
Instituto Geográgico e Histórico da Bahia realiza curso sobre história das mudanças urbanas de Salvador
O Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB) oferece neste mês de março, um curso sobre a história das transformações urbanas de Salvador e da Bahia ao longo do século XX, em celebração aos 474 anos da capital baiana no dia 29 de março. A taxa de inscrição custa R$ 30. O curso “Salvador, a Bahia e o Brasil: iconografia e história – Século XX”, com carga horária de 40 horas, terão aulas online e presenciais, com atividades de campo, analisando uma farta documentação iconografica, entre outros registros de época e as fontes biográficas para ajudar a compreender um pouco das mudanças da capital baiana ao longo de todo esse tempo. As aulas serão ministradas pelo historiador e professor Rafael Dantas, de 21 de março a 27 de abril, das 19h às 21h. A inscrição pode ser feita no site do Instituto. O IGHB é uma das instituições apoiadas pelo programa Ações Continuadas a Instituições Culturais, iniciativa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) através do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA) e funciona de segunda a sexta, das 13h às 18h, em Salvador. SERVIÇO Curso: Salvador, a Bahia e o Brasil: iconografia e história – Século XX Data: de 21 de março a 27 de abril de 2023 Horário: das 19h às 21h Taxa de inscrição: R$ 30

Gilberto Gil recebe título de Doutor Honoris Causa do IFBA
Em 1951 ou 1952, ele não sabe dizer ao certo. Quando era apenas um garoto recém-ingressado no curso ginasial, como era chamado naquela época a segunda parte do Ensino Fundamental, ele subiu ao palco para fazer a sua primeira apresentação artística em uma festividade escolar do então chamado Colégio Marista. O destino quis que, mais de 70 anos depois, no mesmo espaço que atualmente abriga a Reitoria do Instituto Federal da Bahia (IFBA), o ex-garoto estudante e hoje um homem preto de barbas brancas octogenário, subisse no mesmo palco, depois de décadas subindo em palcos do Brasil e do mundo, para ser condecorado com o título de Doutor Honoris Causa pela instituição de ensino. Esse homem é Gilberto Gil, que chegou ao local acompanhado por familiares e por integrantes dos Filhos de Ghandy, que cantavam a composição feita por ele em homenagem à agremiação. A música, que fala que todos os orixás vieram ver o bloco, neste dia teve um significado diferente, servia para saudar a entrada do que os entrevistados do Portal A TARDE chamaram de “orixá vivo”. Cantor, compositor, ex-ministro da Cultura, marido, pai, avô, bisavô, imortal da Academia Brasileira de Letras, é de se pensar que Gil já viveu tudo aquilo que as pessoas se imaginam fazendo e realizando na vida. Contudo, quem pode observar ele de perto na tarde desta terça-feira, 14, no auditório da Reitoria do IFBA, viu um homem emocionado, que alternava risos e choros com as lembranças das pessoas que o homenageavam traziam da sua juventude, das suas composições, da sua fase como político e de como ele impactou com o seu trabalho a vida de cada uma delas, momentos antes de receber o primeiro título Honoris Causa concedido pela instituição de ensino. Quando foi chamado para falar sobre a honraria dada a ele, Gil foi breve. Falou que era um reconhecimento do seu trabalho como “operário da música” que, com o resultado do seu esforço, tenta vencer o tempo servindo de escada e contribuindo para as gerações futuras. “Eu aqui hoje não sou mais do que um mero pretexto para reunir as pessoas para alimentar o fogo do futuro com a fogueira do passado”. Ao final da solenidade, ele pediu a palavra mais uma vez, quando, às lágrimas, lembrou que aquele palco onde estava tinha sido o primeiro no qual fez sua primeira apresentação musical, cantando uma música em homenagem a São Jorge. Minutos antes, a secretária estadual de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), que participou do evento representando o governador Jerônimo Rodrigues (PT), conversou com o Portal A TARDE e destacou a importância da homenagem ao artista baiano. “Gil é tudo, né? Gil é imenso, é um oceano inteiro de criatividade, de sensibilidade, de humanidade, de fazer e revolucionar cultura, de se apresentar. Transgressor inédito nos anos 60, de se manter assim, de acolher novas gerações e está muito alinhado a esse momento que o Brasil está vivendo, de renascimento do Ministério da Cultura, de centralidade das políticas educacionais, culturais, de centralidade no ser humano, que precisa ter condições de vida com dignidade”, disse a secretária. O presidente da Fundação da Biblioteca Nacional, Marco Luchessi, que esteve no evento representando o Ministério da Cultura, e falou da presença que o soteropolitano tem na sua vida. “Gil era o meu companheiro de brinquedo quando eu era pequeno. Gil me ajudou a pensar uma possível transformação desse país, mudança nas quais ele já pensava e as quais ele já realizou. Tivemos e temos o privilégio de conviver com as políticas pensadas por ele no MinC”, apontou. A reitora do IFBA, professora Luiza Mota, em seu discurso, logo após entregar o diploma ao homenageado, citou versos de músicas do artista baiano para falar do orgulho que estava sentindo por Gil ter sido o primeiro escolhido como Doutor Honoris Causa. “O Brasil, o mundo, as galáxias do universo vieram nos ver. Quanta gente veio ver o doutor Gilberto Passos Gil Moreira, o mais doce, o mais bárbaro, o mais amado, o mais novo doutor do Instituto Federal da Bahia”, declarou e, em seguida, se dirigiu à comunidade do instituto. “Minha comunidade, aceite esse título como uma reverência aos mais velhos e o encorajamento na permanência dos nosso mais novos”. Fonte: A Tarde.

