O candidato ao Senado pelo Mobiliza, Carlos Sodré, afirmou que pretende exercer um mandato independente e direcionado à defesa dos interesses do interior da Bahia. A declaração foi dada ontem (8) durante sabatina promovida pela Band Bahia, em parceria com a Tribuna.
Sodré disse que busca se diferenciar dos representantes ligados aos principais grupos políticos do estado. Segundo o candidato, o exercício do mandato deve priorizar a população, sem submissão ao governo ou à oposição.
“Acho que tem um modelo que existiu e tem desaparecido. É a figura do político devotado à causa pública, onde não faça prevalecer os seus interesses, interesses grupais, acima dos interesses da população, do interesse público”, declarou.
Sodré destacou que integra um partido de menor estrutura, mas afirmou considerar essa condição um fator que pode assegurar maior autonomia política. Para ele, o parlamentar não deve ficar condicionado às decisões dos grupos que comandam o governo estadual ou lideram a oposição. “Eu estou em um partido pequeno, reconhecidamente, mas independente, que não come no cocho do governo nem está sob o sovaco da oposição”, afirmou.
De acordo com o candidato, essa independência permitiria o exercício de um mandato com liberdade para analisar projetos e posicionamentos de acordo com os interesses da Bahia e do país. Ele ressaltou, no entanto, que as diretrizes partidárias também deverão orientar sua atuação. “Essa independência é para me assegurar condições do exercício de um mandato independente, onde, claro, o programa do partido nos guia, mas os interesses nacionais decidem sobre os nossos rumos”, disse.
Durante a sabatina, Sodré também anunciou que, caso seja eleito, não pretende disputar a reeleição após os oito anos de mandato. Segundo ele, o período é suficiente para que um senador apresente resultados e deixe uma contribuição para o estado.
“Eleito senador, não buscarei a reeleição, porque acho que um mandato de oito anos, com o assessoramento que o Senado propicia a cada senador e o devotamento a esse trabalho, é fazer um mandato diferente, decente, correto e aplicado”, afirmou.
O candidato também abordou os desafios enfrentados pela agricultura e pelos municípios do interior, especialmente diante dos períodos de estiagem. Ex-subsecretário estadual da Agricultura, Sodré criticou a divisão das políticas para o setor entre diferentes pastas.
“A agricultura vive dos projetos que nós deixamos e hoje é uma agricultura que foi esquartejada, dividida em várias pastas. Na verdade, a agricultura não tem tido essa prioridade do tamanho que é, porque essa repartição, eu acho, enfraquece”, declarou.
O candidato também criticou a situação das rodovias federais na Bahia, citando problemas nas BRs 101, 116, 020 e 324. Segundo ele, as dificuldades de infraestrutura prejudicam o deslocamento da população e limitam o desenvolvimento econômico de diferentes regiões.
Sodré ainda questionou a condução da concessão da BR-324 e afirmou que a população enfrentou dificuldades durante a prestação do serviço pela antiga concessionária.
“Essa questão da 324 foi um sofrimento. O povo ficou aí sofrendo e ainda está. Isso é uma falta de respeito com o povo”, completou.