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Jerônimo Rodrigues defende penalização mais rigorosa do crime organizado

O governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), voltou a defender a ampliação dos investimentos em segurança pública e mudanças na legislação para combater organizações criminosas no estado. Em entrevista à rádio Povo FM, de Feira de Santana, nesta terça-feira (25), o gestor disse que o enfrentamento à violência deve envolver, além das forças policiais, o Judiciário e políticas de educação. Para ele, o Estado precisa de uma legislação capaz de impor punições proporcionais à atuação de grupos criminosos.

“Tem que ter investimento na segurança pública, que estou fazendo, vou fazer mais. Mas tem que ter uma legislação, que o Poder Judiciário seja muito forte, uma lei, uma lei que penalize o crime organizado, à altura da ação deles”, declarou.

Para defender sua tese, o chefe do Palácio de Ondina citou casos de pessoas presas repetidas vezes e defendeu uma mudança na forma de lidar com criminosos reincidentes. Segundo ele, quem possui diversas passagens pelo sistema prisional deveria receber tratamento diferenciado.

“Todas as vezes que a gente vê a polícia prender uma pessoa que já tem 8, 10, 15 passagens, essa pessoa não pode ser tratada de qualquer forma, não pode ser, por mais que tenha habeas corpus, o advogado, a pessoa que já passou 15 vezes, 10 vezes, pelo centro prisional ou alguma coisa do tipo, precisa ser tratada de outra forma”, continuou.

O petista também aproveitou a ocasião para defender medidas de ressocialização e a permanência no sistema prisional de pessoas consideradas violentas.

“A ressocialização dessa pessoa, a prisão, e se for uma pessoa violenta, ela tem que ficar no presídio, se não é socializada lá, então tem que ter lei, temos que ter uma justiça”, acrescentou.

O chefe do Executivo estadual ainda destacou que o combate ao crime não pode ficar restrito à atuação policial. Para ele, políticas educacionais, especialmente a ampliação do ensino em tempo integral, também devem fazer parte da estratégia de prevenção à violência.

“Então nós temos uma polícia competente. Nós temos uma polícia adequada para a gente poder fazer muito. Mas não é só a polícia. Nós temos um sistema do crime organizado que eles articulam de longe, de cima para baixo, no segundo andar”, afirmou.

Para concluir, o governador defendeu o ensino em tempo integral e disse que o custo da política pública deve ser analisado diante dos efeitos sociais da falta de investimento. Ele ainda citou uma crítica atribuída ao prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (União Brasil), sobre os custos da medida.

“Aí o prefeito de Feira diz, ah, mas é caro, é caro. Caro é a nossa criança sem poder estar na escola aprendendo mais, estudando mais. Então, educação, alguém pode dizer que é caro, o valor pode ser alto, mas as consequências são benéficas ou maléficas de acordo com o investimento aplicado”, finalizou.

Fonte: Política Livre.

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