Rodrigo Hagge (PMDB), prefeito de Itapetinga, entrou naquele beco de saída única, ou se dá bem ou se arrebenta.
Tomou posse ano passado aos 27 anos, como estrela ascendente do clã dos Hagge, sob as bênçãos do patriarca, Michel, prefeito algumas vezes, ex-deputado que também elegeu a filha, Virgínia, a mãe de Rodrigo, deputada.
Nos primeiros meses do governo ele não tem se saído bem. Dizem que quem manda na prefeitura é a mãe. Isso tudo temperado com o fato de ele ser aliado de Geddel.
Assumiu quando o líder era ministro, esperança de torneiras abertas em Brasília. Hoje, Geddel na cadeia, ele órfão politicamente e ainda tendo que se explicar.
Em um cenário desse, lá vêm supostos índios e cia, invadem a fazenda de Geddel. Rodrigo admite que até entendeu como questão política, alguém tirando proveito dos infortúnios de Geddel. Aí as invasões se alastraram. E a herança maldita assumiu ares diabólicos.
Rodrigo vai hoje a Brasília pedir socorro ao ministro da Justiça, Torquato Jardim. É tiro único: ou mostra que tem algum prestígio no combalido do governo do PMDB, o partido dele, ou se acaba.
– Em princípio se pensou que era problema político, por causa de Geddel, mas não é. Grupos de 30 a 50 armados saqueiam os pertences dos vaqueiros, fazem as famílias deles de refém. O terror se instalou, principalmente no povoado de Palmares e a PM e a Polícia Civil nada podem fazer porque se trata de supostos índios.