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Cultura

Espetáculo sobre a trajetória de Luiz Gonzaga chega em Salvador

O musical infantil “Luiz e Nazinha – Luiz Gonzaga para Crianças” chega a Salvador para únicas apresentações neste fim de semana, no Teatro da Cidade, que fica no Villa Campus de Educação, na Avenida Paralela. Celebrando dez anos de estrada, a apresentação narra, para toda a família, a trajetória do Rei do Baião, em apresentações na próxima sexta-feira, 25, às 20h; sábado, 26, às 11h, 15h e às 18h30; e domingo, 27, às 11h e 15h. O espetáculo é apresentado pela Bradesco Seguros, através da Lei de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura e do Governo Federal. Com direção de Diego Morais e direção musical de Guilherme Borges, Luiz e Nazinha – Luiz Gonzaga para Crianças conta passagens da infância do Rei do Baião no interior do Nordeste, com destaque para a descoberta do amor, quando o jovem Luizinho, interpretado por Pedro Henrique Lopes, se apaixona por Nazinha, vivida por Marina Mota, filha de um coronel que não permite o namoro deles. No elenco, também estão Erika Riba e Sergio Somene. O espetáculo é embalado por grandes sucessos do músico, como “Asa Branca”, “Que Nem Jiló”, “Baião”, “O Xote das Meninas”, “Olha Pro Céu”, entre outros. Luiz e Nazinha – Luiz Gonzaga para Crianças foi indicado em oito categorias nos maiores prêmios de teatro infantil do Rio de Janeiro e premiado na categoria como Melhor Atriz no Prêmio CBTIJ de Teatro Infantil 2015. Os ingressos estão sendo vendidos por R$ 70 (plateia premium) e R$ 50 (plateia comum) no Sympla. No teatro pode ser comprado até 3 horas antes do início de cada espetáculo. Serviços Luiz e Nazinha – Luiz Gonzaga para Crianças Data: 25, 26 e 27 de agosto de 2023. Teatro da Cidade (Av. Luís Viana Filho, 7731 – Subsolo 1 – Paralela, Salvador – BA, 41745-130) Horários: Sexta 20h; Sábado 11h, 15h e 18h30; e Domingo 11h e 150h Valores: R$ 70 (plateia premium) e R$ 50 (plateia comum) Duração: 60 minutos Classificação: Livre

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Vitória da Conquista: A cantora e pesquisadora Letícia de Queiroz Bertelli lança o livro Dércio Marques: Da Latinoamerica ao Brasil de dentro

O lançamento do livro em Vitória da Conquista terá a participação dos músicos convidados João Omar, Gabriela Mello e Petrônio Joabe, e ainda o historiador e jornalista Elton Becker. Serviço O que: Lançamento do livro “Dércio Marques: Da Latinoamerica ao Brasil de dentro”, da cantora e pesquisadora Letícia de Queiroz Bertelli. Onde: Livraria Nobel (Avenida Otávio Santos, 207, Centro). Quando: Segunda-feira, 14 de agosto, às 18h30.

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História de Leocádia passa a ser patrimônio imaterial de Guanambi

