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Prefeitos selam acordo para não pagarem cachês milionários às atrações durante o São João 2026. Participaram do encontro o Ministério Público e a UPB

A União dos Prefeitos da Bahia (UPB), juntamente com o Ministério Público, realizou uma importante reunião com diversos gestores municipais para discutir um tema que vinha preocupando muitas administrações: os cachês milionários pagos a atrações musicais durante os festejos juninos.

O objetivo do encontro foi estabelecer um entendimento entre os prefeitos para evitar que, no São João de 2026, continuem sendo praticados valores considerados exorbitantes na contratação de artistas. Trata-se de uma decisão que, na verdade, já deveria ter sido tomada há muito tempo.

É preciso reconhecer que, em boa parte, essa situação foi alimentada pelos próprios gestores públicos. Muitos municípios, com orçamentos modestos e enfrentando dificuldades para atender necessidades básicas da população, acabavam pagando cachês de R$ 900 mil, R$ 1 milhão ou até mais para determinadas atrações. Valores que, em muitos casos, não se justificavam diante da realidade financeira das cidades.

É claro que o mercado musical funciona pela lógica da oferta e da procura. Artistas que investem pesado em suas carreiras, em estrutura e divulgação, acabam se tornando muito demandados. No setor privado, isso é compreensível. Produtores e empresários que realizam eventos fechados, com venda de ingressos muitas vezes caros, podem negociar esses valores com base no retorno financeiro da festa.

A situação muda completamente quando se trata de eventos públicos, realizados em praça aberta e custeados com recursos do contribuinte. Nesse caso, pagar cifras milionárias se tornou algo difícil de justificar e, em muitos municípios, começou a inviabilizar a própria realização das festas juninas.

Felizmente, o bom senso parece ter prevalecido. Os prefeitos presentes na reunião reconheceram a necessidade de estabelecer limites e adotar práticas mais responsáveis na contratação das atrações.

Durante o encontro, foi citado um exemplo interessante: um prefeito que, no São João de 2025, havia pago R$ 850 mil por uma atração, conseguiu renegociar diretamente com o escritório da banda para o São João de 2026 por R$ 700 mil. Ainda é um valor elevado, mas já representa uma economia de R$ 150 mil.

Outro ponto levantado pelos gestores é a atuação de alguns escritórios que chegam às prefeituras com pacotes fechados de artistas, dificultando a negociação direta. Segundo os prefeitos, esse modelo também contribuiu para a escalada dos cachês.

O fato é que a situação estava chegando ao limite. Agora, com a mobilização da UPB, o acompanhamento do Ministério Público e o compromisso firmado entre os gestores, a expectativa é de que haja mais equilíbrio e responsabilidade nas contratações.

Se esse entendimento for realmente respeitado, quem ganha é o São João da Bahia, que continuará sendo uma das maiores festas populares do país, mas com mais responsabilidade na aplicação dos recursos públicos.

Fonte: Blog do Massinha.

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