
Conquista: Em novo formato, Cyber Conquista será realizado durante um mês em diferentes espaços da cidade
O Cyber Conquista chega à 9ª edição com mudanças no formato. Antes realizado em três dias, em um único espaço, o evento passa a ser itinerante e descentralizado, com atividades de 12 de outubro a 18 de novembro em diferentes locais de Vitória da Conquista. A iniciativa é articulada institucionalmente pela Prefeitura, em parceria com o ecossistema local de inovação Inova Conquista, e reúne eventos promovidos por instituições públicas e privadas, universidades, escolas e organizações do Sistema S. Desde 2018, o Cyber Conquista aproxima empresas, empreendedores, estudantes e pesquisadores. Neste ano, a programação inclui conferências, oficinas, palestras, mentorias, exposições, apresentações de projetos e atividades culturais, além de espaços de conexão entre empreendedores, empresas e instituições. Cada organização é responsável pelas próprias atividades, e o público escolhe as que mais combinam com seus interesses. Programação 12 de outubro: espetáculo “Néu Armistrongui e o Jegue Apolo” Apresentação do Grupo de Teatro Finos Trapos, às 17h, no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima. Ingressos 13 a 17 de outubro: Semana Nacional de Ciência e Tecnologia do Ifba O Instituto Federal da Bahia (Ifba), Campus Vitória da Conquista, realiza a edição 2026 com o tema “Mulheres que transformam”. Há oficinas, palestras, exposições, demonstrações e minicursos abertos à comunidade acadêmica e ao público externo. Inscrições 21 de outubro a 3 de novembro: Semana Nacional de Ciência e Tecnologia da Uesb A Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) realiza, de 21 a 23 de outubro, o Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica e a Mostra de Extensão. No dia 3 de novembro, acontece o evento Mulheres na Ciência. A organização é do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da universidade. 5 de novembro: NAU Fest Evento da JA Bahia voltado ao empreendedorismo e à inovação. 5 e 6 de novembro: Mundo Senai Promovido pelo Senai e pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), apresenta ao público oportunidades de formação profissional, tecnologias e demandas do setor industrial. 6 e 7 de novembro: Feira Technê Plural Organizada pelo Instituto Simgular, une cultura e criatividade. 10 e 11 de novembro: Conquista Tech Experience (Cotex) Realizado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia (Secti), em parceria com o Sebrae, no estacionamento coberto G2 do Boulevard Shopping. Reúne palestras, oficinas, painéis e apresentações de projetos e de startups, com espaços de demonstração de games, robótica e realidade virtual. A Prefeitura participa por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, do programa Emprega Conquista e da Secretaria Municipal de Turismo. 13 a 15 de novembro: Nasa Space Apps Challenge Organizado pelo Hub Conquista, reúne participantes para desenvolver soluções inovadoras a partir de desafios ligados à exploração espacial. Encerramento terá lançamento do Conecta Conquista e Prêmio de Inovação O Cyber Conquista 2026 será encerrado no dia 18 de novembro, com o lançamento do Conecta Conquista e a realização do Prêmio de Inovação, em cerimônia prevista para as 18h, no auditório do Cemae. O Conecta Conquista será um portal destinado a reunir, em um único espaço, informações da Prefeitura Municipal, incluindo serviços, eventos, notícias e outros conteúdos de interesse público. A iniciativa busca facilitar o acesso da população às informações e aos serviços municipais. Na mesma ocasião, será entregue o Prêmio de Inovação, reconhecimento destinado a pessoas, empresas e instituições que se destacam por iniciativas inovadoras na região. A seleção das iniciativas ocorrerá durante o período de programação, e a população também poderá participar por meio de votação, conforme as regras que serão divulgadas pela organização. Ao reunir eventos de diferentes instituições em um mesmo calendário, o Cyber Conquista amplia as oportunidades de acesso ao conhecimento, estimula a colaboração e fortalece as conexões entre os diferentes atores do ecossistema de inovação de Vitória da Conquista e região.

