A Assembleia-Geral da ONU promete fortes emoções nesta terça-feira (23). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o norte-americano Donald Trump dividirão a mesma tribuna em Nova York, num verdadeiro “duelo de discursos” que já movimenta os bastidores diplomáticos.
Será a primeira vez que Lula e Trump se enfrentam diretamente em um palco global desde que o republicano voltou ao poder. O petista abre oficialmente os trabalhos da sessão — tradição reservada ao Brasil desde 1949 — e, logo em seguida, Trump sobe ao púlpito para apresentar a visão dos Estados Unidos.
Contexto explosivo
O embate acontece em meio à crise diplomática que se intensificou nos últimos dias, depois que o governo Trump anunciou uma série de sanções contra autoridades brasileiras, incluindo restrições de visto e bloqueio de bens ligados ao ministro do STF Alexandre de Moraes e à sua família.
Lula, por sua vez, já indicou que responderá às medidas em tom firme, defendendo a soberania do Brasil, cobrando financiamento climático e criticando a “paralisia” do Conselho de Segurança da ONU.
Expectativa internacional
Analistas internacionais avaliam que o contraste entre os dois discursos será inevitável: Lula deve apostar em uma narrativa de cooperação global e multipolaridade, enquanto Trump deve reforçar sua visão nacionalista e de enfrentamento direto com organismos multilaterais, como a própria ONU e a Organização Mundial do Comércio.
Com temas como clima, guerra na Ucrânia, Oriente Médio e democracia em jogo, a expectativa é de que o “cara a cara” entre Lula e Trump se torne o ponto alto da abertura da 80ª Assembleia-Geral da ONU.