A secretária de Saúde da Bahia, Roberta Santana, rebateu ontem (6) a proposta apresentada por ACM Neto, candidato ao governo do Estado pelo União Brasil, de criar o programa Pix Saúde, voltado ao credenciamento de hospitais privados para ampliar o atendimento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a gestora, o mecanismo já é utilizado pelo Estado e está previsto na legislação que rege o sistema público de saúde.
Em vídeo divulgado por sua assessoria, Roberta afirmou que a iniciativa anunciada pelo candidato da oposição não representa uma inovação e questionou a elaboração do plano de governo de ACM Neto.
“Não sei se o problema do candidato é construir o plano de governo com inteligência artificial ou se ele está realmente mal-intencionado. O credenciamento de serviço privado não é uma novidade e está previsto na legislação do Sistema Único de Saúde”, disse a secretária do governo de Jerônimo Rodrigues (PT).
A secretária informou que o governo da Bahia mantém atualmente 366 unidades privadas credenciadas para atendimento pelo SUS, totalizando mais de 3.700 leitos disponíveis à população em diferentes regiões do estado. De acordo com ela, esse modelo de contratação complementar já faz parte da política estadual de saúde há vários anos.
Ao comentar a proposta do ex-prefeito de Salvador, Roberta também direcionou críticas à gestão municipal da capital, afirmando que problemas na atenção básica contribuem para a sobrecarga da rede estadual.
“Você foi prefeito por oito anos, ACM Neto, não resolveu e não conseguiu entender que, quando o soteropolitano não tem acesso a uma consulta ou a um exame, que são de responsabilidade da Atenção Básica de Salvador, o quadro se agrava e acaba sobrecarregando a rede estadual”, finalizou a secretária.
A proposta foi apresentada por ACM Neto durante sabatina na TV Aratu. Na ocasião, o candidato afirmou que, se eleito governador, pretende ampliar o acesso ao atendimento por meio do credenciamento de unidades privadas, permitindo que pacientes do SUS sejam encaminhados para a rede particular quando houver vagas disponíveis.
“Se há uma vaga disponível na rede particular e há uma pessoa que pode perder a vida, o Estado vai pagar a vaga para dar o tratamento de saúde e para salvar a vida desta pessoa. Não é uma coisa irresponsável. Nós vamos fazer um processo de credenciamento”, disse ACM Neto.