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Bahia receberá 48 médicos especialistas do programa federal em setembro

O Ministério da Saúde anunciou a chegada de 48 médicos especialistas para reforçar a rede pública em 18 municípios da Bahia a partir de setembro de 2025. A medida faz parte do programa Agora Tem Especialistas, lançado neste ano para reduzir a carência de profissionais de alta complexidade no Sistema Único de Saúde (SUS).

Ao todo, foram selecionados 501 médicos em todo o país, distribuídos em 212 municípios. O Nordeste foi a região mais contemplada, com 260 profissionais (51% do total). Na Bahia, os municípios de Juazeiro, Vitória da Conquista, Irecê e Santo Antônio de Jesus estão entre os principais beneficiados. Feira de Santana e Valença receberão quatro médicos cada, enquanto cidades como Itabuna, Barreiras, Eunápolis, Teixeira de Freitas, Paulo Afonso e Jacobina também terão reforço no quadro de especialistas.


Interiorização da saúde

Do total de médicos selecionados, 67% atuarão no interior do Brasil, com foco em áreas como cirurgia geral, ginecologia, anestesiologia e otorrinolaringologia. Aproximadamente 25,7% serão enviados para regiões de alta vulnerabilidade, 20% para a Amazônia Legal e 9% para áreas de fronteira.

O objetivo é ampliar o acesso e reduzir a necessidade de deslocamentos para capitais. Exemplo disso é a cidade de Patos (PB), que receberá oito médicos e deve aumentar em até 30% a capacidade do hospital regional, evitando viagens de até 500 km para atendimentos em João Pessoa.


Perfil dos profissionais

Os médicos selecionados têm, em média, 12 anos de experiência. Pela primeira vez, especialistas foram contratados diretamente para o SUS, o que marca uma mudança estrutural. Segundo a Demografia Médica 2025, apenas 10% dos especialistas atuam exclusivamente na rede pública, sendo a maioria absorvida pelo setor privado.

Entre os novos contratados, 26% atuavam apenas em hospitais privados e agora passam a atender pelo SUS. A previsão é que 75% dos profissionais sejam alocados em hospitais públicos, 18% em ambulatórios e 7% em unidades de apoio diagnóstico.


Capacitação e incentivo

Os médicos participarão de 16 cursos de aprimoramento, em áreas de alta demanda, com formação prática em hospitais da Rede Ebserh e do Proadi-SUS. Cada profissional receberá bolsa-formação de até R$ 20 mil, ajustada de acordo com a vulnerabilidade da região onde for alocado.


Desafios

O programa recebeu 993 inscrições, das quais 501 foram aprovadas nesta primeira chamada. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, classificou a iniciativa como um “passo ousado” para reduzir filas e ampliar o acesso da população a especialistas.

Apesar do avanço, ainda há desafios: a fixação de médicos em áreas remotas e a infraestrutura hospitalar disponível para garantir condições de trabalho adequadas. O governo afirma que o programa inaugura um novo ciclo de fortalecimento do SUS, mas que exigirá monitoramento contínuo para evitar desigualdades.

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