Roberto Carlos realiza carreata em Juazeiro para comemorar reeleição e mobilizar apoio a Lula
O deputado estadual Roberto Carlos (PV) realizou uma carreata pelas ruas de Juazeiro, no norte da Bahia, para agradecer aos eleitores pela reeleição à Assembleia Legislativa. O ato também marcou o início de sua mobilização em apoio à candidatura do presidente Lula (PT) no segundo turno das eleições. A carreata contou com a participação do vereador de Salvador Randerson Leal (Podemos), que integra a oposição ao prefeito Bruno Reis (União) na Câmara Municipal da capital baiana e é filho de Roberto Carlos. O parlamentar acompanhou o pai no percurso pelas ruas da cidade. Durante a mobilização, Roberto Carlos agradeceu a votação recebida e destacou o compromisso de continuar trabalhando pela população baiana. “Primeiramente, agradeço a Deus por me conceder força e sabedoria para continuar essa caminhada. Meu coração está cheio de gratidão a cada pessoa que acreditou em nosso trabalho e nos deu mais uma vez a oportunidade de representar a Bahia. Essa carreata é uma forma de demonstrar meu reconhecimento ao povo de Juazeiro. Agora, temos mais uma missão: trabalhar pela vitória de Lula no segundo turno”, declarou. Com a iniciativa, Roberto Carlos reuniu apoiadores para celebrar o resultado das urnas e dar início às atividades políticas voltadas ao segundo turno da eleição presidencial. Fonte: Política Livre.

Prefeito Eduardo Hagge mostra força ampliando votação do Governador Jerônimo Rodrigues em Itapetinga
O resultado em Itapetinga mostra uma mudança política que chama atenção e coloca o prefeito Eduardo Hagge (MDB), o Tiozão, como protagonista desse novo momento. Historicamente conhecida por sua tradição conservadora e pela forte influência do carlismo, Itapetinga sempre foi um território eleitoral difícil para o PT. Durante décadas, setores ligados ao agronegócio, às classes mais abastadas e a parte da classe média mantiveram forte identificação com as forças políticas de direita e centro-direita. Porém, a expressiva votação do Jerônimo Rodrigues (PT) em Itapetinga mostram que esse cenário mudou. Em 2022, ACM Neto abriu quase 11 mil votos de frente sobre o atual Governador reeleito, em Itapetinga. Quatro anos depois, sob a liderança política de Eduardo Hagge, o quadro foi completamente transformado. Jerônimo chegou a 17.390 votos em Itapetinga, ampliando de forma expressiva sua votação em relação a 2022.

Brigada de Vitória da Conquista combate 353 focos de incêndio em dois meses
Em apenas dois meses, 55 incêndios exigiram a atuação da Brigada de Incêndio Florestal da Prefeitura de Vitória da Conquista. Entre agosto e setembro, período considerado mais crítico para as queimadas no município, as ocorrências reuniram 353 focos de fogo em diferentes pontos da cidade e da zona rural. A Serra do Periperi e os bairros Primavera, Panorama e Candeias concentraram o maior número de registros. Os números chamam atenção para um período em que as condições climáticas favorecem a rápida propagação das chamas. A falta de chuvas, associada às altas temperaturas, à baixa umidade do ar e aos ventos constantes, aumenta o risco de incêndios. Nas últimas semanas, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) tem emitido alertas de baixa umidade para a cidade, o que exige cuidado redobrado. Para enfrentar essas ocorrências, a Prefeitura mantém uma estrutura que envolve diferentes secretarias e órgãos municipais. Na linha de frente está a Brigada de Incêndio Florestal da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), formada por sete brigadistas, com viatura própria e suporte de caminhões-pipa. A prioridade da equipe são as áreas de preservação ambiental e de vegetação arbórea, mas a Brigada também atua em áreas urbanas e presta suporte ao Corpo de Bombeiros quando necessário. Um incêndio pode ter vários focos A diferença entre o número de incêndios atendidos e a quantidade de focos identificados ocorre porque uma mesma ocorrência