A História de Leocádia, assim como a peregrinação ao seu túmulo e ao lajedo, e demais manifestações de fé e religiosidade referente à temática, agora fazem parte do Patrimônio Cultural Imaterial do Município de Guanambi. A oficialização ocorreu por meio de um decreto do prefeito Nilo Coelho, publicado na edição do Diário Oficial do Município desta sexta-feira (11). Com o tombamento, o nome da personagem também passa a ser constar no Livro de Registro de Personagens Históricos e de Eventos e Celebrações do município. A Secretaria de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo (Secelt) deverá providenciar a elaboração do plano de salvaguarda do bem cultural imaterial. A pasta também deverá dar conhecimento público sobre a efetivação dos registros especiais já mencionados, informando aos cidadãos e cidadãs, inclusive, da necessidade de preservação e manutenção da celebração tradicional em comento. O decreto que torna a História de Leocádia patrimônio imaterial de Guanambi leva em conta uma série de considerações, como sua temporalidade histórica significativa, repassada de geração em geração desde o fim do século XIX, configurando importante símbolo de fé e de religiosidade, com manifestações que antecedem a emancipação do município de Guanambi. O tombamento também considera um inquérito civil instaurado pelo Ministério Público do estadual (MP-BA), que promoveu a constituição de um Dossiê com dezenas de entrevistas realizadas com utilização de recurso audiovisual, tendo como protagonistas professores da rede pública municipal de ensino, escritores, historiadores, cidadãos, devotos de “Santa Leocádia”, autoridades locais e demais admiradores desta história que sobrevive na memória dos guanambienses ao longo de mais de um século. Também foram analisadas teses de doutorado, dissertações de mestrado, artigos acadêmicos, científicos e escolares, poemas, filme, documentários, reportagens, livros, romances, espetáculos, programas exibidos na televisão e na internet, dentre outros, formando-se a catalogação de um banco de dados vasto sobre a História de Leocádia. De acordo com o MP-BA, as fontes formais, históricas e memorialistas sobre sua vida e morte, explorada de diversas formas, nas mais variadas áreas de conhecimento, confirmam sua importância para a cidade de Guanambi e para toda a coletividade, traduzindo-se como referência à identidade, à ação e à memória de um grupo indeterminado de pessoas, fato que por si justifica o tombamento, recomendado pelo órgão em maio deste ano. Em junho, o município  tombou como patrimônio material o lajedo, onde o corpo de Leocádia teria sido jogado após sua morte, e também o túmulo onde ela foi sepultada, local onde acontecem peregrinações há mais de cem anos às sextas-feiras da Paixão. Sobre Leocádia A promotora de Justiça Tatyane Caires ressaltou durante audiência pública sobre o assunto que a história de Leocádia é recontada de geração para geração ao longo de mais de um século e narra o crime de homicídio qualificado, ocorrido há mais de 120 anos, praticado a mando de Raquel, tendo como vítima a jovem Leocádia, uma adolescente pobre, admitida para trabalhar na obra de uma barragem destinada a combater a seca na região da Vila de Beija-Flor (atual Guanambi). O motivo do crime foi o fato do marido da mandante, o Coronel José Pedro Guimarães, ter presenteado Leocádia com um corte de tecido para fazer um vestido, o que despertou o ciúme doentio de Raquel, que determinou a dois empregados que matassem Leocádia, trazendo-lhe como prova do crime o seio da vítima. O cadáver de Leocádia foi jogado numa fenda, existente