No Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção ao suicídio, a psicóloga Aline Graffiette, CEO da Mental One, chama atenção para os grupos considerados mais vulneráveis: adolescentes e idosos.
Segundo a especialista, nos jovens, o risco está associado à ansiedade típica da fase e à dificuldade de enxergar perspectivas de futuro. Já nos idosos, a desesperança é apontada como um dos principais gatilhos.
“Não é porque o adolescente é quieto que isso significa um alerta. O que deve chamar atenção é a mudança brusca de comportamento. Se antes era extrovertido e passa a se isolar, ou se alguém reservado começa a ter explosões incomuns, precisamos acender o sinal vermelho”, explica.
Entre os sinais de risco, Aline destaca o isolamento social, a recusa de convites e alterações no padrão de interação com familiares e amigos.
“O suicídio é a única decisão sem volta. Muitas vezes, quem sofre não consegue enxergar alternativas, mas quem observa de fora pode mostrar que existem outros caminhos”, reforça.
O Setembro Amarelo busca ampliar a conscientização sobre saúde mental e reforçar a importância do diálogo aberto, da escuta atenta e do apoio profissional como formas de salvar vidas.
FONTE: JORNAL DO SUDOOESTE