Os problemas no atendimento do Planserv estão gerando as primeiras reações na classe política. O plano de saúde dos servidores estaduais está sendo preterido pelos grandes hospitais. Na última semana, relatos apontam que o Hospital da Bahia, que até então realizava atendimentos conveniados, deixou de receber pacientes do Planserv, alegando alta demanda no atendimento.
Em Salvador, o Hospital Santa Izabel e o Hospital Português também deixaram de atender pelo plano de saúde. No interior, postos autorizados também pararam de prestar atendimento médico pelo Planserv.
O deputado estadual Penalva (PDT) afirmou que cobrará responsabilização pela oferta de serviços de saúde precários aos servidores estaduais através do Planserv. “Tenho recebido relatos de servidores públicos, sobretudo de professores da rede estadual, categoria da qual o governador é um representante, que dizem não conseguir atendimento para casos básicos, como clínica geral. Não é justo com o servidor, que paga pelo serviço. Alguém precisa assumir essa responsabilidade”, defendeu Penalva.
“Vemos um plano de saúde que sequer garante atendimento de emergência aos seus beneficiários. Nesta semana, vimos notícias de que pacientes do plano não conseguiram atendimento no Hospital da Bahia, no Santa Izabel e no Hospital Português. Precisavam de atendimento de emergência e não conseguiram”, reclamou Leandro de Jesus (PL).
Servidores estaduais e sindicalistas que integram o coletivo SOS Planserv anunciaram a realização de uma audiência pública conjunta com o Ministério Público do Estado da Bahia para debater a atual gestão do Planserv. Os sindicalistas irão propor a realização de uma auditoria no plano a fim de esclarecer as causas enfrentadas pelos beneficiários para conseguir realizar consultas, exames e atendimentos de emergência.
O diretor da APLB, Rui Oliveira, relatou que, há uma semana, houve reunião com a promotora de Justiça, Rita Tourinho, que pediu documentos e informações aos servidores sobre a má gestão do plano e a dificuldade de conseguir atendimentos pelo serviço de saúde. “No início de agosto, teremos uma audiência pública com o Ministério Público para discutir essa situação do Planserv, que precisa ser revitalizado. Na oportunidade, pediremos uma auditoria”, disse Rui Oliveira. Além da APLB, outros sindicados como Aduneb, Sindsefaz, SindSaúde e Simpojud também integram o coletiva SOS Planserv.
O coordenador geral da Fetrab, Fábio Rosa, também criticou a contratação da Maida para gerir o Planserv: “contratar uma agência para administrar o Planserv vai na contramão do que defendemos para o serviço público. O sucateamento do Planserv vem nessa lógica. No interior, pessoas levam até três meses para marcar um procedimento”.