Um voo procedente de Salvador esteve no centro de uma situação de risco na manhã desta quinta-feira (30) no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Um avião da Gol e outro da Azul perderam a separação mínima e chegaram a ficar a apenas 22 metros de distância durante uma operação simultânea na pista.
A ocorrência envolveu um Boeing 737-800 da Gol, que fazia o voo G31629 vindo de Salvador, e um Embraer E195-E2 da Azul. No momento em que a aeronave da Gol se aproximava para pouso, o avião da Azul recebeu autorização para alinhar e iniciar a decolagem na mesma pista.
Ao identificar o risco, o controle de tráfego aéreo tentou interromper a manobra. Pelos áudios da torre, o jato da Azul demorou a iniciar a corrida de decolagem, o que reduziu o tempo de separação entre as aeronaves. Diante da situação, os controladores pediram que a Azul abortasse a decolagem e orientaram o piloto da Gol a arremeter, interrompendo o pouso e retomando altitude.
Houve ainda uma falha inicial de comunicação com o voo da Azul. Conforme os registros, a torre precisou repetir a instrução para cancelar a decolagem, já que não houve resposta imediata da tripulação. Ao mesmo tempo, o piloto da Gol foi instruído a desviar a trajetória e subir.
O sistema automático de alerta de colisão, conhecido como TCAS (Traffic Alert and Collision Avoidance System), também contribuiu para evitar um choque. O recurso emitiu avisos de proximidade que auxiliaram os pilotos na tomada de decisão.
A menor distância registrada entre os aviões foi de cerca de 22 metros, valor correspondente à separação vertical no momento mais crítico da ocorrência.
O caso será investigado por órgãos da Força Aérea Brasileira. O Departamento de Controle do Espaço Aéreo informou que, na fase inicial, serão coletados e confirmados dados, preservados elementos, feita a verificação de possíveis danos às aeronaves e reunidas outras informações necessárias para esclarecer o episódio.