
Jovens de 25 a 29 anos lideram taxa de internações por transtornos mentais na Bahia; saiba mais
A faixa etária com a maior taxa de internação por transtornos mentais e comportamentais na Bahia, no contexto da população jovem, foi a de 25 a 29 anos. O dado foi divulgado por meio do Informe II – Saúde Mental, que faz parte de um ciclo de relatórios da Fiocruz sobre a situação de saúde da juventude brasileira, demarcada entre 15 a 29 anos. O estudo acessado pelo BN apontou que foi obtido uma taxa de internação para pessoas deste público de 291,8 por 100 mil habitantes. Na segunda colocação, aparecem jovens de 20 a 24 anos, registrando uma taxa de 246,5 por 100 mil habitantes. As informações correspondem ao período de janeiro de 2022 a novembro de 2023. O grupo com a menor taxa obtida ficou na faixa de jovens de 15 a 19 anos, tendo 101,9 por 100 mil habitantes. Outras faixas, que não correspondem ao público jovem ainda notificaram: 242,5% – Pessoas de 30 anos ou mais 10% – Pessoas com menos de 15 anos PERFIL No perfil de internados, os homens lideraram a taxa de hospitalização no estado. A juventude masculina obteve uma taxa de 429,7 por 100 mil habitantes e superou a juventude feminina com 146,5 por 100 mil habitantes. Essa maior taxa de internação para homens jovens no território baiano seguiu os números nacionais, onde essa proporção ficou 57% mais alta que a taxa das garotas. Meninas com menos de 15 anos tiveram uma porcentagem de 12,7% de internação e mulheres com mais de 30 anos, 191,8. Meninos com menos de 15 anos notificaram uma taxa de 19,6% e homens com idade superior a 30 chegaram a uma taxa de 515,9. Na comparação com as 27 Unidades da Federação (UFs) no período de janeiro de 2022 a novembro de 2023, o estado fica na quarta posição com a menor taxa de internação para o sexo masculino juvenil, com 429,7 por 100 mil habitantes. A Bahia só ficou atrás do Amapá (130,8 por 100 mil habitantes); Amazonas (209,6 por 100 mil habitantes) e Roraima (298,4 por 100 mil habitantes). Já a colocação baiana na taxa de mulheres jovens internadas, no período de janeiro de 2022 a novembro de 2023, foi a quarta menor entre todos os estados. Entre as unidades federativas, a Bahia obteve uma taxa de internação para mulheres jovens na faixa de 25 a 29 anos (183,4 por 100 mil habitantes), inferior à taxa da população feminina com 30 anos ou mais. ATENDIMENTOS POR SAÚDE MENTAL A análise epidemiológica, baseada em dados do SUS (SIH, SIM, SISAB), apresentou ainda um panorama dos atendimentos na Atenção Primária à Saúde (APS). Na proporção de atendimentos por saúde mental na Atenção Primária à Saúde de pessoas de 15 a 29 anos (juventude), por UF, de 2022 a 2024, a Bahia ficou na posição de sexto estado com a menor proporção. O estado teve um percentual de 6,87% de atendimentos de saúde mental em relação ao total de atendimentos realizados na APS para a juventude. O território baiano obteve uma proporção abaixo da média nacional de atendimentos de saúde mental na APS para a juventude, que é de 11,34%. Foram registrados 417.417 atendimentos por saúde mental no período em unidades baianas e um total de 6.078.814. Os maiores percentuais de atendimentos de saúde mental na APS foram observados em Minas Gerais (16,35%) e Santa Catarina (15,93%).

