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Apresentado no Bahia, Renato Paiva quer acordar ‘gigante adormecido’

O Bahia apresentou oficialmente o técnico Renato Paiva. Em entrevista coletiva concedida na tarde desta segunda-feira (12), o treinador elogiou a história do clube e destacou que quer ficar marcado por reerguer um “gigante adormecido” do futebol brasileiro.

O técnico foi questionado sobre os objetivos do Bahia para a próxima temporada. Sem prometer resultados, Paiva destacou a importância dos treinos e projetou colocar o nome na história do Tricolor.

“No futebol, para mim o futuro é o treino de amanhã. Não podemos esquecer que nós não jogamos sozinhos, também não esquecer da história do Bahia. É verdade que nos últimos anos eu gostaria de chamar um gigante adormecido, porque é um gigante deste país, mas que em nível de títulos e de expressão tem estado um pouquinho abaixo do que tem sido a sua história”, disse o técnico.

“Gostaríamos muito de estar conectados e de estar ligados ao reerguer e ao acordar desse gigante, mas como já disse, é um processo que vai demorar o seu tempo. Vamos ter uma equipe com muitas alterações, vamos precisar de tempo para pôr esses jogadores a jogarem e a pensarem de uma só forma”, continuou.

Com a conquista do acesso, o Bahia disputa a Série A do Brasileirão na próxima temporada, mas já começa o ano com um calendário cheio, com Campeonato Baiano, Copa do Nordeste e Copa do Brasil. Paiva afirmou que o clube já está focado no planejamento dos primeiros jogos do ano.

“Já estamos em observação em relação ao que vamos encontrar, já há um calendário, portanto já estamos nos preparando para isso. Ainda não sabemos que equipe vamos ter preparadas para disputar essas competições, mas obviamente que queremos entrar e ganhar. Isso é inegável”, pontuou.

Com o acerto entre Bahia e Grupo City, o Tricolor terá uma mudança na filosofia de contratações. O clube já está no mercado mirando um elenco forte para 2023.

“Tenha certeza que vamos montar um elenco muito competitivo e que vamos montar um elenco dentro daquilo que é nossa forma de pensar o jogo, nossa forma de jogar. Não tem a mínima lógica contratar jogadores que não se enquadram numa forma de jogar”, apontou Paiva.

O técnico português fez questão de lembrar do ex-treinador Evaristo de Macedo, campeão brasileiro de 1988 com o Bahia. Ele destacou que ficou orgulhoso por ter recebido uma mensagem do ídolo tricolor.

“Gostaria de fazer duas menções que eu acho que são muito importantes. A primeira para uma lenda desse clube e uma lenda do futebol brasileiro, o meu colega senhor Evaristo de Macedo, que hoje fez uma publicação para nos dar boas vindas e nada nos pode deixar mais orgulhosos. Uma pessoa que deixou uma marca profunda e história nesse clube e no futebol brasileiro”, frisou.

Um treinador de projetos

Paiva disse na entrevista que antes de aceitar trabalhar num clube, avalia o projeto. Para o treinador, é importante saber a forma de ganhar e perder, para que o trabalho seja desenvolvido dentro de uma filosofia. Revelado como técnico nas categorias de base do Benfica, ele contou que rejeitou alguns trabalhos por não acreditar nos projetos das equipes.

“Fui recusando alguns convites ao longo da minha carreira mesmo quando estava no Benfica porque sentia que não eram projetos. O Independiente del Valle quando apareceu, nós encaramos a qualidade do projeto como uma grande oportunidade, isso veio a confirmar. Portanto, sendo um treinador de projeto, o projeto que está aqui implementado e que se vai implementar, a nível do Grupo City nesta parceria com o Bahia, nos deixa bastante orgulhosos”, apontou.

Ao longo da carreira, Paiva passou por Independiente del Valle, do Equador, e León, do México.

“A questão de ganhar é muito importante, mas nós também valorizamos como se ganha. É sempre importante quando fazemos análises para avaliar projetos e pessoas, perceber como se ganha e como se perde”.

Outros trechos da entrevista 

Jorge Jesus e Guardiola 

“Jorge Jesus eu tenho história desde que entrei no Benfica. Sempre fiz estágio de observações com os treinadores do plantel principal. E um treinador evidentemente eu observei, que foi Jorge Jesus. Ele teve certamente uma influência na minha forma de ver o jogo. Tive também uma influência forte quando fiz estágio em Barcelona, com Pep Guardiola. Essas são minhas influências na minha forma de jogar, um jogo posicional, com superioridade numérica que começa com o goleiro. Não podemos esquecer que o treinador presta um serviço, que é passar uma forma de jogar aos atletas. Se eles não comprarem suas ideias, não adianta, porque são eles que vão colocar tudo em prática”

Utilização da base

“É possível que sim. Estamos conversando. Mas é possível. Não tem sentido ter infraestrutura desta qualidade, ter um trabalho importante na base, se, depois, não aproveitarmos esses jogadores e estes ativos do clube. Falo de uma realidade de que sou conhecedor. Não só no Benfica, mas no Independiente, onde as camadas de futebol de base são fantásticas em estrutura e qualidade. Nós subimos e vendemos uns 8 jogadores vindos da base no Independiente. Por isso também viemos. Amo prestar atenção e encontrar equilíbrio. É no equilíbrio que queremos, entre jovens e jogadores de meia-idade e jogadores mais experientes. Acreditamos que a mescla é fundamental para ter sucesso”

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