no Lajedo, que posteriormente veio a adquirir o formato de um caixão. Após ser localizado, diante do avançado estado de putrefação, o cadáver de Leocádia foi enterrado nas proximidades do Lajedo, local para onde, durante as sextas-feiras santas, a população se dirige, até os dias de hoje, para fazer orações àquela que foi alçada à “Santa Popular”. A promotora ainda ressaltou que o caso já foi transformado em filme, romance, livro, documentário, reportagens, além de ser objeto de dezenas de trabalhos acadêmicos. Um dos trabalhos mais conhecidos é o filme lançado em 2008, baseado no livro do escritor e historiador guanambiense, Elisio Guimarães Cotrim.  

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Câmara aprova Lei Luiz Gonzaga que prevê valorização do forró

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (20) em regime de urgência a lei Luiz Gonzaga 3083/2023, projeto de autoria do cantor Armandinho, da banda Fulô de Mandacaru, de Caruaru, no Pernambuco, apresentado pelo deputado pernambucano Fernando Rodolfo (PL). O projeto, que teve 278 votos a favor, 88 contra e quatro abstenções, prevê destinar 80% de recursos públicos para as festividades juninas em todo o território nacional, visando a valorização do forró, que em 2021 foi declarado Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Ainda de acordo com a proposta de Armandinho e do deputado pernambucano Fernando Rodolfo (PL), os 20% restantes serão destinados a atrações de qualquer gênero musical, com o intuito de promover a diversidade cultural e artística das festividades do São João. Além da preservação da cultura popular nordestina, a Lei ainda tem como objetivos o estímulo ao turismo, o fomento à economia local e regional, valorização dos artistas e produtores culturais locais e fortalecimento do senso de pertencimento e identidade cultura. O cantor e compositor Alcymar Monteiro, conhecido como o “Rei do Forró”, comemorou a aprovação da lei e pontuou que a ferramenta judicial dará autoridade à produção musical no gênero. “A Lei Luiz Gonzaga vai afirma artística e economicamente a grandiosidade do São João Nordestino e brasileiro. Me sinto feliz de estar no contexto desta festa, que é a coisa mais linda que se pode ter. Essa lei é uma chance para que os novos [músicos] apareçam e que a cultura não se perca no tempo”, pontuou ele, em entrevista ao iBahia. Participaram da reunião em Brasília os cantores Targino Gondim, Santanna – o Cantador e Armandinho, da Banda Fulô de Mandacaru. Com o projeto aprovado na câmara, o próximo passo é a votação. A expectativa é que ela aconteça antes do dia do São João, 24 de junho. Lei da Zabumba na Bahia Em 2015, o deputado Marcelo Nilo (Republicanos), então presidente da Assembleia Legislativa, promulgou uma lei similar a Luiz Gonzaga na Bahia. Nomeada de ‘Lei da Zabumba’ 13.368/2015, a proposta do então presidente da Assembleia previa que 60% dos recursos das festas de grande expressão no estado, como São João e Carnaval fossem destinadas aos artistas que expressam a cultura baiana e regional. “Fica determinado que os convênios firmados entre o Poder Executivo do Estado da Bahia e os municípios para realização dessas atividades culturais devem obedecer ao mesmo percentual estabelecido no artigo anterior”, pontuava o artigo 2º da lei. A lei incluia “qualquer manifestação artística consagrada histericamente pelo povo baiano”, tendo como exemplos o samba, samba de roda, cantoria, axé, bumba-meu-boi, frevo, capoeira, afoxé, forró, repente, dentre outras, reconhecidas pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (Fundeb). Fonte: iBahia.

