O PDT marcou para esta segunda-feira (20/7), em Brasília, a convenção do partido para consolidar a posição nas eleições de outubro. A expectativa é que seja confirmado apoio à chapa nacional que será lançada à reeleição, formada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo vice Geraldo Alckmin (PSB). A presença de Lula no evento, inclusive, é esperada.
O partido, comandado por Carlos Lupi, se aproxima das eleições gerais de 2026 com uma estratégia diferente dos últimos pleitos. Em 2018 e 2022, o PDT lançou candidatura própria com Ciro Gomes, que nos últimos meses migrou para o PSDB em um projeto ao governo do Ceará e em aliança com o PL.
Apesar da mudança de Ciro, o PDT, como partido, tem um histórico de apoio ao PT. Em 2006, apoiou a primeira tentativa de reeleição de Lula e, em 2010 e 2014, firmou aliança com a ex-presidente Dilma Rousseff. Também em 2022, a legenda apoiou Lula no segundo turno após o quarto lugar conquistado por Ciro.
Carlos Lupi se licenciou do comando do partido para ser ministro da Previdência Social em janeiro de 2023, quando Lula assumiu seu terceiro mandato à frente do Palácio do Planalto. O então ministro, no entanto, se viu em uma crise com a revelação do esquema de fraude em descontos associativos ilegais em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Lupi não era investigado no escândalo, mas se viu pressionado após notícias de que recebeu alertas internos sobre a fraude. Com isso, pediu demissão em maio de 2025 e retornou ao comando do PDT.