Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Futebol: Ceni comemora triunfo do Bahia sem sofrer gols: ‘Destaque mais positivo’

Os primeiros três pontos de Rogério Ceni na Arena Fonte Nova saíram. Na noite desta quarta-feira (18), o Bahia derrotou o Internacional por 1×0, e se manteve fora da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Foi o quinto jogo do técnico na equipe, e o terceiro triunfo. Ele já havia vencido o Coritiba e o Goiás, ambos fora de casa.

Em entrevista coletiva após a partida, Ceni destacou a competitividade tricolor. Depois de marcar com Biel no fim do primeiro tempo, o Esquadrão chegou a balançar as redes outras três vezes, mas os lances foram anulados por impedimento. O resultado em Salvador fez o Bahia subir para a 13ª colocação da Série A, com 31 pontos. Mas ainda pode perder posições, com o complemento da rodada.

“A gente estava jogando em dois blocos no primeiro tempo. Quando nos aproximamos, conseguimos ter um pouco mais a posse de bola, trocar mais passes, jogar um pouco mais por dentro. E criamos bem mais oportunidades de gol no segundo tempo. Fomos bem melhores que no primeiro tempo. Poderíamos ter feito o segundo, o terceiro gol. Detalhes pequenos de impedimento, de falta. Poderia ter sido um placar mais elástico. Time foi bem competitivo, bem postado”, disse Ceni.

O técnico também comemorou o fato de não sofrer gols na partida. A última vez que isso havia acontecido foi no dia 20 de agosto, na goleada de 4×0 sobre o Red Bull Bragantino, também em casa. Desde então, seis partidas haviam se passado, com 13 gols sofridos.

“De se destacar, o fato de não sofrer gols. Era uma coisa que estávamos desacostumados. Talvez, seja destaque mais positivo coletivo, o fato de manter o zero no placar”, avaliou.

Para Ceni, o triunfo sobre o Goiás e a seguinte pausa de jogos por causa da data Fifa foram fundamentais na preparação para enfrentar o Internacional. Foram 11 dias livres entre os dois duelos no Brasileirão.

“Quando você vence, o humor de todos melhora e fica mais fácil trabalhar. Facilita muito para um treinador poder ter o triunfo para trabalhar. Então foi uma chave que virou. Acho que isso ajudou muito a motivação de todos. Foi a melhor semana desde que eu cheguei aqui. Conseguimos fazer coisas novas, colocar mais ritmo no time”, falou.

O longo tempo de preparação, porém, não se repetirá para a próxima partida. O Bahia já volta a entrar em campo no sábado (21), quando encara o Fortaleza. O confronto será mais uma vez na Fonte Nova, às 18h30, pela 28ª rodada do Brasileirão.

“O que fica ruim agora é que aperta muitos os jogos, temos menos de 72h para o próximo jogo e muitas coisas para ajustar. Rezende suspenso, Vitor Hugo com um corte profundo no rosto. Temos que observar os atletas para entender o que temos de melhor”, falou.

Confira outros trechos da entrevista de Rogério Ceni:

Jacaré

Antes do jogo, me foi feita a pergunta. Se fala sobre ele sair, isso é uma questão da administração. Não tem a ver com a não-relação dele para o jogo. Nós somos 32 jogadores, nove ficam fora a cada vez. Corta o coração deixar muitos fora, não só o Jacaré. Hoje, foi uma opção. Vai treinar normal e vamos fazer uma nova relação para a próxima semana. Foi uma opção. Assim como Marcos Victor ficou fora, como David Duarte ficou fora. Como Ryan e André estavam fora e vieram hoje. Diego Rosa, a gente gostaria de trazer e não consegue. Tem muito jogador que a gente não consegue. Infelizmente, você deixa alguns mais tristes. Mas todos profissionais, trabalhando. Ele foi lá no CT hoje, trabalhou pela manhã. Não há conotação com o acontecido. Preferi ter uma opção em outro lugar no campo e não consegui incluí-lo na lista.

Enfrentar o Fortaleza, time que já treinou

Acho que de quem está lá, só trabalhei com Tinga. Muito respeito pelo clube, mas não existe mais o time que eu criei. Hoje é o Vojvoda que toca o Fortaleza. Vamos estudar o time deles para entender o que fazer. Vamos tentar bater uma equipe difícil. Não vi o Fortaleza jogar hoje porque foi no mesmo horário, mas os meninos da análise já começaram esse trabalho.

Mudanças no segundo tempo

Eu acho que hoje ficou um time construído de maneira diferente. Deixou de ter velocidade para ter mais aproximação por dentro. Eu gosto mais desse estilo de jogo. O que melhoramos no segundo tempo foi a pressão na bola. Recuperamos mais rápido. Temos que aprender a gostar da bola. Só tem dois momentos no futebol, com e sem a bola. Então é melhor estar com a bola, estamos mais protegidos com ela. Temos que dar mais valor para a bola. A gente quer contra-atacar muito rápido às vezes. Temos que aprender a jogar com mais posse, mais aproximação. Acho que isso foi o que aconteceu de melhor hoje, principalmente no segundo tempo.

Ansiedade para fazer os gols

Eu prefiro lidar com a ansiedade dos gols perdidos do que a falta de chances criadas. São detalhes, um calcanhar ali, lances interpretativos. Mas é melhor corrigir 20 cm de impedimento do que não criar chances de gol. Se estamos criando já é algo.

Saída de bola

Não tem imposição nenhuma no trabalho. Quando eu cheguei aqui falei sobre simplicidade. A simplicidade que eu quero é sofrer menos riscos na saída de jogo. O Grupo City preza pelo modelo de jogo, mas temos que prezar pela manutenção do Bahia na Série A. Qual é a vergonha, qual é o problema de não sair jogando? O Grupo gosta? Ok, mas tenho certeza que o Grupo gosta mais de se manter na Série A. Com pré-temporada, com manutenção na Série A, a gente consegue implementar coisas a mais.

Compartilhe essa matéria

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cookies: guardamos estatísticas de visitas para melhorar sua experiência de navegação. Saiba mais em nossa política de privacidade clicando aqui.