Saúde anuncia R$ 9,8 bi para adaptar SUS a mudanças climáticas
O Ministério da Saúde anunciou neste domingo (30) um investimento de R$ 9,8 bilhões em ações de adaptação no Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo a construção de novas unidades de saúde e a aquisição de equipamentos resilientes às mudanças climáticas. Em nota, a pasta informou que as iniciativas integram o AdaptaSUS, plano apresentado durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém, com estratégias que preparam a rede para enfrentar impactos das mudanças climáticas. No 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (Abrascão), onde o anúncio do investimento foi feito, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, classificou a crise climática como um problema de saúde pública e destacou que, em todo mundo, um em cada 12 hospitais paralisa suas atividades por causa de eventos climáticos extremos. Durante o evento, o ministro lançou o Guia Nacional de Unidades de Saúde Resilientes, que orienta sobre a construção e a adaptação de unidades básicas de saúde (UBS), unidades de pronto atendimento (UPA) e hospitais, de forma que as estruturas possam resistir a eventos climáticos. O documento, segundo a pasta, passa a integrar projetos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC Saúde), com diretrizes sobre estruturas reforçadas, autonomia de energia e água, inteligência predial e padrões de segurança. Também foi instalado um grupo técnico responsável por detalhar as diretrizes de resiliência, formados por especialistas do próprio ministério, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Organização Panamericana da Saúde (Opas) e de conselhos de saúde. Ética em pesquisas Ainda durante o congresso, o ministério apresentou a criação da Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep). A proposta é modernizar o sistema brasileiro de avaliação ética em estudos com seres humanos. A nova estrutura, de acordo com a pasta, agiliza análises, reduz duplicidades, define critérios de risco e regula biobancos, “aproximando o Brasil das melhores práticas internacionais e ampliando sua participação na pesquisa clínica global”, avaliou o ministério. Fonte: Agência Brasil

Conquista: Jerônimo Rodrigues inaugura implantação de Radioterapia no Hospital Geral e entrega obras nesta sexta (28)
Nesta sexta-feira (28), o governador Jerônimo Rodrigues inaugura a implantação da Radioterapia no Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC) e autoriza a licitação para a reforma e ampliação da mesma unidade. O governador também autoriza a elaboração de projeto para a reforma e ampliação do Núcleo Regional de Saúde (NRS) de Vitória da Conquista. Ainda em Conquista, às 14h30, o governador participa da Feira Saúde Mais Perto – Projeto Mulher Negra e Quilombola: Desafios Sociais e Econômicos, no Colégio Estadual Euclides Dantas. Em seguida, Jerônimo visita o Serviço Territorial de Apoio à Agricultura Familiar (SETAF), onde dará por entregue várias obras, incluindo pavimentações e drenagens na sede e em povoados, requalificação de praças e a implantação de diversos sistemas de abastecimento de água para distritos no município. Fonte: Sudoeste Digital.

Senado aprova projeto que garante aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de endemias
Com 57 votos a favor e nenhum contra, foi aprovado no plenário do Senado o projeto de lei complementar 185/2024, que regulamenta a aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. O projeto segue agora para a Câmara dos Deputados. A sessão foi acompanhada no plenário por dezenas de agentes comunitários. Os agentes foram a Brasília saídos de diversos estados, representando mais de 400 mil desses profissionais de todo o país. O projeto, de autoria do senador Veneziano Vital do Rego (MDB-PB), foi destacada pelos senadores como um marco para a categoria, mas também como um potencial problema fiscal para União, estados e municípios. O governo federal chamou o projeto de “pauta-bomba”, pelo tamanho do impacto que terá para as contas públicas. Antes de proclamar o resultado, o senador Davi Alcolumbre fez uma discurso rebatendo as