A cidade de Potiraguá viveu, nesta última quarta-feira (19), mais um momento marcante na promoção da cultura afro-brasileira e no combate ao racismo. Foi realizada a 13ª edição do Projeto Educação Sem Cor, iniciativa criada em 2010 e que, apesar de estar em sua 15ª trajetória anual, contabiliza oficialmente 13 edições devido à suspensão por dois anos durante a pandemia da Covid-19.
O encontro aconteceu no Centro de Cultura Popular (antigo Polivalente), que recebeu um público ainda maior neste ano graças ao novo formato adotado pela organização. A proposta segue alinhada à lei que torna obrigatório o ensino da história e cultura afrobrasileira nas escolas, e o evento é considerado o carro-chefe desse trabalho pedagógico — especialmente por meio do tradicional seminário temático.
Fiel à filosofia defendida pelo diretor professor André, o projeto segue colocando os alunos como protagonistas: são eles que pesquisam, criam, produzem e apresentam tudo o que foi construído ao longo do mês, enquanto os professores atuam apenas como orientadores.
A programação foi diversa e culturalmente rica. O público acompanhou apresentações de capoeira, atividades de combate à intolerância religiosa, seminário, além de danças, pinturas, músicas, poemas e o aguardado Desfile Beleza Negra 2025 — momento em que alunas negras desfilaram no tapete vermelho, exibindo trajes, penteados e estilos que celebram representatividade e identidade. Mais do que premiar, o desfile valoriza a beleza e a força da mulher negra.
O projeto é coordenado pelos professores Gilmar — idealizador da iniciativa — e Márcio Lyrio, que mais uma vez conduziram o evento com sensibilidade e excelência.