No Dia Municipal da Cultura, secretário Xangai se reúne com ministras por recursos para Vitória da Conquista
O secretário Xangai, ao lado do servidor da Sectel, Marley Vital, com a ministra da Cultura, Margareth Menezes Nesta terça-feira (14), Dia Municipal da Cultura em Vitória da Conquista, de acordo com a lei 1367/2006, o secretário municipal de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer (Sectel), o poeta e cantador Xangai, esteve em Brasília com duas ministras, quando apresentou projetos da área para Vitória da Conquista e reivindicou recursos federais para a sua concretização. Xangai foi recebido pela ministra da Cultura, Margareth Menezes, e pela ministra do Turismo, Daniela Carneiro. Um dos projetos tratados diz respeito à restauração da casa onde nasceu o cineasta Glauber Rocha (1939-1981), que neste dia 14 faria 84 anos. O projeto é transformar o imóvel, localizado na Rua Dois de Julho, em memorial em homenagem a Glauber, cuja data de nascimento, foi a justificativa para a criação da lei que instituiu o Dia Municipal da Cultura, como explicou Xangai às ministras. “Essa data é de grande importância para nós, baianos e conquistenses, porque, nesta mesma data, nasceu, em 1847, o maior poeta do Brasil, Castro Alves; e, em 1939, o maior cineasta do Brasil, Glauber Rocha”, disse Xangai, que recordou ainda o fato de que em 14 de março de 2022, a prefeita Sheila Lemos oficializou a aquisição, pela Prefeitura, do imóvel que pertencia à família de Glauber. Outra iniciativa, que também depende de recursos federais e foi levada pelo secretário aos ministérios da Cultura e do Turismo, é a reforma do Teatro Carlos Jehovah, hoje interditado. Xangai também apresentou o projeto de um caminhão, cuja carroceria será equipada com palco, sistemas de som e iluminação, camarim e gerador de energia, que terá a função de percorrer todo o município – inclusive a zona rural – levando ao público apresentações de música, teatro, dança, cinema e circo. Outra proposta levada a Brasília é a do Circo-Escola, que consiste numa estrutura de tenda, à maneira dos tradicionais circos, destinada a abrigar apresentações culturais para estudantes da Rede Municipal de Ensino. “Nós apresentamos alguns projetos de infraestrutura e de revitalização de espaços culturais, e também a necessidade de realizarmos investimentos para a nossa cidade”, relatou o secretário, ao final da reunião no Ministério da Cultura. Sobre os encontros, Xangai disse foi uma visita representando Vitória da Conquista. “É uma oportunidade de a gente se mostrar a Brasília que Conquista tem importância e que deve ser também reconhecida pelo país inteiro. É uma cidade de uma pujança imensa, referência cultural no país inteiro. É a terra de Glauber Rocha e de Elomar”, enalteceu Xangai.

