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Condenado, ex-prefeito cumpre pena como vigia de escola na Bahia

Antônio Prado, ex-prefeito de Pau Brasil, cidade a 530 km de Salvador (BA), atua há um mês como vigia de uma escola pública após ser condenado pela Justiça a prestar serviço comunitário.

O que aconteceu

Prado foi condenado a três anos de detenção pela prática do crime de dispensa de licitação. A pena foi transformada em 730 horas de prestação de serviços —que ele cumprirá em dois anos. Ele também recebeu uma multa de R$ 324 mil, equivalente a 200 salários mínimos, que terá de pagar em 24 parcelas depositadas mensalmente em uma conta judicial do município.

Jornada de vigia do ex-prefeito é de 7 horas semanais. Conforme foi apurado, Prado trabalha no Centro Educacional Maria Santana apenas aos domingos, das 13h às 20h. Pelo dia determinado, ele não tem contato com outros funcionários, nem professores e alunos, já que não há atividades no domingo.

Prefeitura confirmou determinação judicial. “A Prefeitura de Pau Brasil acompanha o cumprimento da pena, até porque esta é uma determinação judicial. Assim, como ele está prestando esse tipo de serviço, ele também tem que ser acompanhado pelo chefe do setor, e pela assistente social do município”, disse a Prefeitura de Pau Brasil.

O crime aconteceu em 2008. A Prefeitura de Pau Brasil usou R$ 126 mil reais em pagamentos à empresa Petrolife pelo fornecimento de combustível sem licitação. O processo licitatório só foi realizado em abril do mesmo ano, e a Petrolife foi a vencedora. Prado teve as contas do ano de 2008 reprovadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e em 2010 o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) ingressou com uma ação criminal que se arrastou na Justiça por 15 anos.

O crime aconteceu em 2008. A Prefeitura de Pau Brasil usou R$ 126 mil reais em pagamentos à empresa Petrolife pelo fornecimento de combustível sem licitação. O processo licitatório só foi realizado em abril do mesmo ano, e a Petrolife foi a vencedora. Prado teve as contas do ano de 2008 reprovadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e em 2010 o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) ingressou com uma ação criminal que se arrastou na Justiça por 15 anos.

Servidor rebate argumento de ex-prefeito. O presidente da Comissão de Licitação, Carlos Lopes, também foi denunciado pelo MP, mas foi absolvido. Ele continua no quadro de servidores públicos do município de Pau Brasil. “Ele [Prado] lhe mostrou o processo do erro que ele fala que a culpa foi minha? Ele mostrou a sentença do juiz o qual ele foi condenado? Não mostrou. Se a comissão foi absolvida é porque não devo nada, não foi erro da minha parte”, rebateu.

Prado argumenta que não está inelegível e não descarta lançar novamente o seu nome nas eleições de 2028. “Só Deus é que sabe, Se for da vontade Dele e do povo a gente pode até concorrer de novo. Se for da vontade de Deus, nosso grupo vai voltar.”. A reportagem entrou em contato com o TRE-BA para saber sobre a situação política de Prado, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.

Fonte: UOL Notícias.

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