pode apresentar diversos pontos de fogo espalhados por uma determinada área. Secretário de Meio Ambiente, Diêgo Gomes destaca a atuação da Brigada na proteção do meio ambiente em todo o município. “A gente tem uma equipe diuturna atuando, inclusive nos finais de semana. Trabalhamos, principalmente, na área da Serra do Periperi, também na reserva do Poço Escuro, que está inserida dentro da serra, e em alguns locais nas proximidades em que somos solicitados. A equipe vai, por exemplo, na parte do Primavera. Naquele incêndio é identificado 5, 6, 10 focos, então não é só chegar em uma área pequena e apagar. Os focos estão em diversos locais daquela chamada. Por isso há essa diferença entre os incêndios e os focos”, explica. Prevenção também depende da população Diêgo reforça a importância da colaboração da população no combate às queimadas. “A gente pede para a população evitar juntar lixo com o próprio entulho e colocar fogo também, porque pode ir se alastrando. A Semma vem atuando num trabalho de prevenção, como nós fizemos na região do Guarani, com a limpeza da área, com a retirada de resíduos, e pede a compreensão da população nesse auxílio, até porque o município tem diversos pontos de descarte de material”, completou. No início do mês de agosto, a Semma realizou, em parceria com o Tiro de Guerra 06-006, um mutirão de limpeza na Serra do Periperi, para diminuir os riscos de focos de incêndio na unidade de conservação de Mata Atlântica. O espaço conta com importantes áreas de preservação ambiental, como a Reserva do Poço Escuro, o Herbário Sertão da Ressaca e o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), além de escolas e outras construções existentes na região. O trabalho do Governo Municipal na resposta a situações de focos e incêndios envolve outras equipes especializadas para prestar apoio à população nos momentos de emergência. A Coordenação Municipal de Defesa Civil (Compdec) deve ser acionada em casos de incêndio ou sinistros que gerem riscos à população, às edificações ou ao patrimônio. A atuação ocorre de forma integrada aos demais órgãos, com foco na avaliação de segurança, mitigação de riscos pós-sinistro e assistência às pessoas afetadas. Em caso de incêndio em andamento ou risco iminente à vida, ligue imediatamente para o Corpo de Bombeiros (193) e saia do local. Depois do incêndio, a Defesa Civil realiza a vistoria técnica do imóvel, registra os danos estruturais e articula o encaminhamento das famílias atingidas para a rede de assistência social do município. Os telefones da Defesa Civil são (77) 3229-3456 e (77) 98856-5070. Assistência Social No âmbito do Sistema Único de Assistência Social, a Secretaria Municipal de Assistência Social, Habitação Social e Direitos Humanos (SASHDS) possui o serviço de proteção social em situações de calamidade pública ou emergência, como nas ocorrências de incêndio que afetem a comunidade. Trata-se de um serviço que está na tipificação nacional de serviços socioassistenciais e que tem como objetivo ofertar proteção e apoio às famílias vítimas de desastres de forma temporária e emergencial. A coordenadora de Proteção Social Especial, Tainá Alves, explica a atuação da pasta nesses casos. “Quando há uma situação de calamidade pública ou de emergência, como a questão das enchentes, dos deslizamentos e incêndios, a gente aciona uma equipe capacitada para atender essas famílias. A partir disso, a equipe faz a escuta, faz o primeiro acolhimento a essas pessoas e verifica se há uma situação de desalojamento ou desabrigamento para iniciar as intervenções. Elas vão desde um apoio temporário emergencial a um aluguel social”, afirma. A equipe da SASHDS se dirige até o local das ocorrências para identificar quais são as vulnerabilidades que a família está vivenciando. A secretaria pode ofertar alojamento provisório ou uma referência comunitária de acolhimento. A SASHDS também pode disponibilizar itens de subsistência e encaminhar as pessoas para benefícios eventuais.

