
2 de Julho: Conheça os heróis da luta pela Independência do Brasil na Bahia
O Dia da Independência do Brasil na Bahia, comemorado nesta quinta-feira (2), terá atos comemorativos simbólicos no Largo da Lapinha, com acesso liberado apenas às autoridades civis, militares e imprensa identificada, para evitar aglomerações. Segue de forma resumida a atuação de nossos heróis, fundamentais para a independência da Bahia, declarada no dia 2 de julho de 1823. Joana Angélica A história de Joana Angélica ficou marcada pelo sacrifício da própria vida ao enfrentar o exército português. Aos 20 anos e de família abastada, optou pela vida monástica no Convento de Nossa Senhora da Conceição da Lapa, em Salvador. Com a revolta dos soldados brasileiros contra a nomeação do brigadeiro lusitano Inácio Luís Madeira de Melo para comandante das armas da província (1822), soldados portugueses derrubaram a porta do convento a golpes de machado. Joana Angélica enfrentou os soldados lusitanos e teve o peito atingido por baionetas e faleceu pouco depois. Tornou-se a primeira mártir da grande luta.

Gilberto Gil, Preta e família investigam as suas raízes na nova turnê ‘Nós, a Gente’
Enquanto Gilberto Gil canta –acompanhado de filhos e filhas, netos e netas– os versos de “Babá Alapalá”, passam pelo telão que toma todo o fundo do palco imagens que carregam a comunhão inequívoca de álbum de família. Testemunhado nesta sexta-feira (16), na casa de shows carioca Qualistage, na estreia nacional da turnê “Nós, a Gente”, o momento sintetiza o espírito do espetáculo, que chega a São Paulo na semana que vem como atração do Festival Turá, no Ibirapuera. A ancestralidade de que tratam os versos (“O filho perguntou pro pai/ Onde é que tá o meu avô?”) é vestida pela alegria e exuberância do arranjo e do ritmo que apontam para a África. “Ancestralidade é a conversa lá de casa”, diz Gil ao fim da canção. A mesma alegria e exuberância está presente nas fotos de família do telão, que ao longo do show se desdobram em imagens da Bahia, do Rio, dos Filhos de Gandhy, dos Doces Bárbaros, de Rita Lee, enfim, da família estendida. No show, que já rodou a Europa, tudo traz a marca da pureza da positividade do lar, do sentido de pertencimento, e do conforto que isso traz. Gil e os seus afirmam no palco que família é a unidade na qual várias individualidades se cruzam, histórias se costuram, gerações se harmonizam sob o mesmo teto. Ali está Preta Gil, que passa por um tratamento contra o câncer e uma separação. “Eu sou preta, eu sou gorda, eu sou bissexual. Eu estou me tratando de um câncer. Eu estou solteira. E eu sou filha do imortal Gilberto Gil”, diz a certa altura, sob efusivos aplausos, enquanto canta “Vá se benzer”, que gravou com Gal Costa. Há o neto Sereno, de seis anos, levando a sério a brincadeira de ser músico. “Começando cedo com as guitarras de brinquedo”, diz Gil. Está ali também a filha Nara, cantando uma música que seu pai fez para a mãe, “Amor Até o fim”. Todos os caminhos individuais potencializam a força do coletivo, amparada num repertório cujo núcleo são as canções mais esperançosas e festivas do patriarca. Já nos primeiros instantes do show se revela o tom que dominará a noite, com a luminosidade de “Barato Total” (“Quando a gente está contente/ Tanto faz o quente/ Tanto faz o frio”), seguida do ijexá “Serafim”, igualmente solar, e da afirmativa “Avisa Lá”, do Olodum. Ou seja, uma pequena celebração da Bahia, exposta em imagens de beleza turística, de cores saturadas, o que mais tarde se repetirá nas cenas do Rio, enquanto Gil e sua neta Flor cantam “Garota de Ipanema”. As imagens e a música não deixam dúvidas, portanto: não há no show contraponto à alegria. Mesmo “Deixar Você”, que documenta um possível fim de amor, tem o foco na beleza e na ação positiva de ação contra o fim: “Que a luz nasce da escuridão”. E a crítica social de “Nos Barracos da Cidade” se dá pelo apelo dançante e pelo refrão explosivo que a plateia canta a plenos pulmões: “Gente estúpida/ Gente hipócrita”. Musicalmente, a família sustenta a proposta do espetáculo, sobretudo na figura do diretor musical Bem e do trio Francisco, João e José, que integram os Gilsons –o repertório inclui canções gravadas pelo grupo, como “Várias Queixas”. As vocalistas Preta, Nara e Flor alternam momentos de destaque. Mariá Pinkusfeld, nora de Gil, completa o quarteto vocal. O neto Bento também faz bonito quando fica sozinho no palco com o avô em “O Pato”, homenagem a João Gilberto, e “Metáfora” –as duas levadas no tamborim e no violão, com a dupla se alternando nos instrumentos. Completam a formação os netos Pedro, Gabriel e Lucas na percussão, além dos pequenos Sereno, Nino, Dom e Sol de Maria, bisneta de Gil. Bela faz uma participação dançando em “Andar com Fé”. Gal Costa e Rita Lee foram lembradas. A primeira, com “Esotérico”, do repertório dos Doces Bárbaros, quarteto que reuniu na década de 1970 a cantora, Gil, Caetano Veloso e Maria Bethânia. Já a paulistana foi homenageada com “De Leve”, versão de “Get Back”, dos Beatles, que Gil e ela fizeram juntos para o show “Refestança”, que os uniu em 1977, e com “Ovelha Negra”, entoada sobretudo pelas mulheres da banda, uma escolha significativa no contexto de celebração a Rita. Por fim, já no bis, “Aquele Abraço”, feita por Gil para louvar a beleza da existência mesmo sob o horror da prisão arbitrária da qual ele acabara de sair, é ressignificada pelos abraços familiares que passam pelo telão. Manifestações de carinho fraternas, paternas, maternas, intergeracionais e intrafamiliares apontam o sentido final do espetáculo: o núcleo, a casa, onde se enraíza e a partir de onde se espalha. A régua e o compasso, enfim. NÓS, A GENTE Quando: Confira as datas e locais aqui.

