
Turnê de Caetano & Bethânia será transformada em álbum e documentário
A turnê inédita de Caetano Veloso e Maria Bethânia, que começou a rodar o Brasil no início de agosto, será transformada em um documentário. A novidade foi anunciada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal ‘O Globo’. De acordo com o jornalista, o projeto será transformado também em um álbum. Não há informações sobre quais espetáculos serão registrados ou se os irmãos irão filmar todos os 14 shows. Segundo a organização do show, até o momento foram vendidos 320 mil ingressos ao redor do país, transformando a apresentação dos irmãos Veloso na maior turnê nacional de 2024. O evento marca um reencontro dos artistas nos palcos. Apesar de já terem cantado em outras ocasiões, Bethânia e Caetano ainda não tinham se apresentado em um show exclusivo deles. A turnê tem como proposta apresentar em todas as regiões do país a “eternidade poética de duas vozes”. A ideia é levar para os palcos a festa, a devoção, o canto de Canô, a dança do irmão Rodrigo Velloso, o som do Recôncavo, o samba da Mangueira, Gal, o raio de Iansã, alto astral, lindas canções: Caetano & Bethânia. No repertório estão sucessos como “Reconvexo”, “O Quereres”, “É de Manhã” e “Milagres do Povo”, “Purificar o Subaé”, “Olhos nos Olhos”, “Fera Ferida”, “Sozinho”, “O Leãozinho”, “Um Índio”, além da canção “Fé” de Iza. Salvador receberá o show no dia 30 de novembro na Casa de Apostas Arena Fonte Nova. Os ingressos para a apresentação estão esgotados.

Jerônimo defende inclusão do Dois de Julho em livros escolares: “Pedi ao ministro”
Na chegada para as celebrações do Dois de Julho, o governador Jerônimo Rodrigues defendeu que a data magna da Bahia seja incluída nos livros escolares brasileiros, fazendo alusão à luta pela Independência do Brasil. “Eu solicitei ao ministro Camilo [Santana], ontem falei a ele, que eu gostaria muito de ver essa história da gente nos livros de história, de geografia, seja o que for, de linguagens, contando essa parte da história. O 7 de setembro foi importante, mas o 2 de Julho foi de luta”, defendeu o governador. Jerônimo chegou a indicar que o material escolar distribuído na Bahia já conta com a adição de informações relacionadas ao Dois de Julho. “Aqui na Bahia, nos currículos escolares, nos currículos estaduais, nós encaminharíamos para que os livros da Bahia possam ser confeccionados já com parte da história da gente. A nível federal, só necessitamos que o MEC absorva essa sugestão”, completou.

Painéis mostram grandes momentos da luta pela Independência da Bahia
O passo a passo da luta que guiou o povo baiano à vitória pela liberdade do jugo português, em 2 de Julho de 1823, é o tema central de painéis pintados em muros dos bairros de Pirajá e do Barbalho, palco de batalhas importantes para o êxito brasileiro nas guerras da Independência. O apoio mútuo e miscigenado de brancos, índios e negros são representados em imagens, cores vivas e emoção. As armas: pincéis, brochas, tintas, criatividade e trabalho duro. Os heróis, um time formado por 11 artistas urbanos, dedicados ao grafite e à arte de rua na capital baiana. Todas as peças têm o cuidado de apresentar um código QR com audiodescrição, para facilitar a vida de pessoas com baixa visão ou deficiência visual, disponibilizando todo o roteiro da história narrada nos painéis, seus nomes e o que representam. Anderson Santos, Isabela Seifarth e Ludmila Lima (em duo), Lee27, Mônica Reis, Rildo Foge e Tárcio V exibem seus trabalhos no bairro do Barbalho. Chany Duscio, Pipino, Samuca Santos e Uillian Novaes ficaram responsáveis pela arte nos espaços de Pirajá. Intitulada “2 de Julho – Povo Independente”, a exposição a céu aberto dos painéis do 2 de Julho é apoiado pela Fundação Gregório de Mattos (FGM), a partir de convites realizados aos artistas para desenvolver o trabalho em parceria. Os participantes enviaram propostas cheias de referências histórias e simbologias relacionadas ao 2 de Julho, oferecendo ainda mais vida e cor às ruas, além de trazer conhecimento sobre essa história, ampliando o senso estético da população soteropolitana e turistas sobre a Independência do Brasil na Bahia. LOCALIZAÇÃO Em Pirajá, as obras estão em torno da Praça General Labatut e da Paróquia de São Bartolomeu. Nas paredes estão representados os Encourados de Pedrão, o Corneteiro Lopes, Maria Quitéria, Joana Angélica e Maria Felipa. No Barbalho, a história