Após naufrágio de Geraldo Júnior, PT mira renovação e quatro mulheres despontam para disputar Salvador em 2028
O PT aposta na renovação política para definir quem representará o partido na disputa pela Prefeitura de Salvador em 2028. Depois do fracasso eleitoral do vice-governador Geraldo Júnior (MDB), em 2024, a legenda busca um nome capaz de enfrentar o grupo político liderado pelo prefeito Bruno Reis (União) e por seu antecessor, ACM Neto (União). Entre as alternativas que começam a ganhar espaço estão três petistas e uma comunista, todas mulheres e com trajetórias distintas na política baiana. A necessidade de mudar a estratégia ficou evidente nas urnas há dois anos. Escolhido para encabeçar a chapa governista, com o apoio do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do presidente Lula (PT), Geraldo Júnior protagonizou um verdadeiro naufrágio eleitoral. Terminou a disputa em terceiro lugar, com apenas 10,33% dos votos válidos, atrás até de Kleber Rosa (PSOL), que alcançou 10,43%. Bruno Reis, por sua vez, foi reeleito no primeiro turno com impressionantes 78,67%, deixando a oposição praticamente sem reação. Com o fim da atual gestão de Bruno Reis, serão 16 anos consecutivos de governos do grupo político de ACM Neto na capital baiana. O desafio do PT, que nunca conseguiu eleger um prefeito de Salvador, será romper essa hegemonia. E o cenário não promete facilidades. Entre os nomes que podem surgir no campo governista estão a vice-prefeita Ana Paula Matos (PDT), o deputado federal Léo Prates (Republicanos) e até o próprio ACM Neto. Nas eleições deste ano, o PT saiu das urnas com três nomes que podem entrar no debate sucessório: as deputadas estaduais eleitas Rowenna Brito e Vilma Reis, além da deputada federal eleita Maria Marighella. Fora do partido, mas dentro da federação de esquerda, aparece a deputada estadual Olívia Santana (PCdoB), que há anos defende maior protagonismo feminino nas disputas majoritárias. Rowenna Brito – Ex-secretária estadual da Educação, Rowenna Brito é um dos nomes mais próximos politicamente do governador Jerônimo Rodrigues. Sua trajetória está ligada à área educacional e à gestão pública, tendo ocupado uma das pastas mais importantes do governo baiano. A eleição para a Assembleia Legislativa, com 137.266 votos, ampliou seu espaço político e lhe deu uma vitrine própria. Rowenna não esconde o desejo de disputar a Prefeitura de Salvador. O principal obstáculo, porém, pode estar justamente no Palácio de Ondina. Embora tenha uma relação de confiança com Jerônimo, a eventual candidatura dependerá de uma articulação que ultrapassa os limites do PT. Vilma Reis – Socióloga, ativista do movimento negro e defensora dos direitos humanos, Vilma Reis representa outra vertente do PT. Com trajetória construída nos movimentos sociais e no enfrentamento ao racismo, ela defende há anos que Salvador, cidade de população majoritariamente negra, tenha uma candidatura negra identificada com essa realidade. Na eleição de 2020, Vilma chegou a colocar seu nome à disposição do partido, mas a articulação política conduzida pelo governo estadual terminou com a escolha de Geraldo Júnior. O resultado desastroso do emedebista, que sequer conseguiu superar o candidato do PSOL, pode servir agora como argumento para quem defendia uma alternativa petista. A chegada de Vilma à Assembleia Legislativa acrescenta um novo elemento ao debate. Sua eventual candidatura permitiria ao PT apostar em uma liderança negra, feminina e com forte identidade com as pautas sociais da capital, embora ainda precise demonstrar capacidade de ampliar seu eleitorado para além dos segmentos em que já possui reconhecimento. Maria Marighella – Eleita deputada federal neste domingo, Maria Marighella chega à discussão com uma trajetória que combina atuação cultural, experiência legislativa e passagem pelo governo Lula. Neta do militante comunista Carlos Marighella, ela foi vereadora de Salvador e deixou o mandato municipal para assumir a presidência da Fundação Nacional de Artes (Funarte), vinculada ao Ministério da Cultura. Atriz e produtora cultural, Maria construiu sua atuação política em torno da cultura, da democracia e dos direitos sociais. Sua eleição para a Câmara dos Deputados, com 108.418 