A pouco mais de 6 meses das eleições, o presidente Lula (PT) começa a montar a equipe que coordenará sua campanha na busca por um quarto mandato. Entre nomes que já compõem a equipe ministerial do petista, o presidente também contará com quadros históricos do Partido dos Trabalhadores na articulação e na tomada de decisões da campanha.
O coordenador-geral será o presidente nacional do PT, Edinho Silva, que dividirá as responsabilidades com o ainda ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira. É importante lembrar que Edinho será candidato a deputado federal por São Paulo.
Ainda na Esplanada dos Ministérios, três ministros devem compor a equipe de Lula e não vão concorrer a cargos eletivos neste ano: Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome), Guilherme Boulos (Secretaria-Geral do Governo) e Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária).
O trio não sairá dos cargos ocupados atualmente, ao contrário do que deve acontecer com Sidônio. Enquanto Boulos ficará responsável pela articulação com os movimentos sociais e partidos de esquerda menores, Fávaro será o encarregado de manter o diálogo com o agronegócio e o mercado financeiro. Já Wellington lidará com prefeitos e governadores – com o auxílio de Mônica Valente, atual secretária de Relações Internacionais do PT e secretária-executiva do Foro de São Paulo.
Além desses nomes, outros devem assumir responsabilidades primais na campanha, como Paulo Okamotto, ex-presidente da Fundação Perseu Abramo e tesoureiro da primeira campanha de Lula à presidência em 1989, que cuidará dos comitês regionais populares.
Gilberto Carvalho, secretário nacional de Economia Popular e Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego, assumirá a formatação da agenda de Lula. Já José Sergio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, ficará responsável pela revisão do plano de governo.
Para o marketing da campanha, Sidônio Palmeira terá a companhia do marqueteiro Raul Rabelo, que já atuou na campanha petista de 2022 e tem histórico com políticos da Bahia.
Há ainda a expectativa de que nomes ligados ao PSB, como Carlos Siqueira, e ao PSOL sejam deslocados para áreas relevantes da disputa. Lula deve definir todo o seu time até o final de abril.