ressurge com representações das três grandes heroínas: Felipa, Angélica e Quitéria. No local também pode ser observada a miscigenação do povo lutando contra a opressão portuguesa, com representação das três raças, além dos feitos das três grandes personagens femininas, com a defesa da Abadia da Lapa, a queima dos navios em Itaparica e a bravura de Maria Quitéria representando a força feminina no Exército brasileiro. O local também estampa as figuras simbólicas do Caboclo e da Cabocla. ARTISTAS Para Rildo Foge, o convite e a seleção para o projeto de murais foram um reconhecimento ao trabalho de mais de três décadas. “Acho muito importante poder desenvolver esse trabalho para comemoração do dia 2 de Julho. Procurei representar as mulheres que tiveram um papel importante na Independência. Para mim é importante estar participando desse projeto com outros artistas. Dessa forma, há uma troca de experiência e de conhecimento ao representar um tema desse tamanho”, diz. Tarcio Vasconcelos, mais conhecido como Tarcio V, celebra a possibilidade de participar do trabalho com painéis e com a temática da Independência. “Eu quis homenagear os caboclos, que são os verdadeiros donos dessa festa, pois representam o povo da terra. Então, surgiu essa oportunidade e eu trago esse recorte da história no painel, com o caboclo como referência, simbolizando o que há de mais popular na cidade”, explica. Ludmila Lima, que divide o painel “2 de Julho: Vitória do Povo” com Isabela Seifarth, explica que o convite para participar foi motivo de alegria para a dupla. “A escolha do tema e nossa participação é uma forma de eternizar nossa arte fazendo parte da história da cidade, representando aquilo que é o 2 de Julho, ao trazer o povo como representantes e protagonistas desse momento tão importante. Em nossa arte focamos nas heroínas da Independência e na grande mistura de raças que culminou nesta grande vitória”. SOBRE OS ARTISTAS Anderson Santos é pintor e trabalha principalmente com o óleo sobre tela, cartão, madeira, e desenhista, utilizando o grafite ou o carvão sobre papel, e destes dois caminhos desenvolvendo pintura e desenho digital, adaptando a técnica tradicional para a nova realidade digital. Graduado em Artes Plásticas pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) em 1999, expôs nas principais capitais brasileiras, mas também na Itália e Estados Unidos. Já Isabela Seifart é uma artista visual que trabalha sobretudo criando narrativas transmitidas através da pintura. Sua pesquisa permeia o universo das tradições da Bahia e do Recôncavo Baiano, incluindo seus acervos materiais e imateriais. Ludimila Lima é aquarelista que se inspira em seus ancestrais. A tatuadora e empreendedora iniciou a trajetória no mundo da arte através de desenhos, grafite e pinturas em tecidos. O artista visual e educador Lee27 é um dos pioneiros no país a inserir elementos de matriz africana no grafite, como orixás e pinturas negras, destacando principalmente a regionalidade baiana e a cultura do Recôncavo. Mônica Reis é uma das artistas pioneiras do graffiti feminino na Bahia, tendo iniciado os trabalhos como grafiteira em 2005, desenvolvendo a arte das tintas nos muros da cidade. É Integrante dos grupos de grafiteiras Toque Feminino Crew. Vindo do sul da Bahia, o artista plástico e muralista Rildo Foge ficou conhecido por retratar os tempos áureos nos muros de Ilhéus em grafite. Trabalha desenvolvendo oficinas em instituições e bairros, em cidades diferentes, retratando a cena do movimento urbano através das artes visuais. Um dos principais expoentes do grafite na Bahia, o artista visual, ilustrador e grafiteiro Tarcio V iniciou a trajetória artística em 2004. Soteropolitano, tem como fonte em seu trabalho a forte relação com a cultura popular e religiosidade afro-brasileira. A artista plástica argentina residente na Bahia, muralista e professora de artes visuais Chany Duscio iniciou os trabalhos como grafiteira em 2005, sendo uma das pioneiras entre as mulheres de Salvador a desenvolver a arte das tintas nos muros da cidade. Também integra o grupo de grafiteiras Toque Feminino Crew. Natural da cidade baiana Amélia Rodrigues, Pipino é artista plástico, desenhista e grafiteiro. Influenciado pela natureza morta, cultura popular e tradição nordestina, ele tem se destacado pela capacidade de capturar a essência vibrante do cotidiano das feiras livres e das paisagens rurais e urbanas da Bahia.