Crônicas de uma infância no sertão professor baiano Humberto Luiz de Oliveira retrata em livro memórias compartilhadas por famílias brasileiras
Como vencer o abraço de ferro da pobreza em um mundo onde prevalece a lei do mais forte? Quem lança a pergunta é o – ontem, menino, – hoje, professor baiano aposentado Humberto Luiz Lima de Oliveira, 71 anos. O autor do livro Crônicas de uma Infância o Sertão: Memórias de uma Família Brasileira, lançado ano passado pela Quarteto Editora, venceu a penúria de uma infância no interior da Bahia, em uma pequena propriedade rural, agravada pela seca e tantas outras carências. “Foi a educação que me salvou. Hoje tenho orgulho de ser um professor titular, aposentado, de uma universidade pública”, destaca o escritor Humberto Luiz de Oliveira. Alfabetizado pelo avô, num tosco banco de madeira, na varanda da fazenda Ipoeira, o menino passaria a ler com desenvoltura os jornais que chegavam da cidade grande. Para sair do abraço de ferro da pobreza, teve que fazer a tripla jornada: trabalhar dois turnos e estudar à noite. Relato tão familiar para quem já viveu o drama do êxodo rural bem comum aos brasileiros e todos os pobres do mundo. Sem sentimentalismo, mas com grande sensibilidade, ternura e por vezes indignação, o autor traz à cena histórias familiares bem comuns à maioria da humanidade. E com olhar arguto, o escritor deixa falar várias vozes narrativas neste romance que se inova ao trazer links que podem ser acessados para as devidas remissões. O livro se inscreve também na tradição do romance realista pela pluralidade de linguagens com que vai desvendando dores e alegrias de uma família bem brasileira: a lamentável permanência do traço forte da sociedade patriarcal e as consequências nefastas da escravidão com o racismo marcando as relações interpessoais, torturando mentes e corações. Tendo como cenário uma propriedade rural sem garantias de produção econômica, a obra literária traz também o desenraizamento de homens e mulheres, jovens e adultos, condenados ao êxodo rural e que passam de proprietários rurais a trabalhadores urbanos sem qualificação profissional. O dia em que o cavalo empacou A ideia de escrever o livro surgiu na pandemia, diante do isolamento social que o impossibilitou de contar histórias aos seus netos, como fez com os filhos. Na roça, sentado em uma cadeira de bambu, enquanto contemplava a paisagem em uma manhã chuvosa, ele reúne os netos – com celulares e notebook – para contar um caso que ocorreu quando era menino: o dia em que o cavalo empacou na encruzilhada das árvores das almas penadas. “Não podíamos sair para montar a cavalo… Foi uma metáfora da pandemia que me inspirou a escrever a história da nossa família”, relata. Em 128 páginas, Crônicas de uma Infância no Sertão: memórias de uma família brasileira conta um passado particular e, ao mesmo, tempo muito similar às histórias de superação das adversidades de tantas outras famílias do sertão. A nostalgia dos tempos de infância, os ecos da criança de outrora continuam a ressoar no escritor, sendo traduzidos em renovação, energia e criatividade. Tanto que o novo livro já está no forno. “Agora estou escrevendo sobre as memórias da minha adolescência”, revela.