críticas que recebeu por pautar um projeto que seria uma “bomba-fiscal”. Os agentes comunitários de saúde (ACS) e os agentes de combate às endemias (ACE) são profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) com funções distintas e complementares na preveção e promoção da saúde. O ACS visita domicílios, identifica necessidades de saúde, orienta famílias, estimula práticas preventivas e garante o vínculo entre a população e a unidade básica. Já o ACE atua diretamente no controle de doenças endêmicas, vistoriando residências e terrenos, inspecionando locais de risco, aplicando larvicidas e orientando sobre prevenção de enfermidades como dengue, malária, leishmaniose e Chagas. O projeto regulamenta o que está previsto na Emenda Constitucional 120, para garantir aposentadoria com integralidade (salário integral) e paridade (reajustes iguais aos da ativa) para os agentes que cumprirem os requisitos mínimos de idade e tempo de serviço. De acordo com o texto, relatado pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT), agentes homens poderão se aposentar aos 52 anos. Já as agentes mulheres, aos 50. Essa aposentadoria, entretanto, acontecerá desde que tenham ao menos 20 anos de efetivo exercício na função. Há ainda a possibilidade de aposentadoria com 15 anos na atividade e mais 10 em outra ocupação. A proposição aprovada nesta terça também assegura pensão por morte com os mesmos benefícios e contempla casos de readaptação funcional por motivo de saúde. Atualmente, a grande maioria dos agentes comunitários se aposenta pelo INSS, recebendo: benefício limitado ao teto do INSS; sem paridade; sem integralidade. O projeto muda completamente esse cenário. Se for aprovado pela Câmara e posteriormente sancionado pelo presidente da República, os ACS e ACE poderão se aposentar: ganhando exatamente o último salário da ativa (integralidade); recebendo os mesmos reajustes concedidos aos servidores em atividade (paridade). Essa condição garantida aos agentes é rara desde que o Congresso aprovou a última reforma da Previdência, que praticamente extinguiu essas duas garantias para servidores.

Mal silencioso: entenda a doença que causou a morte de jovem durante simulado de vestibular
O caso da jovem Gabriela Godói de Oliveira, de 18 anos, que morreu após passar mal enquanto realizava um simulado de vestibular na escola, na última quarta-feira (19), acende um alerta para uma doença silenciosa: o Acidente Vascular Cerebral (AVC). Gabriela era aluna do 3º ano do Ensino Médio no Colégio Pessoa, na cidade de Franca, interior de São Paulo. Ela chegou a ser atendida às pressas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu. A doença, que era comumente ligada às pessoas de mais idade, está se tornando mais presente entre os jovens. É o que afirma o neurologista e coordenador da UTI Neurológica do Hospital Mater Dei Salvador, Dr. Jamary Oliveira: “A gente tem observado um aumento do número de casos de AVC em pacientes mais jovens”. Segundo ele, essa mudança no perfil dos pacientes é um resultado de vários fatores. “A exposição a drogas lícitas e ilícitas. O tabaco, os vapes, que são os cigarros eletrônicos, estão sendo mais comumente consumidos na população jovem. E as drogas ilícitas também como cocaína, heroína, etc., que também aumentam a chance do indivíduo ter AVC”, revela. Fator emocional O neurologista destaca também a obesidade e negligência com a assistência médica como fatores importantes nesta faixa etária. “Tem a epidemia de obesidade que tem acometido muitos pacientes, jovens com os maus hábitos alimentares. E aquela sensação do jovem de ser invencível, de que nunca vai acontecer com ele. Tipicamente, o jovem não procura assistência médica, não faz prevenção, não usa medicação com mais frequência do que o paciente idoso, que é mais resiliente quanto às ocorrências de saúde que vão acontecendo com o passar da idade”, diz. O médico também aponta que o AVC pode ser provocado por gatilhos emocionais, principalmente em situações de estresse. “Você pode desenvolver. Existe alguma predisposição genética a ter essa repercussão. E algumas pessoas, claro, com antecedentes de doenças