Trio Nordestino mantém tradição há 66 anos
São 66 anos de história, desde que foi criado, em 1958. O Trio Nordestino, originalmente formado por Lindu, Coroné e Cobrinha, mantém a tradição de levar o autêntico forró para o Brasil e o mundo. Atualmente, o grupo é formado por Luiz Mário (filho de Lindu), Jonas Santana e Tom Silva, que cumprem uma agenda intensa neste período junino. A série ‘De carona no São João’ traz um pouco da rotina do Trio Nordestino nesta segunda-feira, 17. Até sexta-feira, 21, você pode conferir curiosidades e detalhes sobre a relação de artistas baianos e nordestinos com os festejos juninos. As reportagens da série são veiculadas nos programas Isso é Bahia (7h às 9h) e A TARDE FM (17h às 19h), além do site e Spotify da A TARDE FM. Ouça:

Carta Manifesto Étnico dos Povos Originários N’Boré/Ymboré, Kamakã/Mongoió e Pataxó do Território Médio Sudoeste da Bahia
Aconteceu no dia 10 de Maio de 2024, o Encontro Territorial de Cultura do Médio Sudoeste da Bahia, na cidade de Maiquinique, onde foi apresentado e entregue pelo Conselho Setorial do Povos o Originarios a CARTA MANIFESTO ÉTNICO DOS POVOS ORIGINÁRIOS N´BORÉ/YMBORÉ, KAMAKÃ/MONGÓIO E PATAXÓ DO TERRITORIO MÉDIO SUDOESTE DA BAHIA, constituída pela representação das lideranças dos Povos Originários Remanescentes, Pesquisadores, Antropologos, Politicos, Professores e Ativistas da Cultura do Teritorio. Que como manifesto reivindica o reconhecimento dessas etnias no território pelo Estado da Bahia e solicita a fundação e instalação de um Museu dos Povos Originarios e Comunidades Tradicionais e de Terreiros, e um Centro de Culturas Populares e Identitárias, que é responsável pelo fomento e promoção das manifestações culturais populares que fortalecem a identidade da Bahia. As políticas do CCPI orientam-se de acordo com o alinhamento do Governo do Estado ao pensamento contemporâneo da Unesco e do Ministério da Cultura, de promover políticas públicas voltadas para as culturas populares e de identidades – da cultura do sertão, de matrizes africanas, ciganas e indígenas, LGBTQ+, infância e idosos e a implantação de Educação Escolar Indigena, na perspectiva do compasso da educação intercultural no Territorio Médio Sudoeste. Esteve presente Gabriel Ferraz (Cientista Politico e Professor Ms. Em Desenvolvimento Social), Luciano di Maria (Pesquisador dos Povos Originarios de Comunidades Tradicionais e Professor), Miller Ferraz (Antropologo e Produtor Cultural) e Valdeique Oliveira (Representante da Câmara Técnica de Cultura do Territorio Médio Sudoeste, Produtor e Ativista Cultural). Trecho do Manifesto: “Esta Carta Manifesto Étnico tem como objetivo apresentar e afirmar a presença dos Povos Originários N´boré/Ymboré, Kamakã/Mongóio e Pataxó que viviam e transitaram pela bacia do Rio Pardo, atual território de identidade Médio Sudoeste da Bahia, por meio de seus remanescentes existentes na contemporaneidade no nosso território. Sua finalidade é romper com o discurso preconceituoso em relação aos Povos Originários da bacia do Rio Pardo, com vista ao seu reconhecimento e valorização. Considerando o massacre e quase extermínio dos povos originários durante a invasão e ocupação do Sertão da Ressaca pelos brancos colonizadores e a perversa politica de ocultação e invisibilização social e cultural da contribuição dos povos originários no processo civilizatório do vale do Rio Pardo, reinvindicamos a partir do reconhecimento de nossa presente existência no território, politicas publicas eficazes como mecanismo de reificação da identidade cultural. Os contributos dos povos originários nas praticas, usos e costumes da nossa cultura expressam a diversidade multifacetada da cultura territorial, na perspectiva das cosmovisões interculturalmente entrelaçadas dos povos originários e tradicionais que participam da construção de uma cultura singular, particular, que caracteriza o Território Médio Sudoeste. As etnias e identidades desses remanescentes permanecem vivas há centenas de gerações, sendo suas tradições, ritos, contos, agricultura, festejos, linguagens e demais práticas culturais mantidas com muita resistência. A motivação manifesta é a preservação, mobilização, materialização e educação intercultural. Constituir um campo de ações e iniciativas de preservação, mobilização, educação e outras atraladas às politicas públicas.”

