
Selo UNFPA Bahia 2025 reconhece 23 municípios por boas práticas em saúde e direitos
O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em parceria com o Governo da Bahia, entregou nesta sexta-feira (12/09/2025), em Salvador, o Selo UNFPA Bahia 2025 a 23 iniciativas municipais que se destacaram na saúde sexual e reprodutiva, prevenção de mortes maternas e enfrentamento da violência de gênero. A solenidade ocorreu no espaço The Latvian, na Bahia Marina, e reuniu secretárias de Estado, autoridades municipais, sociedade civil, parceiros do setor privado e imprensa. Autoridades presentes e cerimônia A cerimônia contou com a presença da Representante do UNFPA no Brasil, Florbela Fernandes, da secretária da SPM, Neusa Cadore, e da secretária da SEPROMI, Ângela Guimarães. A atriz Úrsula Corona conduziu a solenidade como mestre de cerimônias. Segundo Florbela Fernandes, “o Selo valoriza essas experiências e amplia sua visibilidade, abrindo caminhos para que possam inspirar outros municípios”. Iniciativas premiadas As ações reconhecidas incluem qualificação do pré-natal e do parto, ampliação do acesso a métodos contraceptivos de longa duração, prevenção de ISTs, promoção de masculinidades positivas, empoderamento feminino e fortalecimento da rede de proteção a mulheres em situação de violência. Todas as iniciativas foram avaliadas em duas etapas por comissão independente composta por especialistas, UNFPA, ENAP e USP. Declarações das secretarias A secretária das Mulheres, Neusa Cadore, destacou que o Selo reconhece o compromisso dos municípios e fortalece políticas públicas de proteção à vida das mulheres, enquanto a secretária da Promoção da Igualdade Racial, Ângela Guimarães, afirmou que a iniciativa convoca os municípios a garantir direitos sexuais e reprodutivos, reduzir mortalidade materna e enfrentar violência de gênero com atuação articulada entre Estado e municípios. Validade e impacto do Selo O Selo UNFPA Bahia 2025 tem validade de dois anos e integra a estratégia global do Fundo de População da ONU para reduzir desigualdades regionais, com foco em mulheres, afrodescendentes, povos indígenas, comunidades tradicionais, pessoas com deficiência, população LGBTQIA+, migrantes e refugiados. Além do reconhecimento público, as iniciativas premiadas terão práticas disseminadas em publicações oficiais e plataformas digitais do UNFPA. Exemplos de municípios premiados Em Itabuna, o projeto “Cuidar para Prevenir” fortalece o pré-natal de alto risco com atendimento multidisciplinar. Em Presidente Dutra, a ação “Autonomia Reprodutiva com Agilidade” amplia o acesso ao DIU de cobre pela Atenção Primária. Em Serrolândia, o projeto “Juventude Consciente” promove educação em saúde para adolescentes, prevenindo gravidez precoce e fortalecendo empoderamento juvenil. Produção e parcerias A solenidade foi organizada pela Oquei Entretenimento, em parceria com a relações-públicas Gis de Oliveira. Ricardo Cal, da Oquei, afirmou que o evento marca início de cooperação com a ONU e o UNFPA, enquanto Gis destacou que conexões consistentes e inovadoras ampliam a visibilidade das boas práticas e inspiram novas iniciativas de transformação social.