votos, fortalece seu nome dentro do PT e amplia sua projeção política. A ex-vereadora também representa uma renovação geracional na legenda. A passagem pelo governo federal e a experiência na Câmara Municipal podem funcionar como credenciais para uma eventual disputa em Salvador. Por outro lado, a eleição para um mandato de quatro anos em Brasília pode pesar na decisão de entrar, apenas dois anos depois, em uma nova campanha. Olívia Santana – Entre as quatro mulheres, Olívia Santana é quem acumula uma das trajetórias mais longas na política soteropolitana. Deputada estadual pelo PCdoB, já foi vereadora de Salvador e secretária municipal de Educação e Cultura, além de ter ocupado cargos no governo estadual. Olívia também conhece uma disputa pela Prefeitura. Em 2020, foi candidata pelo PCdoB e terminou a eleição em sexto lugar, com 4,49% dos votos válidos. Apesar do resultado, manteve presença no debate político da capital, sobretudo nas pautas relacionadas à educação, às mulheres e ao combate ao racismo. Sua eventual candidatura, contudo, dependerá de uma negociação dentro da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. A tendência é que os partidos procurem construir uma candidatura única, o que poderá colocar Olívia em concorrência direta com as três petistas. A dois anos da eleição, nenhuma dessas alternativas está consolidada. O PT terá que decidir se aposta em uma liderança com forte ligação com o governador, em uma representante histórica do movimento negro, em um nome de projeção nacional ou em uma política experiente de um partido aliado. Mais do que escolher uma candidata, o desafio será evitar a repetição de 2024, quando a força da máquina estadual e o apoio de Lula não foram suficientes para impedir uma derrota expressiva. A renovação pode ser o caminho, mas a experiência recente mostra que apenas reunir partidos e lideranças em torno de um nome não garante votos na capital baiana. Fonte: Política Livre.

Pulverização de votos deixa Vitória da Conquista com apenas três deputados estaduais e sem representante federal
Terceiro maior colégio eleitoral da Bahia, Vitória da Conquista saiu das eleições de 2026 com um resultado que abriu uma discussão entre lideranças políticas locais: apesar do tamanho de seu eleitorado e da quantidade de candidatos ligados ao município, a cidade conseguiu eleger diretamente apenas três nomes com base política local para a Assembleia Legislativa da Bahia e ficou sem representante próprio na Câmara dos Deputados. Os três deputados estaduais que permanecem como representantes conquistenses são Zé Raimundo (PT), Fabrício Falcão (PCdoB) e Tiago Correia (PSDB). O resultado contrasta com a quantidade de votos distribuída entre candidaturas locais e nomes de outras regiões e levou o candidato a deputado estadual Wagner Alves (União), marido da prefeita Sheila Lemos (União), a defender uma discussão sobre o chamado “voto útil” no município. Mais votado para deputado estadual dentro de Vitória da Conquista, Wagner recebeu 33.397 votos na cidade, mas não conseguiu se eleger. No conjunto da Bahia, chegou a 53.451 votos e terminou na suplência do União Brasil. Só Conquista respondeu por 62,5% de toda a votação obtida por ele. Após o resultado, Wagner atribuiu a redução da representação conquistense, entre outros fatores, à pulverização das candidaturas. “Gente lançou seu nome para que eu não pudesse me eleger por Conquista. Pessoas que não tinham a menor condição de eleição, por qualquer vertente que olhasse, qualquer pesquisa que fizesse. Se precisar, falo os nomes depois. Poderíamos ter hoje no mínimo quatro deputados, independentemente do campo político”, afirmou. Para Wagner, a fragmentação ultrapassou as diferenças partidárias. “É uma tristeza para Vitória da Conquista. Caímos para dois (ele não cita Tiago). Poderíamos estar comemorando de cinco a seis deputados em Conquista, que tem votos suficientes tranquilamente, tem tamanho para isso. E estamos amargando dois representantes na Assembleia e nenhum na Câmara. Temos que valorizar o voto útil”. O candidato também fez uma autocrítica ao reconhecer que as disputas ocorreram dentro de seu próprio campo. “Lamento, como conquistense, não termos valorizado isso. Ficamos fazendo guerrinha interna, o