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MDB diz não ter pressa para definir rumo na chapa

Cacique do MDB na Bahia, o ex-ministro Geddel Vieira Lima afirmou que o encontro com o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), durante a comemoração de seu aniversário, não teve desdobramentos políticos. O emedebista classificou a presença do petista no jantar, realizado em Salvador, como um “gesto de delicadeza”.

Segundo Geddel Vieira Lima, o encontro não foi previamente combinado e ocorreu de forma espontânea. “Fui jantar com minha família. O governador descobriu e fez a gentileza de fazer uma surpresa. Até porque, o governador já conversou comigo. Ele já sabe a minha posição sobre a chapa. Já tivemos uma conversa absolutamente franca e leal”, afirmou.

A aproximação ocorre em meio a um cenário de incerteza sobre a permanência do MDB na chapa majoritária liderada por Jerônimo Rodrigues para as eleições de 2026. A vaga de vice, atualmente ocupada por Geraldo Júnior (MDB), passou a ser questionada após o envio de uma mensagem com críticas ao ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), que também é cotado para disputar o Senado. Em sua defesa, Geraldo alegou que o episódio foi um “equívoco tecnológico”.

Apesar do contexto político, Geddel evitou antecipar qualquer definição sobre o futuro da sigla na base governista e destacou que não há pressa para a tomada de decisões. “Não tem por que eu ficar repetindo isso. Ele tem o tempo dele. Ele vai definir a chapa e a partir daí o MDB fará as suas definições. Temos até o dia 5 de agosto para fazer as nossas definições. Não tenho pressa”, disse.

O ex-ministro do governo de Michel Temer reforçou ainda que o encontro não altera as negociações políticas em curso. “Foi um gesto de delicadeza que aumenta meu apreço pessoal ao governador, mas que não traz consequências para as nossas tratativas de composição de chapa”, completou.

Geddel também fez elogios públicos a Jerônimo em uma postagem nas redes sociais, classificando-o como “ser humano especial, humilde, verdadeiramente simples” e “diferenciado”, além de demonstrar expectativa por um entendimento que mantenha o MDB na base aliada do governo estadual.

Também em reação à repercussão do encontro, o deputado federal Lúcio Vieira Lima (MDB), irmão de Geddel, afirmou que, do ponto de vista do partido, não há dúvidas sobre a permanência do emedebista Geraldo Júnior na vaga de vice. Segundo ele, a posição interna já está consolidada, embora a condução do processo dependa do governador.

“Não tem avanço nenhum, a não ser certeza de que será Geraldo Júnior. Do que depender do MDB, está definido. Não vou avançar na posição dos outros partidos. O líder do processo é Jerônimo. Quem escolhe a hora para avançar é Jerônimo”, declarou.

Fonte: Tribuna da Bahia.

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