psiquiátricas prévias, elas também têm uma predisposição maior de ter essa ocorrência”, fala. Tem ainda a hipertensão, a diabetes, o colesterol elevado, a dislipidemia, o tabagismo e o sedentarismo como exemplos de fatores que podem contribuir para uma ocorrência de AVC. O que é AVC? O acidente vascular cerebral é uma doença que ocorre quando os vasos sanguíneos ficam obstruídos ou se rompem. “Tanto em uma situação quanto em outra, como os vasos sanguíneos são responsáveis por levar sangue, nutrientes e oxigênio para algumas áreas do cérebro, quando falta essa irrigação do cérebro, você tem sintomas de disfunção de uma parte do cérebro”, acrescenta Dr. Jamary Oliveira. Por isso, a pessoa que sofre um AVC perde os movimentos de uma parte do corpo, deixa de sentir uma parte do corpo, ou perde parte da visão. “Acontece pela perda desse suprimento sanguíneo”, completa o médico. Quando o acidente vascular é causado pela obstrução do vaso sanguíneo, ele é chamado isquêmico. Já quando há o rompimento do vaso, é chamado de hemorrágico. Mal silencioso Por ter tantas origens e muitas delas nem sempre diagnosticadas, o acidente vascular cerebral se torna uma bomba relógio. “Por conta dessa ocorrência ser de forma súbita, os sintomas acontecem de uma hora para a outra”, explica o neurologista. Os pacientes que não procuram o médico regularmente são os que mais sofrem com a doença. “Assim, nunca detectam que tem hipertensão, diabetes, dislipidemia, doenças silenciosas que você só vai saber se for no médico regularmente. Então, essa é a primeira característica do indivíduo que pode sofrer um AVC”, revela. Mas, não adianta ir ao médico e ignorar o diagnóstico. Tão ruim quanto aqueles que abdicam da assistência médica são aqueles que ignoram os sintomas. “Os que não se cuidam, no sentido de controlar coisas que são mais aparentes, também aumentam o risco do segundo, do terceiro AVC”, atesta o profissional. Prevenção A prevenção é a maior arma contra a doença. Segundo o Dr. Jamary Oliveira, cuidar dos fatores que podem causar o acidente vascular é o primeiro passo. “Combater a obesidade, a hipertensão, diabetes, se alimentar melhor, fazer atividade física, evitar fumar”, lista. Ele ainda acrescenta que essas práticas em conjunto podem reduzir o risco da ocorrência do primeiro AVC em 90%. Há também medicamentos para minimizar o impacto do AVC e reduzir a chance de sequelas e mortalidade. “A gente fala que o AVC é uma doença ‘tempo-dependente’. Então, quanto mais cedo a pessoa é levada para uma assistência médica especializada, mais chances ela vai ter de uma recuperação plena e de retornar às suas atividades plenas. Já tivemos vários pacientes jovens, como essa estudante, que tiveram AVC e recuperaram plenamente a sua capacidade de voltar a trabalhar, estudar e ter uma vida produtiva após o evento”, finaliza. Fonte: Correio 24 horas.

Em cinco anos, procedimentos por câncer de próstata em homens mais jovens crescem 1.400% na Bahia
A preocupação com o câncer de próstata tem começado cada vez mais cedo entre homens mais jovens. Ainda que o risco para a doença seja maior a partir dos 50 anos, homens nas faixas etárias até 49 anos fizeram 14 vezes mais procedimentos por conta do tumor na Bahia. Em cinco anos, entre 2020 e 2024, os procedimentos ambulatoriais para câncer de próstata em homens com até 49 anos saltaram de 679 para 9.699 – ou seja, um crescimento de mais de 1428%, segundo Ministério da Saúde. Em 2025, os dados até agosto também indicam a tendência de aumento, já que chegam a 8.896. No Brasil, segundo o Sistema de Informação Ambulatorial (SIA) do SUS, também houve alta de 161%, com 7.423 atendimentos em 2020 contra 19.415 intervenções ambulatoriais em 2024. Já em 2025, até agosto, foram 15.748 ocorrências. O número de procedimentos, contudo, não corresponde exatamente ao total de pacientes atendidos. Isso porque, de acordo com o Ministério da Saúde, uma mesma pessoa pode ter feito mais de um procedimento ou ter sido internada mais de uma vez ao longo de seu tratamento. Mesmo assim, um aumento tão expressivo é multifatorial, como explica o cirurgião robótico Lucas Batista, chefe