meu grupo político inclusive. Às vezes, guerra de ego mesmo”, disse. Zé cai, Fabrício cresce Entre os eleitos, Zé Raimundo garantiu mais um mandato na Assembleia com 74.853 votos em toda a Bahia, dos quais 27.715 foram conquistados em Vitória da Conquista. Apesar da reeleição, o petista perdeu terreno em sua principal base eleitoral. Em 2022, havia recebido 32.009 votos no município. A redução foi de 4.294, ou 13,4%. Fabrício Falcão fez o movimento contrário. O deputado do PCdoB recebeu 21.456 votos em Conquista** e terminou a eleição com 64.753 na Bahia, garantindo a reeleição. Em 2022, havia conquistado 11.315 votos na cidade. Ou seja: praticamente dobrou sua votação local, com crescimento de quase 90% em quatro anos. O quadro poderia ter sido diferente. Além de Wagner, outro candidato com forte votação na cidade terminou na suplência. Ex-prefeito de Belo Campo, Quinho Tigre (PSD) recebeu 17.791 votos em Vitória da Conquista e 56.183 em toda a Bahia. Sua esposa, Léia de Quinho (PSD), é vereadora conquistense. Racha na base – Os números também expuseram a divisão do campo político liderado pela prefeita Sheila Lemos. Enquanto a gestora concentrou esforços na candidatura do marido, Wagner Alves, outros nomes de centro e direita disputaram o mesmo eleitorado. A vereadora Dra. Lara Fernandes (Republicanos), esposa do vice-prefeito Aloísio Alan (Republicanos), obteve 10.415 votos para estadual em Conquista e terminou na suplência. A disputa entre as duas candidaturas provocou um racha público entre os grupos da prefeita e do vice-prefeito. A tensão chegou ao auge durante a passagem de Flávio Bolsonaro (PL) por Vitória da Conquista, em setembro. No aeroporto, Lara discutiu com apoiadores de Wagner, chamou Sheila de “oportunista” e, em meio à confusão, parte dos presentes chegou a gritar “Fora, prefeita”. Apesar da disputa municipal, os dois grupos estavam alinhados à candidatura presidencial de Flávio. Outro conquistense, o deputado Tiago Correia (PSDB), também chegou às urnas após romper politicamente com Sheila. O deputado perdeu o apoio da prefeita depois que ela decidiu lançar Wagner para a Assembleia. Tiago obteve apenas 7.238 votos em Vitória da Conquista, contra 10.793 em 2022, mas conseguiu renovar o mandato graças ao desempenho no restante da Bahia, onde somou 65.969 votos. Ainda na disputa estadual, Dr. Marcos Adriano (PDT), outro nome ligado à cidade, recebeu 4.611 votos. Já o deputado bolsonarista Diego Castro (PL), que não tem Conquista como sua principal base, conseguiu 5.852 votos no município. Castro acabou reeleito com 160.305 votos em toda a Bahia, a segunda maior votação para a Assembleia. Sem federal – Na disputa pela Câmara dos Deputados, na qual a prefeita se dividiu entre diversos postulantes, a pulverização também ficou evidente — e produziu um resultado ainda mais significativo: Vitória da Conquista perdeu a representação direta que mantinha em Brasília. O deputado Waldenor Pereira (PT) liderou a votação para federal na cidade, com 33.269 votos, mas os 96.378 conquistados em toda a Bahia não foram suficientes para assegurar sua reeleição. Ele terminou como suplente e deixa a Câmara após quatro mandatos consecutivos como deputado federal. A vereadora Lúcia Rocha (MDB), uma das figuras mais conhecidas da política conquistense e candidata à Prefeitura em 2024, também tentou chegar a Brasília. Ela recebeu 12.159 votos no município, desempenho bem inferior aos 25.161 votos que havia conquistado na cidade quando disputou uma cadeira de deputada estadual em 2022. Terminou como suplente. A Delegada Gabriela Garrido (PV), outro nome ligado a Vitória da Conquista, recebeu 8.201 votos no município e também não se elegeu. Enquanto candidaturas da terra ficaram pelo caminho, nomes de fora conseguiram retirar parcelas expressivas do eleitorado conquistense. A médica Dra. Raissa Soares (PL) foi a segunda candidata a federal mais votada na cidade, com 15.608 votos, e conseguiu se eleger. Roberta Roma (PL) obteve outros 8.522 votos, enquanto Capitão Alden (PL) somou 4.299. Os três foram eleitos e mostraram a força do bolsonarismo na cidade. Outro eleito deputado federal com boa votação em Conquista foi Carlos Muniz Filho (PSDB), que recebeu 5.022 votos no município, com o apoio