábio Rosa, também criticou a contratação da Maida para gerir o Planserv: “contratar uma agência para administrar o Planserv vai na contramão do que defendemos para o serviço público. O sucateamento do Planserv vem nessa lógica. No interior, pessoas levam até três meses para marcar um procedimento”. Fonte: Tribuna da Bahia.