Produtor cultural apresenta à prefeita proposta de 1º Festival Nacional de Cinema da cidade
A prefeita Sheila Lemos recebeu, na manhã desta sexta-feira (10), em seu gabinete, o cineasta, produtor e articulador cultural, Beto Magno, e o empresário Kléber Avelino. Acompanhados da diretora do Planetário Everardo Públio de Castro, Tina Rocha, eles apresentaram à prefeita o projeto do 1° Festival Nacional de Cinema de Conquista e discutiram possibilidades de parceria. A ideia do produtor cultural Beto Magno é que o evento seja realizado ao longo de dez dias do mês de julho, promovendo, dentro de sua programação, diferentes atividades. Entre elas, a principal é a competição e consequente premiação de grandes nomes do cinema brasileiro, a partir de filmes inéditos ou já conhecidos. A prefeita elogiou a proposta que visa evidenciar o nome de Vitória da Conquista no cenário do cinema nacional, principalmente, pelo fato de a cidade ser a terra natal do cineasta Glauber Rocha e, em outra frente, além da cultural, incrementar a economia e o turismo na cidade. “Agora, analisarei, conjuntamente, com o secretário de Cultura, Xangai, a viabilidade da parceria”, assegurou. De acordo com o produtor cultural, é importante ver a sensibilidade da gestão municipal para essa área. “Essa foi uma reunião muito positiva porque a prefeita sempre tem uma predisposição em trazer iniciativas importantes para a cidade. Está na hora da cidade alçar um grande voo, por isso a proposta desse festival nacional de cinema para que Conquista consiga mostrar ao Brasil e ao mundo sua capacidade turística e cultura que temos. Esperamos que a parceria aconteça!”, avaliou.

‘Foi o reencontro do povo com a cultura popular’, diz secretário sobre o Carnaval
O secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, disse nesta quarta-feira (22) que o Carnaval de 2023 representou um reencontro do povo com a cultura popular. Em entrevista coletiva, ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT), Bruno fez um balanço positivo da festa. “Foi o reencontro do povo com a cultura popular. Tivemos 63 atrações afro apoiadas pelo edital Ouro Negro, foram R$ 7,6 milhões investidos nesse projeto que valoriza nossa cultura tradicional. Além disso, tivemos no Pelourinho 691 artistas contratados, em 102 shows, mais 160 atrações nos trios sem corda”, disse.

Irmãos Macêdo celebram legado de Dodô e Osmar
O retorno do Carnaval de Salvador marca o centenário de Osmar Macêdo, músico que, junto com seu irmão Dodô, criou o Fobica, primeiro trio elétrico. Os Irmãos Macêdo desfilaram neste ano nos principais circuitos da cidade à bordo de uma réplica do carro, o Fobicão. Multidão de fãs cativos lotaram as ruas nos dois dias de homenagem. No sábado, o trio esteve presente no circuito que leva o nome do patriarca, no Centro, e, na noite de ontem, arrastou multidões no circuito Barra-Ondina, o circuito Dodô, em celebração aos percursores da música baiana e do Carnaval. “Osmar foi um grande mestre que me ensinou tudo sobre a música baiana” afirmou Armadinho, vocalista e inventor da guitarra baiana.” Dodô e Osmar se foram fisicamente, mas estão presentes com a gente todos os dias em energia e música”, completou o irmão Aroldo. Armandinho, Betinho, Aroldo e André guiaram o trio na avenida com um repertório diverso de músicas, disseminando o espírito do carnaval trietrelizado. Sucessos como Chame Gente, Pombo Correio e Rock de Caicó embalaram as multidões ao longo da avenida. “A gente tem um público variado que não esquece dessa história e que diz: ” eu quero esse carnaval!”, disse Armandinho. O legado da história dessa família se confunde com a história do carnaval. “As músicas de Dodô e Osmar são importantes não só para mim, mas para todas as pessoas. Atrás do carnaval só não vai quem já morreu! “, afirmou Manoel, 50 anos, fã que levou o filho para seguir o trio e conhecer a história do Fobica. Com público cativo e diversificado, muitos acompanham o trio desde a juventude. Disorges, de 51 anos, vem de Alcobaça no interior do estado todo o ano para seguir o trio de Dodô e Osmar. ” É a história do carnaval da Bahia, eles são os inventores do trio, não perco um ano”, afirmou. O trio dos Irmãos Macêdo volta a circular no circuito Barra-Ondina hoje à noite e na terça de carnaval. Fonte: A Tarde.