Após insatisfação de Flávio José na Paraíba, secretário do Turismo convida sanfoneiro para São João na Bahia
Após o sanfoneiro Flávio José usar parte de seu show em Campina Grande, na Paraíba, para acusar o cantor Gusttavo Lima de pedir que a sua apresentação fosse reduzida, o secretário de Turismo da Bahia, Maurício Bacelar, o convidou para se apresentar na Bahia durante o São João deste ano. Durante o evento recente realizado na Paraíba, Flávio José disse que a culpa não era sua por diminuir o seu repertório e reclamou da desvalorização dos artistas nordestinos. Segundo Bacelar, “é na Bahia que o forró, maior manifestação cultural do povo nordestino, tem a sua maior expressão”. E emendou: “Você é nosso convidado especial para fazer shows na Bahia, com o tempo de duração necessário e para tocar o autêntico forró nordestino, estilo musical que encanta brasileiros e estrangeiros”. “Este ano, o São João da Bahia homenageia o saudoso forrozeiro Zelito Miranda, que, assim como você, foi um defensor das verdadeiras tradições culturais do Nordeste”, continuou o titular da pasta do Turismo no estado, em uma publicação feita nas redes sociais neste domingo (4). Conforme apurado, Flávio José irá se apresentar no dia 25 de junho no Pelourinho, em Salvador. Confira: Polêmica – Apesar da fala de Flávio José, a Arte Produções, responsável pelo Maior São João do Mundo, em Campina Grande, pediu desculpas ao sanfoneiro e negou que a redução do show do artista no evento tenha relação com um pedido de Gusttavo Lima para antecipar a sua apresentação. “Devido um erro em nosso cronograma técnico, o show que deveria ter sido antecipado, a fim de cumprir com pontualidade o horário de encerramento geral do evento, acabou sendo suprimido em alguns minutos, não tendo relação nenhuma com a apresentação do artista Gusttavo Lima, que aconteceu em seguida”, diz o comunicado da empresa.

TCA diz que público pode escolher ficar de pé, se rotas de fuga estiverem liberadas
Após reunião acerca da briga em show de Zé Ramalho na Concha Acústica, a organização do Teatro Castro Alves (TCA) reforçou que o público pode escolher se ficará em pé ou sentado, contanto que respeitem as regras de segurança e que mantenham as rotas de fuga liberadas. O TCA informou ainda que comportamentos de violência sempre acarretarão na expulsão dos envolvidos e atitudes criminosas serão tratadas pelos órgãos de segurança pública. Segundo as regras presentes no site do local, existem áreas reservadas ao público e áreas reservadas à circulação de pessoas. O TCA ressaltou ainda que uma das características mais “marcantes” do local é a “espontaneidade da sua ocupação, sob céu aberto, sem assentos marcados na arquibancada, onde a circulação é livre”. Segundo relatos nas redes sociais, a briga começou na segunda música do repertório do cantor. Pessoas que estavam sentadas começaram a discutir com outros pagantes que queriam ficar em pé na frente do palco para apreciar a apresentação do artista. Há comentários de que os seguranças do TCA conseguiram chegar a tempo para separar a briga, e conter as pessoas que estavam exaltadas no show, que era para ser de calmaria.

Secult Bahia abre inscrições para REDA
As inscrições do Processo Seletivo para contratação de pessoal em Regime Especial de Direito Administrativo – REDA – da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, começaram nesta sexta-feira (17) e seguem até o dia 24 de março. Interessados devem acessar o site: selecao.ba.gov.br. O processo simplificado é voltado para o preenchimento de 47 vagas de técnico nível médio nas áreas de Auxiliar Cultural, Assistente de iluminação e Assistente de sonorização nos espaços culturais vinculados à SecultBA localizados nas cidades: Salvador, Itabuna, Guanambi, Porto Seguro, Jequié, Vitória da Conquista, Juazeiro, Valença, Lauro de Freitas, Santo Amaro, Feira de Santana, Alagoinhas e Mutuípe. O método de avaliação será uma única etapa de Análise Curricular de caráter eliminatório e classificatório. Sendo assim, os candidatos devem ficar atentos à comprovação de suas formações e experiências relativas à função correlata para conseguirem pontuação dentro do processo. Vagas – Para a função temporária de Técnico de Nível Médio – Auxiliar Cultural serão preenchidas 15 vagas. Para a função temporária Técnico de Nível Médio – Assistente de Iluminação são oferecidas 15 vagas. Para a função temporária Técnico de Nível Médio – Assistente de Sonorização serão 17 vagas. Para Valença, 3 vagas estão sendo oferecidas: Auxiliar Cultural, Auxiliar de Iluminação e Auxiliar de Sonorização. A remuneração é de R$ 1.895,25 + Auxílio Refeição de R$ 12,00 por dia trabalhado. A carga horária é de 40 horas semanais. Para concorrer às vagas, o candidato deve ter certificado, devidamente registrado, de conclusão de curso de nível médio em instituição reconhecida pelo Ministério da Educação – MEC. Para mais informações, acesse o edital completo, disponível no link abaixo: EDITAL_REDA_SECULT_2023 – com errata Em caso de dúvidas, entrar em contato pelo: selecaodec2023@cultura.ba.gov.br ou pelo telefone (71) 3103-3415.