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Ibañez faz mistério se jogará como volante ou lateral na Seleção, mas elogia Ancelotti: ‘é direto e reto’

Foi com um sorriso escancarado, mistura da alegria pela primeira Copa do Mundo com a surpresa pelo tamanho da cobertura jornalística, que Ibañez deixou claro nesta terça-feira, 9, em entrevista coletiva de imprensa em Morristown (EUA): está pronto para jogar em qualquer posição na Seleção Brasileira.

Com o corte de Wesley, que se machucou no amistoso contra o Egito e deu lugar ao volante Éderson, o gaúcho de 27 anos agora aparece como uma das opções para fazer a lateral-direita durante a Copa. Questionado inúmeras vezes se já falou com o técnico Carlo Ancelotti sobre isso e se tem preferência em relação a alguma posição, fez mistério e avisou que joga onde for necessário.

“Independentemente da posição, eu me sinto pronto. Lateral ou zagueiro, estarei pronto para representar o meu país”, avisou Ibañez, negando que tenha tido alguma conversa especial com Ancelotti sobre isso.

Segundo o defensor, que pode jogar até mesmo de volante, o técnico é claro sobre o que espera dos jogadores. E ele prefere assim.

“O mister é direto e reto sobre o que ele quer no grupo, e isso é importante, porque clarifica as coisas. Quão mais especifico ele é, melhor é pra mim”, afirmou, mas sem contar como Ancelotti o tem escalado nos treinamentos fechados para a imprensa. “Se eu fizer mais do que isso [contar para a imprensa], dá ruim pra mim depois”, brincou.

Gaúcho de Canela, Ibañez vive a emoção de disputar sua primeira Copa do Mundo. A expectativa ficou ainda maior diante da frustração de 2022, quando ficou fora do Mundial do Qatar mesmo tendo sido convocado para os amistosos pré-Copa. No meio do caminho, resolveu se transferir para o Al-Ahli, da Arábia Saudita, até então um centro distante do futebol mundial.

O defensor admitiu que a transferência o fez temer não voltar à seleção, mas a apreensão passou rapidamente.

“Nos primeiros meses, talvez sim, medo de que talvez eu me afastaria, distanciaria da seleção, por não conhecer o país e a liga. Mas depois dos primeiros 6 meses eu entendi que lá era o lugar pra eu estar. E eu percebi que cresci muito profissionalmente”, comentou.

“Jogar na Arábia me fez crescer muito na parte profissional e de liderança, porque na Roma eu não era um dos capitães, e no Al-Ahly eu sou. Isso fez com que eu entendesse meu protagonismo dentro do time e minha liderança. Quando me transferi, acreditei muito na liga, quanto cresceria, e de fato cresceu. Hoje temos grandes jogadores lá e isso diz muito sobre quão forte é a liga.”

Na expectativa pela estreia na Copa, ele prefere manter a cautela: “Eu vivo dia a dia. O hoje é mais importante do que o amanhã”.

Fonte: Terra.

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