O ciclone bomba que passou pelo Rio Grande do Sul ao longo da quinta-feira, 6, deixou um rastro de destruição que ainda está sendo rastreado pelas autoridades locais. Ao menos 589 mil residências distribuídas pelos mais de 100 municípios afetados ficaram sem fornecimento de luz. Um homem morreu e ainda não há dados oficiais da Defesa Civil sobre o número total de pessoas que ficaram desabrigadas.
A vítima fatal foi um homem de 33 anos morador de Montenegro, cidade a 55 quilômetros de Porto Alegre. Ele estava trafegando de moto pelo km 41 da rodovia ERS-124 quando foi atingido por uma árvore que caiu por conta das ventanias. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul confirmou a passagem de um tornado pela cidade de Pedro Osório, que fica no sul do estado, próximo de Pelotas e da fronteira com o Uruguai. De acordo com o órgão, os ventos mais fortes foram registrados em Alegrete, cidade na qual chegaram a 92,5 km/h. Em seguida, estão as rajadas de vento que passaram por Jaguarão (87,3 km/h), Quaraí (80,5 km/h), Santa Vitória do Palmar (78,8 km/h), Santana do Livramento (73,1 km/h), Aceguá (71,6 k/h) e Dom Pedrito (70,9 km/h).
O Rio Grande do Sul é atendido por duas empresas de fornecimento de energia. O painel de fornecimento em tempo real da CEEE Equatorial mostra que às 12h26 desta sexta, 7, havia 191.517 unidades (que podem ser residências, comércios, apartamentos) desabastecidas. A CPFL/RGE, a outra companhia que atende o estado gaúcho, disse que 398 mil residências tiveram o fornecimento de energia interrompido na quinta. Nesta sexta, o número caiu para 71 mil unidades.
O Instituto Nacional de Meteorologia, o Inmet, já havia emitido um alerta sobre o ciclone bomba no começo da semana. O órgão disse que as principais consequências seriam chuvas fortes, ventos em alta velocidade e chuvas de granizo. A intempérie segue rumo aos outros estados do Sul, mas com menos força do que a que atingiu o território gaúcho.