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Prisão de Bolsonaro enfraquece bolsonarismo na Bahia e abre espaço para ACM Neto

O bolsonarismo, que já tinha pouca força na Bahia, deve perder ainda mais espaço após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão. Apesar de ainda existirem figuras que tentam se apresentar como seus representantes no estado, as perspectivas de sobrevivência política nesse cenário adverso se tornam cada vez menores. A questão é: até quando resistirão sem o principal líder disponível nas urnas?

No último dia 7, algumas centenas de apoiadores se reuniram no Farol da Barra, em Salvador, em defesa da anistia e de Bolsonaro. O ato mostrou que o grupo ainda não desapareceu por completo. Porém, em um ambiente político baiano dominado pela polarização entre o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e a oposição liderada por ACM Neto, os bolsonaristas tendem a se isolar cada vez mais, sobretudo se a pena começar a ser cumprida em dezembro, como está previsto.

É claro que haverá quem defenda a ideia de transformar Bolsonaro em mártir, repetindo o que ocorreu quando Lula foi preso. Esse movimento pode até manter vivo o bolsonarismo por algum tempo. Mas, na Bahia, onde a rejeição ao ex-presidente sempre foi grande, o risco é de que o apego a Bolsonaro se transforme em desgaste político — algo que poucos estarão dispostos a carregar no longo prazo.

Sem um líder de referência, parte desse eleitorado deve migrar para o antipetismo local, o que beneficiaria ACM Neto. Não por acaso, adversários já tentam reforçar a narrativa de que o ex-prefeito de Salvador sempre esteve alinhado a Bolsonaro, mesmo que, oficialmente, ele nunca tenha declarado apoio total. Só mais recentemente, com a federação entre União Brasil e Progressistas, Neto se aproximou de pautas defendidas pelo grupo bolsonarista.

A ausência de grandes manifestações após a condenação de Bolsonaro também mostra a fragilidade do movimento. Apesar das ameaças de que o país iria “parar” caso o STF confirmasse a decisão, o que se viu foi apenas alguns desabafos em redes sociais e declarações sobre “suprema injustiça”. Na prática, o barulho foi maior no ambiente digital do que nas ruas. Para muitos baianos, a página já foi virada — inclusive entre os próprios bolsonaristas.

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