dos serviços de urologia da Universidade Federal da Bahia e do Hospital Cárdio Pulmonar. Um deles é justamente a maior disseminação de informações sobre a necessidade de consultar um urologista e fazer o exame de PSA (Antígeno Prostático Específico). O médico considera que isso aumentou nos últimos 15 anos, especialmente pela atuação das sociedades médicas, dos hospitais e da imprensa. “Existe uma mudança de geração, com uma massificação maior de informações. As pessoas estão conseguindo entender melhor essas questões e isso ajuda mais gente procurar o médico e não deixar para a última hora”, analisa. Não é possível, segundo ele, afirmar que os tumores de próstata são mais frequentes hoje do que eram há alguns anos. Por outro lado, há uma tendência maior de diagnósticos mais precoces. “Antes, a gente dava diagnósticos de paciente com 60 anos. Agora, essas pessoas estão recebendo o diagnóstico com 50 anos”, pontua. O oncologista Denis Jardim, líder nacional da especialidade de tumores urológicos da Oncoclínicas, faz uma ponderação semelhante: o crescimento não significa, necessariamente, que mais homens jovens estejam desenvolvendo a doença. Ele também acredita que o aumento se relaciona com a maior conscientização, a ampliação do acesso à rede de saúde e a mudança de comportamento em relação ao autocuidado masculino. “Campanhas de prevenção, especialmente o Novembro Azul, vêm contribuindo para que mais homens, inclusive abaixo dos 50 anos, busquem uma avaliação médica preventiva. Também observamos um movimento gradual de redução do preconceito em relação às consultas e exames, aliado ao desejo de envelhecimento saudável e ao acesso mais amplo à informação”, afirma. Precoce É comum que existam diferenças no comportamento do tumor de próstata entre faixas etárias. “Quando o câncer de próstata aparece em homens mais jovens, ele pode apresentar características mais agressivas e evolução mais rápida. Já em pacientes mais velhos, podem ser diagnosticados casos de evolução mais indolente e a vigilância ativa pode ser uma estratégia segura. Como isso não é uma regra, cada caso precisa ser avaliado individualmente”, explica o oncologista Denis Jardim. Diagnosticar o câncer de próstata cedo pode fazer muita diferença para o tratamento. Isso porque os tumores de próstata costumam ter desenvolvimento lento, além da baixa taxa de mortalidade. Segundo o cirurgião robótico Lucas Batista, alguns pacientes chegam a passar cinco anos com o tumor não diagnosticado e 90% dos casos são de risco baixo ou intermediário, com boas chances de cura. Nas fases iniciais, contudo, o mais comum é que os pacientes não tenham sintomas. Nos estágios mais avançados, por outro lado, alguns sinais são dificuldade para urinar, aumento da frequência urinária, presença de sangue na urina ou no sêmen, dores na pelve, quadris e costas. “Só 10% (dos tumores) são de maior risco. Mas se a pessoa não tem um diagnóstico e evolui com esse tumor, pode evoluir para um risco que vai aumentando”, explica. Hoje, uma das principais opções de tratamento para o câncer de próstata é a cirurgia robótica, que chegou ao Brasil em 2009. “Os pacientes têm muito medo de ficar impotentes e de ter incontinência (urinária). Ainda tem a possibilidade de efeitos colaterais, mas isso diminuiu. Aquele cirurgião que já opera há muitos anos consegue oferecer ao paciente essa tríade de cura oncológica, retorno da potência e da continência”, acrescenta. Há, ainda, técnicas ablativas do tumor, a exemplo da eletroporação, que usa pulsos elétricos para destruir as células tumorais. Existem, ainda, tratamentos mais conhecidos, como a radioterapia e a quimioterapia. No entanto, a quimioterapia é indicada apenas para bloqueio metastático, ou seja, para tumores que já se espalharam. Outro problema é que não existem formas específicas de prevenção do câncer de próstata. Ainda assim, manter um estilo de vida saudável é uma recomendação geral, além dos exames preventivos a partir dos 50 anos. Se o paciente tiver histórico familiar de câncer de próstata em parentes de primeiro grau, porém, isso deve ser feito a partir dos 45 anos. Fonte: Correio 24 horas.