Salvador recebe selo da ONU por ampliar acesso a métodos contraceptivos de longa duração
A Atenção Primária à Saúde (APS) de Salvador foi reconhecida internacionalmente ao conquistar o Selo UNFPA 2025, concedido pelo Fundo de População das Nações Unidas (ONU). O prêmio destaca iniciativas inovadoras que fortalecem a saúde reprodutiva e os direitos das pessoas. A capital baiana se destacou pela expansão da oferta de contraceptivos reversíveis de longa duração na rede municipal, como o DIU de cobre e o implante subdérmico (Implanon). A medida amplia a autonomia das mulheres e promove maior equidade no planejamento familiar, especialmente para populações que tradicionalmente enfrentam dificuldades de acesso. O DIU de cobre é um método não hormonal, eficaz por até 10 a 12 anos. Já o Implanon, aplicado sob a pele do braço, libera hormônio de forma gradual e tem duração de até três anos, reduzindo consideravelmente o risco de gravidez não planejada. Reconhecimento internacional O secretário municipal da Saúde, Rodrigo Alves, afirmou que a premiação reforça o compromisso da cidade com a qualidade do atendimento. “Salvador tem dado passos firmes na promoção da saúde reprodutiva, ampliando acesso e garantindo cuidado integral. Esse selo reforça que estamos alinhados às melhores práticas globais e comprometidos em oferecer um SUS mais humano, inclusivo e resolutivo”, disse. O diretor da Atenção Primária à Saúde, Augusto Vidreira, também destacou a relevância da conquista. Para ele, a honraria mostra que Salvador está investindo em práticas que colocam a mulher no centro das decisões sobre sua saúde, valorizando o trabalho das equipes e consolidando a APS como porta de entrada e espaço de inovação dentro do SUS. Premiação A entrega oficial do Selo UNFPA 2025 acontecerá nesta sexta-feira (12), em Salvador, com a presença de gestores de saúde de diversas partes do Brasil.

Comissão aprova parecer de Leo Prates em projeto que amplia benefícios fiscais para famílias com dependentes com deficiência
A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência aprovou nesta terça-feira (9) o Projeto de Lei 1508/25, que garante benefícios fiscais no Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) a contribuintes que possuam dependentes com deficiência. O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo deputado Leo Prates (PDT-BA), que buscou adequar a proposta à Lei Brasileira de Inclusão (LBI) e a outras normas vigentes, além de aprimorar a redação legislativa para evitar interpretações equivocadas. O que muda com a proposta Pela nova versão, o contribuinte que declarar dependente com deficiência — incluindo pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) — terá direito a uma dedução tripla na base de cálculo do IRPF, desde que a condição esteja formalmente caracterizada. O substitutivo, no entanto, deixa claro que não serão aplicadas as deduções já previstas na legislação atual para despesas com educação de pessoas com deficiência, em qualquer nível de ensino ou formação técnica/profissional. Justificativa Segundo Leo Prates, a medida atende a uma demanda legítima de famílias que enfrentam custos elevados para garantir o cuidado, tratamento e inclusão de seus dependentes. O parlamentar destacou ainda que a proposta representa um avanço em termos de justiça fiscal, ao reconhecer que contribuintes em situações desiguais devem receber tratamento diferenciado. Próximos passos O projeto segue agora para análise das comissões de Finanças e Tributação, responsável pelo mérito econômico, e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), que avaliará a constitucionalidade da proposta.

Estudo sugere que consumo de carne vermelha pode reduzir mortes por câncer
Um estudo conduzido pela Universidade McMaster, no Canadá, apontou que o consumo de proteínas de origem animal — como carne vermelha, frango, peixe, ovos e laticínios — não esteve associado ao aumento do risco de morte. Pelo contrário, os dados indicaram até uma leve redução na mortalidade por câncer entre os participantes que consumiam mais esses alimentos. Os resultados foram publicados em julho na revista Applied Physiology, Nutrition, and Metabolism, a partir da análise da pesquisa norte-americana National Health and Nutrition Examination Survey III (NHANES III), que acompanhou cerca de 16 mil adultos com 19 anos ou mais. Metodologia Para dar mais robustez às conclusões, os cientistas aplicaram diferentes modelos estatísticos, incluindo técnicas avançadas como a Cadeia de Markov Monte Carlo (MCMC). Os resultados se mantiveram consistentes: não houve aumento do risco de morte por câncer, doenças cardiovasculares ou outras causas entre os participantes com maior ingestão de proteína animal. Limitações e ressalvas Os pesquisadores, no entanto, ressaltam que se trata de um estudo observacional, o que impede estabelecer relação direta de causa e efeito. Além disso, a categoria “proteína animal” abrange desde carnes processadas até pescados e ovos, o que dificulta identificar quais alimentos, especificamente, poderiam estar ligados ao efeito positivo. Essas conclusões contrastam com a posição da Organização Mundial da Saúde (OMS), que classifica carnes processadas como cancerígenas e carnes vermelhas não processadas como “provavelmente cancerígenas”. Recomendações Apesar dos achados, os autores reforçam que a orientação mais segura continua sendo manter uma dieta equilibrada, mesclando proteínas animais e vegetais e consumindo carne vermelha de forma moderada.