Cantor Xangai interpreta música de Elomar na trilha da novela Renascer
A nova novela das nove da Rede Globo, Renascer, conta com trilha sonora diversificada, que promove diferentes gêneros, gerações e movimentos. O ramake da trama de 1993 de Benedito Ruy Barbosa, com adaptação de Bruno Luperi, neto do autor, estreou no último dia 22. Dentre as músicas escolhidas para compor a teledramaturgia, está “Curvas do Rio”. Composição de Elomar Figueira, a canção foi gravada e lançada pelo cantor baiano, compositor e violeiro Xangai, em 1981, por meio do álbum “qué qui tu tem canário”. Na novela, a música recebeu roupagem do grupo de cordas Quinteto Paraíba. Eugênio Avelino, popularmente conhecido como Xangai, de 75 anos de idade, é natural de Itapebi, região de Eunápolis-Porto Seguro. Ele é descendente direto do sertanista João Gonçalves da Costa, fundador do Arraial da Conquista, onde hoje é Vitória da Conquista. O artista mora na cidade, onde vive há muitos anos e atua como secretário de cultura desde 2021. Ao longo de sua trajetória, se transformou em um dos nomes de referência artística do país. O músico já apresentou programas na TV para a divulgação da música brasileira com ritmos de norte a sul. A convite do diretor Luiz Fernando Carvalho, estreou na telenovela da Globo, Velho Chico, em 2016, como o repentista Avelino. Já Elomar Figueira de Mello, de 86 anos, é natural de Vitória da Conquista. Renomado compositor, escritor, violonista e cantor, já teve canções regravadas pelo amigo de infância Xangai, Raimundo Fagner, Elba Ramalho, Dércio Marques, Marlui Miranda, Jurema Paes e Teca Calazans. As obras de Elomar abrangem uma gama de temas, na maior parte das vezes, vinculadas ao imaginário rural do sertanejo nordestino, ainda que com elementos medievais, cristãos e ibéricos. Outros artistas baianos Compositores e intérpretes baianos encabeçam a seleção de canções originais e de regravações na novela Renascer. Como Maria Bethânia, em parceria com Almério na inédita ‘Quero Você’, ‘Trem das Cores’, na voz de Caetano Veloso, ‘Toda Menina Baiana’, com Gilberto Gil. O Nordeste ainda está representado por Fagner, Chico César, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo na trilha. Renascer A novela Renascer mostra a saga de José Inocêncio (Humberto Carrão/Marcos Palmeira), o plantio do cacau, as disputas por terra, uma paixão arrebatadora e a relação conturbada entre pai e filho. Na primeira versão, o tema de abertura da trama foi “Confins”, de Ivan Lins e Vitor Martins, interpretada por Batacotô. Já a versão de 2024 tem na abertura a canção “Lua Soberana”, também de Ivan Lins e Vitor Martins, tocada por Sergio Mendes. Na versão atual, quem dá voz é Xênia França e Luedji Luna. Originalmente, a telenovela contou com 216 capítulos, apenas quatro da primeira fase. No remake, a primeira parte foi estendida, totalizando 13 capítulos. Segundo Bruno Leperi, a trama completa deverá ter um pouco mais de 190 capítulos no total. “Eu estou com uma frente muito grande de capítulos, no 104. Acho que vão ser 190 e poucos, não sei ao certo. Para a gente conseguir ir a Ilhéus (na Bahia, onde a novela é ambientada), o desenho de produção determinava uma entrega de textos grande. Assim, a gente conseguiria gravar muita coisa lá, a primeira e a segunda fases, e trazer muito coisa para cá (para os estúdios no Rio). Para levar ao público uma novela muito realista, que traz aquela região do Sul da Bahia para a frente da tela, a gente teve que tomar algumas decisões. Uma delas foi fazer essa frente de texto”, disse ele, em entrevista ao jornal O Globo.