O executivo da Odebecht Alexandrino Alencar afirmou ao juiz federal Sérgio Moro, que os R$ 12 milhões reservados para compra de imóvel para abrigar a sede do Instituto Lula era “contrapartida”. “Entendo que em retribuição, a contrapartida ao que o próprio presidente Lula fez no passado, em função da importância dele no então governo (Dilma Rousseff) e, também, no futuro político do próprio ex-presidente Lula, na época”, afirmou Alencar, um dos 77 delatores da Odebrecht. O executivo foi ouvido como testemunha de acusação do Ministério Público Federal, no processo em que Lula é acusado de receber R$ 12 milhões em propinas da Odebrecht. O dinheiro seria oculto na compra de um terreno para sede do Instituto Lula, em São Paulo, e de um apartamento no edifício onde mora o petista, em São Bernardo do Campo. Alexandrino era o principal canal do patriarca Emílio Odebrecht para contatos com Lula. Segundo ele, a “Odebrecht iria adquirir esse imóvel para o Instituto Lula”. “Tinha essa disponibilidade de R$ 12 milhões, e esses R$ 12 milhões seria usados para compra da sede do Instituto Lula.”