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Dois de Julho: 200 anos de luta e resistência do povo baiano

Ficar livre da opressão portuguesa e conquistar por completo o território nacional eram os sentimentos que uniram o povo brasileiro há 200 anos. A tirania de Portugal não combinava mais com os baianos. Mas foi no ano de 1823 que o povo brasileiro que aqui residia decidiu que o despotismo não iria mais comandá-los. Mas o processo de independência do Brasil na Bahia não foi rápido, ao contrário durou um pouco mais de um ano, mesmo depois da declaração da independência do Brasil no Sete de Setembro. Aconteceram diversos conflitos e muitas pessoas morreram no processo para que hoje pudesse ser comemorada a vitória do 2 de julho. Para que haja uma melhor compreensão sobre a Independência da Bahia em 1823, é preciso voltar um ano antes. Alguns dos motivos que levaram a emancipação da província baiana foi a grande cobrança de impostos por parte da coroa portuguesa. Além disso, a substituição do até então governador de armas da Bahia, Manuel de Freitas pelo Brigadeiro Madeira de Melo, um homem de personalidade perversa e autoritária, foi um incentivo para que acontecessem os conflitos pela emancipação. O historiador Ricardo Carvalho esclarece os motivos que resultaram nas lutas pela independência da Bahia. “A Bahia guardou condições ideais para um movimento de insurgência contra o domínio português no Brasil. Primeiro porque a opressão fiscal era muito grande. A economia açucareira já vinha em processo de decadência desde a saída dos holandeses do Brasil, e ainda assim as cobranças de impostos eram muito grandes”, explicou. Carvalho ainda reforça que a Conjuração Baiana já dava sinais da insatisfação do povo frente ao regime português. “Romper o vínculo com Portugal, acabar com o sistema escravista e criar um regime republicano era uma premissa do que viria mais adiante. Aqui na Bahia algumas condições favoreceram esse rompimento, que aconteceram antes mesmo do sete de setembro”. O Brigadeiro Madeira de Melo enviado ao Brasil pela coroa portuguesa não foi muito bem recebido pelas tropas brasileiras, diante da oposição ele tomou o poder à força. Muitos ataques e saques às residências dos baianos foram ordenados por Madeira de Melo. Dentre eles, uma tentativa de invasão ficou marcada na história da independência da Bahia: a invasão ao Convento da Lapa. As forças portuguesas tentaram adentrar o convento, pois eles achavam que homens do exército brasileiro podiam estar escondidos naquele local. Mas a primeira mártir da guerra, a abadessa Joana Angélica, tentou impedir a entrada deles, no entanto a mesma foi morta por golpes de baionetas, um tipo de arma militar da época. Outro momento que foi fundamental para que houvesse finalmente a emancipação da Bahia foi a Batalha de Pirajá. A declaração da Independência do Brasil já tinha acontecido no dia 7 de setembro de 1822, mas mesmo assim, uma parte do Brasil, a Bahia, ainda era colonizada por Portugal. Diante da opressão e violência do exército português liderado por Madeira de Melo, o príncipe regente, Dom Pedro I enviou reforços militares para a província baiana comandados pelo General Pedro Labatut. Negros livres, brancos pobres e indígenas no Exército O exército brasileiro que era formado por negros livres e escravizados, soldados contratados, indígenas e por brancos pobres estavam com fome, cansados e doentes. Ainda assim, o General Labatut com suas estratégias militares conseguiu montar um cerco contra o brigadeiro Madeira de Melo tanto em terra, desde Pirajá até Itapuã, quanto pela Baía de Todos-os-Santos, impedindo assim que suprimentos e reforço militar chegasse para a tropa portuguesa. Ainda com a Batalha de Pirajá acontecendo em Salvador, um personagem teve participação fundamental: o soldado Lopes. Mesmo com Negros livres, brancos pobres e indígenas no Exército o cerco contra as forças portuguesas, os brasileiros envolvidos na guerra estavam em desvantagem. Diante disso, o corneteiro Lopes recebeu ordens para dar o toque de “recuar” na sua corneta, mas o soldado fez o contrário, tocando “cavalaria avançar!”. Temendo a represália, os militares portugueses partiram em retirada, dando vitória ao exército brasileiro. Mas a luta pela independência da Bahia ainda não tinha acabado. Mesmo perdendo a Batalha de Pirajá, Madeira de Melo não saiu do território baiano. Ele tentou invadir a Ilha de Itaparica, mas não obteve sucesso graças à lendária baiana Maria Felipa, que juntamente com outras mulheres detiveram as tropas portuguesas. Já em maio de 1823 mais reforços marítimos a favor do povo baiano chegaram ao porto de Salvador. Sem suprimentos e percebendo que estava derrotado, o exército português comandado por Madeira de Melo finalmente deixou a Bahia no dia 2 de julho de 1823. Toda a população saudou ao exército brasileiro pela vitória. Após isso, todos os anos a Independência da Bahia é celebrada. O historiador Ricardo Carvalho fala da importância da emancipação baiana ocorrida no dia 2 de julho de 1823. “Sem a luta de independência da Bahia não existiria a independência do Brasil. O Dois de julho é o dia da libertação nacional. Ele representou a consolidação da unidade nacional. Após perder o sul do Brasil, desde que Dom Pedro não aceitou a ingerência de Portugal a partir do ato simbólico do sete de setembro de 1822, restava aos portugueses a esperança de pelo menos manter o restante do Brasil, da Bahia para cima. Ou seja, o Brasil estaria dividido hoje se a Bahia não tivesse consolidado a independência e não tivesse garantido a unidade nacional”, pontuou. Fonte: Tribuna da Bahia.

