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JOGOS, DO BICHO AOS CASSINOS, ESTÃO A UM PASSO DA LEGALIZAÇÃO. E POR QUE NÃO?

 

Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, e Eunício Oliveira (PMDB-CE), do Senado, mais o deputado Elmar Nascimento (DEM-Ba), presidente da Comissão que elaborou o projeto de legalização dos jogos no país, e o senador Benedito Lira (PP-AL), presidente da Comissão congênere no Senado, vão se reunir amanhã para definir o ritual de votação do projeto do Marco Regulatório dos Jogos no Brasil.

Diz o deputado Elmar Nascimento, que está tudo costurado e carimbado. 30 dias atrás houve algum ruído. O governo quis segregar o projeto, aprovando só a parte dos cassinos, deixando de fora outros penduricalhos, como o jogo do bicho.

– Nós pressionamos. Dissemos que não fazia sentido a legalização parcial depois de tantos esforços para produzir um rumo.

Elmar acredita que a aprovação deve ocorrer em 30 dias, no máximo.

Enfim, o governo, que faz vários tipos de jogos lotéricos e desta forma estatiza a jogatina, está prestes a jogar por terra um dos seus grandes tabus.

O destino da grana – O governo calcula que com a legalização, o que inclui a permissão para a construção de cassinos nos quatro cantos do Brasil, vai render algo em torno de R$ 20 bilhões, com a ressalva de Elmar:

– Isso a curto prazo, porque os desdrogramentos gera bem mais dinheiro.

E a grana, vai para onde? O governo quer que vá para o Fundo de Segurança Pública, que até hoje é dependente de liberações.

Segundo Elmar, o mais provável é que haja um meio termo, uma parte para segurança e outra para turismo.

Cassinos baianos – Pela partilha federal do direito de instalação de cassinos a Bahia ganhou o direito a dois. Um, já está quase definido, que será em Salvador.

Segundo Elmar, os três grandes empresários do ramo, Shelson Adelson, da Sands, Frank Lorenzo da Sarlita, e o MGM, também dos EUA, demonstraram interesse.

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