O Banco Central (BC) deve publicar até o fim deste mês as regras oficiais para o Pix Parcelado, modalidade que já vinha sendo oferecida por alguns bancos e fintechs, mas sem padronização nacional.
A novidade permitirá que consumidores dividam pagamentos via Pix, como se fosse uma operação de crédito. Na prática, o lojista recebe o valor integral à vista, mas o cliente pode pagar em parcelas ao banco.
O que muda com a regulamentação:
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Regras padronizadas em todo o país.
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Transparência sobre taxas, número de parcelas e custo total.
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Mais clareza para evitar abusos e diferenças entre instituições.
⚠️ Pontos de atenção
O Idec alerta que atrelar o Pix a operações de crédito pode confundir usuários, já que o sistema nasceu com a promessa de ser simples, gratuito e instantâneo. A preocupação é que muitos consumidores não percebam que estão, na verdade, contratando um empréstimo.
✅ Benefícios apontados por especialistas
De outro lado, especialistas do setor financeiro acreditam que o Pix Parcelado pode ampliar o acesso ao consumo, principalmente para quem não tem cartão de crédito ou limite disponível.
“É como se fosse um Pix com crédito embutido, mas agora de forma transparente e regulada pelo BC”, explicou Gilmar Hansen, executivo do RecargaPay.
Cuidados antes de usar
Segundo a Serasa, para não transformar a solução em uma armadilha, é preciso:
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Comparar juros entre bancos e fintechs.
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Evitar parcelar compras por impulso.
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Planejar parcelas que caibam no orçamento.
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Simular o valor final antes de confirmar a transação.
Desde 2020, o Pix já movimentou R$ 76,2 trilhões em 176,4 bilhões de operações. A expectativa é que o parcelado aumente ainda mais esse volume.