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Com surpresa de Ivete e Daniela, Gil e família celebram amor à Bahia em 2° show na Concha

Gilberto Gil e seus familiares surpreenderam as mais de 5 mil pessoas que lotaram a Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA) neste sábado (1º). Ivete Sangalo e Daniela Mercury participaram do segundo dia do espetáculo “Nós, a Gente” em Salvador, e celebraram a música e o amor pela Bahia ao lado da família Gil. Os 18 artistas representantes da família tinham acabado de entoar “Vamos Fugir” quando as renomadas cantoras baianas entraram de surpresa, já no bis, para cantar “Toda Menina Baiana”. O público foi ao delírio. “Eu me sinto parte dessa família. Conheço eles há tantos anos… E essa turnê é a coisa mais linda, bem a cara deles: tudo junto e embolado. A gente é um pouco deles também. Quando um artista divide suas composições, suas causas, suas histórias, quando desenvolve um DNA desses, tem que mostrar. E é do mundo. As canções são nossas também”, disse Ivete em conversa com o Alô Alô Bahia antes de subir ao palco. Ela estava acompanhada do marido, o nutricionista Daniel Cady, e do filho, Marcelo Sangalo Cady. “Eu sou da família um pouco também, né? São tanto anos de carreira. Eu fui backing vocal de Gil em 1989 e desde então já nos encontramos muitas vezes. Seja em show ou na vida pessoal, ele é quem manda! Eu sou mais uma filha”, afirmou Daniela Mercury. A Rainha do Axé foi ao espetáculo junto com a esposa, Malu Verçosa, e das filhas. Daniela lembra que já gravou a música, e ressalta que é uma canção que mexe com todas as mulheres. “Todas nós nos identificamos. Mulheres baianas, meninas baianas… ter a chance de cantá-la é incorporar essa personagem, essa figura cantada por Gil, inventada por Gil, que na verdade é do imaginário mesmo porque Gil é como Jorge Amado. Uma Gabriela é toda menina baiana. Uma Gabriela, uma Tieta”, afirmou. “E sempre que eu canto, eu penso: quem será? Realmente cabem tantas mulheres, acho que todas nós cabemos nessa figura dessa meninas ‘que Deus deu’, ‘que Deus dá’… que Deus entendeu de dar a primazia, primeira missa, primeiro índio abatido também. É uma música política ao mesmo tempo… Eu amo tanto, desde sempre”, completou. As artistas assistiram a maior parte do show da plateia. Ivete cantarolou várias músicas e até comeu pipoca. Daniela não tirou o sorriso do rosto. Ambas fizeram várias fotos com o público que as reconhecia. Quando a participação delas terminou, os músicos agradeceram, e foram embora ao som de “Patuscada de Gandhi”. “Obrigada, Bahia”, celebrou Gil. Show memorável No palco e na plateia, muita música e emoção. Era como se todos fossem parte da família Gil. Além de Ivete e Daniela, mais alguns famosos estiveram presentes, entre eles Fernanda Paes Leme, Renata Lo Prete, Vitão e Gominho. Com duas noites de ingressos esgotados, o esperado show da turnê “Nós, a Gente” foi apresentado na capital baiana em sua versão completa, depois de percorrer a Europa em 2022 e algumas capitais do país este ano, como Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP). Além de celebrarem no palco a família – com as várias individualidades, histórias que se costuram e gerações – Gil e os seus também fizeram uma festa daquelas no reencontro com a “grande família baiana”. “Eu sou meio parente de todo mundo aqui, mais do que de outros lugares do Brasil e do mundo”, comentou Gil em entrevista ao Alô Alô Bahia. O momento que sintetiza o espírito do espetáculo é quanto Gil cantou “Babá Alapalá”, que fala sobre ancestralidade. Nesta hora, passam pelo telão do fundo do palco imagens do álbum da família. “Eu sou filho de Xangô. Pertenço, portanto, a essa linhagem toda que acabei de descrever. Um amigo meu escreveu uma coisa minha esses dias… disse que, em resumo, eu acabo sendo um ancestral contemporâneo. Sendo assim, quando me for, estarei na linhagem do povo iorubá, baiano, brasileiro… e um dos traços dos ancestrais é a prole”, disse Gil após entoar os versos da canção. Em seguida, ele apresentou toda a família no palco. Repertório Assim como na primeira noite, o público da Concha Acústica dançou e cantou durante todo o espetáculo deste sábado. As músicas “Barato Total”, “Serafim”, e “Avisa Lá”, do Olodum, deram início ao show, que durou cerca de duas horas. O repertório contou ainda com sucessos acumulados ao longo dos quase 60 anos de carreira do já imortal Gil, como “Palco”, “Tempo Rei” e “Vamos Fugir”, além de canções dos repertórios da banda Gilsons – formada por José, João e Fran – e de Preta Gil. Reunião de família Seu Gilberto mais uma vez fez história no palco da Concha Acústica e capitaneou um verdadeiro espetáculo ao lado de mais 17 representantes da família. Participaram da apresentação os filhos, Bem e José; as filhas, Preta, Nara e Bela; os netos João, José e Bento; a neta Flor; e a nora Mariá Pinkusfeld. Completaram a formação do show os netos Pedro, Gabriel e Lucas na percussão, além dos pequenos Sereno, Nino, Dom e Sol de Maria, bisneta de Gil, que deram um show à parte. A família Gil entregou uma verdadeira celebração da vida de um dos maiores artista deste país. A apresentação é recheada de momentos especiais: a neta Flor cantou “Garota de Ipanema” com o avô; a filha Nara entoou “Amor Até o Fim”, música que o pai fez para a mãe; a também filha Bela Gil participou dançando em “Andar com Fé”; e o neto Sereno levou toda fofura e simpatia para o palco. Emoção Preta Gil, que enfrenta um tratamento contra o câncer e uma separação, foi mais uma vez ovacionada pelo público baiano. “Eu sou Preta Maria, uma mulher negra, gorda, bissexual, estou me tratando de um câncer, vou me curar, eu estou solteira e eu sou filha do imortal Gilberto Gil”, declarou novamente a cantora, que recebeu o apoio da plateia. Autorizada pelos médicos para fazer parte da turnê que ela idealizou, a artista cantou “Sinais de Fogo” e “Vá Se

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