Ministério da Saúde lança pesquisa de satisfação sobre o programa Mais Médicos
O Ministério da Saúde iniciou nesta segunda-feira (8) a nova edição da pesquisa de satisfação do programa Mais Médicos, voltada a gestores municipais e profissionais participantes da iniciativa. O questionário ficará disponível até 8 de outubro e tem como objetivo reunir informações para aprimorar as políticas de provimento no Sistema Único de Saúde (SUS). Objetivos da pesquisa A coleta de dados busca compreender os impactos do programa nas comunidades, identificar oportunidades de melhoria e avaliar a experiência dos médicos em atuação. A iniciativa é realizada anualmente e direcionada tanto a quem gerencia o programa nos municípios quanto aos profissionais que atuam diretamente nas unidades de saúde. Segundo Aíla Vanessa de Sousa, diretora de Gestão e Provimento Profissional para o SUS (DEGEPS), a ideia é criar um ambiente seguro para que todos respondam de forma transparente: “A pesquisa é rápida e fácil de responder. Todas as informações serão mantidas em sigilo. Queremos ouvir os atores envolvidos para fortalecer ainda mais o programa.” Estrutura do questionário Gestores municipais: avaliam desempenho dos médicos, formação oferecida, impacto do programa no território, relação com instâncias de gestão e também preenchem dados sociodemográficos que ajudam a traçar o perfil da população e das equipes. Profissionais de saúde: respondem sobre sua experiência de trabalho, satisfação em diferentes aspectos da atuação e se recomendariam o Mais Médicos e a unidade onde trabalham a outros colegas. A pesquisa faz parte da estratégia do governo federal de ampliar o acompanhamento do programa e garantir maior qualidade no atendimento prestado à população.

Banco Mundial alerta: 2,6 bilhões de pessoas não têm acesso a uma dieta saudável
Um relatório do Banco Mundial, divulgado na última sexta-feira (29), revela que cerca de 2,6 bilhões de pessoas — o equivalente a 32% da população mundial — não tiveram condições de arcar com o custo de uma dieta saudável em 2024. O estudo integra o relatório Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo (Sofi) 2025, que avalia a acessibilidade de alimentos nutritivos em diferentes regiões. Desigualdade no acesso Apesar de avanços no acesso global a alimentos de qualidade, o progresso segue desigual, impactando principalmente países de baixa renda e a África Subsaariana, onde o custo de vida elevado mantém os níveis de inacessibilidade próximos de recordes. Entre 2017 e 2024, o custo de uma dieta saudável nesses países cresceu 47,5%, acima da média global de 42%. Apenas nos últimos dois anos, os aumentos foram de 7,6% (2023) e 7% (2024), sem que houvesse crescimento proporcional na renda das famílias. Em 2024, mais de 545 milhões de pessoas em países de baixa renda não conseguiram custear uma dieta saudável — um aumento superior a 20% em comparação a 2017. Regiões mais afetadas África Subsaariana: crescimento contínuo da população afetada desde 2022. Oriente Médio e Norte da África: piora nos indicadores nos últimos dois anos. Afeganistão e Paquistão: aumento expressivo da inacessibilidade alimentar. Em contraste, outras regiões apresentaram pequena melhora no período analisado. Recomendações do Banco Mundial O relatório aponta a necessidade de ações urgentes, incluindo: Investimentos em sistemas alimentares para garantir maior produção e distribuição de alimentos nutritivos; Apoio direto a famílias vulneráveis, ampliando programas de transferência de renda e subsídios; Fortalecimento do desenvolvimento econômico, de forma a refletir melhorias concretas na renda e no acesso alimentar.