Os preços da gasolina e do diesel vendidos às distribuidoras pela Acelen na Refinaria de Mataripe, na Bahia, vão cair a partir da vigência da nova tabela desta quinta-feira, 16 de abril. É a primeira redução registrada nas bases baianas desde o início da nova escalada de tensões envolvendo o Irã, após uma sequência de reajustes e manutenção em patamares elevados nas últimas atualizações.
No caso da gasolina A, a queda foi de R$ 186,80 por metro cúbico, o equivalente a cerca de 18,7 centavos por litro, em todas as bases baianas comparáveis. Com isso, o combustível passou a variar entre R$ 3,9031 e R$ 3,9876 por litro, sem tributos. Já o diesel S10 recuou R$ 217,40 por metro cúbico, aproximadamente 21,7 centavos por litro, e passou a variar entre R$ 5,9267 e R$ 6,0124 por litro. O diesel S500 também caiu R$ 217,40 por metro cúbico e ficou entre R$ 5,7097 e R$ 5,7954 por litro.
Na prática, a nova tabela interrompe um movimento de pressão sobre os combustíveis na Bahia que vinha sendo observado desde o início de março e que se intensificou no começo de abril. A redução nas distribuidoras ainda não significa queda imediata e automática nas bombas, mas tende a aliviar parte da pressão sobre os preços ao consumidor nos próximos levantamentos.
Na gasolina A, os novos valores ficaram em R$ 3.953,10 por metro cúbico em Aratu, R$ 3.905,60 em Candeias, R$ 3.971,70 em Itabuna, R$ 3.987,60 em Jequié e R$ 3.903,10 em São Francisco do Conde. No diesel S10, os preços passaram para R$ 5.976,70 em Aratu, R$ 5.929,20 em Candeias, R$ 5.995,30 em Itabuna, R$ 6.012,40 em Jequié e R$ 5.926,70 em São Francisco do Conde.
Já no diesel S500, a nova tabela trouxe os seguintes valores: R$ 5.759,70 por metro cúbico em Aratu, R$ 5.712,20 em Candeias, R$ 5.778,30 em Itabuna, R$ 5.795,40 em Jequié e R$ 5.709,70 em São Francisco do Conde.
Queda interrompe sequência de pressão nos preços
Na atualização anterior, com vigência em 2 de abril, a gasolina A havia subido cerca de 12 centavos por litro nas bases baianas e passou a variar entre R$ 4,0899 e R$ 4,1744 por litro, sem tributos. O diesel S10 também teve alta semelhante, de pouco menos de 12 centavos por litro, chegando à faixa entre R$ 6,1166 e R$ 6,2023. O diesel S500, por sua vez, havia permanecido sem alteração naquela rodada, mas ainda em nível elevado, variando entre R$ 5,8996 e R$ 5,9853 por litro.
Naquele momento, o mercado já vinha acumulando forte avanço desde março, com reflexos sobre o custo do transporte, da atividade produtiva e do abastecimento no estado. A gasolina havia ultrapassado a marca de R$ 4,00 por litro nas vendas às distribuidoras, enquanto o diesel S10 já superava R$ 6,20 em parte das bases.
Os dados da nova tabela mostram que a gasolina voltou para um intervalo abaixo de R$ 4,00 por litro em todas as bases baianas analisadas, enquanto o diesel S10 recuou para patamar mais próximo de R$ 5,93 a R$ 6,01 por litro. O diesel S500 também caiu para a faixa entre R$ 5,70 e R$ 5,79.
Bahia segue com combustíveis acima da média nacional
Mesmo antes da nova redução anunciada pela Acelen, os preços médios nas bombas já haviam mostrado leve recuo na Bahia, segundo o levantamento mais recente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), referente à semana de 5 a 11 de abril.
Nesse período, a gasolina comum teve preço médio de R$ 7,40 no estado, queda de 1,1% em relação à semana anterior. Ainda assim, o valor permaneceu acima da média nacional, de R$ 6,77 por litro. O diesel comum ficou em R$ 8,05, com recuo de 1,3%, e o diesel S10 foi vendido, em média, a R$ 8,16, também com baixa de 1,1%, ambos também acima dos resultados nacionais.
Entre os municípios pesquisados, Brumado registrou a maior média da gasolina comum na Bahia, com R$ 7,97 por litro, seguido por Porto Seguro, com R$ 7,93, e Eunápolis, com R$ 7,80. Entre os principais centros, Salvador teve média de R$ 7,23, Vitória da Conquista de R$ 7,68, Guanambi de R$ 7,45 e Caetité de R$ 7,69.
Como a nova tabela da Acelen começa a valer apenas em 16 de abril, ainda será preciso aguardar os próximos levantamentos da ANP para medir com mais precisão o tamanho do repasse aos postos baianos.
Política própria da refinaria mantém Bahia descolada da Petrobras
O mercado baiano segue operando com dinâmica própria desde a privatização da Refinaria de Mataripe, em 2021. Sob controle da Acelen, a unidade não segue a política de preços da Petrobras e adota uma estratégia comercial própria, com reajustes mais frequentes e maior sensibilidade ao cenário internacional.
Nas últimas semanas, a valorização do petróleo e as tensões geopolíticas externas vinham sustentando a pressão sobre os combustíveis no estado. Agora, a nova tabela indica um alívio inicial nas vendas às distribuidoras, embora a Bahia ainda continue entre os estados com combustíveis mais caros do país.
O comportamento dos preços nas bombas nos próximos dias dependerá do ritmo de repasse pelas distribuidoras e postos, mas a nova atualização marca a primeira redução na refinaria baiana após o início da mais recente fase de instabilidade internacional associada ao Irã.